DINHEIRO, PODER. BOM SENSO, TALVEZ.

21 fev

Os poucos que acompanham este site (que diminuíram drasticamente quando o Senhor Raul Krebs largou o blog do colorado no globo.com) deves estar irritados ou simplesmente largaram de mão devido aos últimos posts. Sei lá se os últimos, mas a cara que as coisas tomaram. Vale lembrar que pra mim a graça no futebol é tempero inexistente depois de alguns acontecimentos que aqui já citei. Como exemplo: a nova dinastia corintiana, a orgia liqueidificada do Flamengo, o tamanha imbecilidade e falta de respeito com o torcedor tricolor da direção gremista. Patético.

O que sobra são sempre as carnes frias. Os resultados em números. Valores. Dados. Se eu colocar estatísticas, acredito que tem gente que vai mudar de clube. Não que minha palavra seja loucamente persuasiva, mas os dados que são fáceis de entender e qualquer idiota perde o encanto pela coisa.

A merda aumenta ainda com a ajuda de alguns fatos vindo do topo da cadeia alimentar. Ronaldo que apóia Ricardo “Tasche Buccate” Teixeira, as atuais listas da seleção feitas pelo Sir Menezes. Sobre o último citado, sempre fiz um lógica comparativa com a Europa. Por exemplo, quem é um dos destaques, digamos, por gols da Europa? Klaas-Jan Huntelaar. Logo, tem algo de errado. Logo, as opções em certas opções são grande escassez em certa posições, mas temos seleções mundiais despencando. Logo, qualquer mais ou menos ou “Dunguismo” feito, se leva um caneco. O “novo futebol”, em minha cordial opinião divide-se em baixinhos-ultra-habilidosos de passe rápido ou brucutus de grande força e de certo poder de finalização. Colocamos um Barcelona e um Milan nessa lista e nesta ordem por acaso? Acho que sim. O Brasil com um Damião, Neymar, Thiago Silva e ainda acredito, e um Kaká, conseguem fazer um mix de tudo isso. Logo, pode-se ganhar muita coisa. Saio da lógica comparativa com a Europa, e olho para os times de nossa nação. O Corinthians foi campeão brasileiro com uma linha de quatro traseira, digamos, razoável, e com, permitam-me os mais céticos, dois volantes criativos. Sim, levaram o caneco. Pegamos o Internacional. Treinador razoável, quase fraco, ao menos humilde. Linha de quatro traseira beirando a um colapso. Nenhum volante realmente que se garante em proteger a zaga ou as subidas dos colegas. E foram longe! E andam jogando bem! Então, as coisas estão fáceis! Digo isso em âmbito mundial. Não quero dizer que a média está baixa. Mas talvez, em uma época quando Zidane ou Ronaldo eram rei, tinham muitos príncipes e duques. Hoje os “aliens” do futebol são poucos. Querendo ou não, a única seleção a ser batida é a espanhola. E vos digo que qualquer bola aérea é gol nela, ou jogada pelos flancos com velocidade…ou seja, o Barcelona.

Em resumo, essa coisa toda óbvia mas estragada por alguns me deixam sem trocadilhos e corruptelas para o futebol. Se bem que, o Grêmio é o único time que realmente faz piada. De alguma forma quer chegar no topo das lista das folhas de pagamento. Cada vez mais. Quanto mais perde, mais quer crescer o valor. Eu acho realmente graça. Mas admito que é falta de respeito com a nação do imortal tricolor. Lamento.

POR ONDE A GALINHA MIJA

E eu que pensava que o Grêmio e o Inter estavam entre os clubes que mais recebem de receita televisiva. Ledo engano.

Não irei dizer o que acho justo ou injusto. Só lembro de uma vez que conversava com amigo, que não fazem tantos anos assim, que os “outros” clubes brigavam com a CBF pois os dois times do povo ganhavam um montante muito mais significativo, que na época eram 15M de reais. E repetindo, isso não faz muito tempo.
Agora temos 84M. Uma percentual de crescimento inenarrável perto do ano passado. Nisso penso: “O que o Fabio Koff deve estar pensando agora?” E eu que pensava que o Clube dos 13 era o grande vilão e que ditava quem era rebaixado ou não para deixar o campeonato “mais elegante”. Claro que na época que o Koff reinava, as dígitos eram diferentes. A lógica ainda é a mesma.

Dá para se entender como que o Vasco em questão de um “upa” paga todos seus salários atrasados, o Flamengo “vai protelando” seus zilhões de dívidas trabalhistas, rescisórias, e passivas atuais. Que o São Paulo contrata até Jesus Cristo mesmo estando fora da Libertadores.

Mesmo assim eu ainda acho possível tu montares um time pra brigar por posição mediana com uma folha mensal de menos de 1M. Basta ter um treinador e não um “falador” ou “caricatura” no banco, e cerca de 6 ou 7 jogadores cumpridores e uns 22 que tratem o futebol como um trabalho. Mas, como qualquer mercado, tudo se baseia pelo “mais alto”. Se um Tiago Neves Qualquer da Silva ganha 700 mil, quanto que tem que ganhar um jogador bom de série C? É, a culpa é que a qualidade média é baixa mas o salário máximo é muito alto. Supervalorização seria a melhor palavra. A qualidade não está maior que antigamente. Talvez a Argentina e os outros bairros da Espanha na America Latina faliram de vez e assim os melhores de lá vem jogar no Brasil para ganhar 10x mais ou ainda mais do que isso.
Mas, como lógica de qualquer mercado, se tem quem aceite pagar, continuarão a pedir mais e mais. Isso vai exatamente contra o sistema trabalhista atual brasileiro. Estagiários se submetem a trabalhar quase de graça ainda com careta de que está recebendo um favor, e, sênior que rendem provavelmente mais que R$ 200.000,00 anuais, recebem R$ 2.000,00 e agradecem a Deus. Enquanto ninguém reclama, ok. Ou fazem de conta que reclamam mas estão felizes pagando um carro em 864x de juro composto. Mas, ainda ninguém reclama que tem jogador questionável recebendo o valor que o manezinho dos 2 conto faz anualmente, sendo que se colocar no lápis, o jogador não se paga nem fudendo.

Talvez, em um projeto utópico que eu ainda não consegui identificar ou entender, indianos, chineses, árabes entre outros novos ricos, desistam de “financiar” o futebol europeu, onde compram pacotes televisivos, associam-se mesmo a distancia, comprando todo o material que se diz respeito a imagem do clube…trocando tudo isso para os clubes brasileiros. Daí se explica a bizarra aquisição de um jogador de nível amatorial chinês pelo clube dos gambás? Hum…talvez.

A GENTE ERA FELIZ E NÃO SABIA

Aqui estão algumas provas de que o futebol antigamente era bem mais barato e muito mais divertido (para quem acredita em coelhinho da Páscoa, pode trocar a última palavra “divertido” por “legítimo”)
Pra eu que acho a zaga atual do Corinthians apenas razoável, posso me dizer um pessimista pensando no Henrique que ganha uma “estrela” de destaque.
Quem não lembra do Ayupe no Grêmio? Ou do Demétrio no Inter? Naquela época o Inter era mais romancista que o atual. E o Grêmio era mais adepto a “Teoria do Exu”, ou seja, coisa ruim pode fazer coisa boa.
Por fim, lembra do Mário?
Nos próximos post aparecerão mais pérolas.




Como já diriam Claudinho e Buchecha, “Você já foi mais humilde…”, no caso, só o Buchecha agora, no caso, “Vocês já FORAM mais humildes…”.

O VALOR DA INDIFERENÇA

Agora pouco acabou CSKA X Real Madrid. Um jogo frio, porém bom. Algumas coisas são notadas:
1- José Mourinho está louco para sair de Madrid;
2- Todos dizem que o Kaká está abaixo de rendimento talvez por ser escalado em uma posição que não é a dele. E, sinceramente, acho que na Canarinho ele nunca foi escalado “na dele” mesmo;
3- O técnico do time russo, Leonid Slutsky, provou do grande valor de como ficar indiferente a situações adversas. Mesmo com seu time atuando com o terceiro goleiro (que jogou muito bem por sinal, lembrando que o titular é o capitão e custoso arqueiro Igor Akinfeev), o time russo foi postado para jogar uma partida com as peças que tinha, e não para se defender de um “todo poderoso”. No final das contas era o Mourinho mudando na sua equipe para conter a de Slutsky. Mesmo não fazendo um jogo genial, mostrou que pode-se segurar um “todo-poderoso” sem fazer uma retranca ardida. E veja bem, tecnicamente o time russo é muito inferior ao merengue. Pensem que Alan Dzagoev é o craque do time e verão que 1 x 1 é um resultado heróico. Ficou o recado: E daí que é o Real Madrid do Mourinho?!?

Mais um texto sem revisão. Estou aberto a “relhadas” dos redatores de plantão.

Ah! Vocês por acaso notaram que virou uma coqueluche televisiva ter narradores e comentadores que erram os nomes dos jogadores o tempo inteiro? Ninguém é perfeito, mas quando o seu trabalho é “cantar o nome” dos boleiros que estão com a bola, vamos e venhamos que ser o roupeiro de um clube é uma tarefa bem mais árdua e que exige certa organização mental.

PERCAM A CABEÇA ANTES DO FIM QUE ESTÁ PRÓXIMO

16 fev

A VIDA AINDA É FEITA DE NÚMEROS
SONHOS SÃO COISAS DE GENTE RICA OU DE LADRÃO BEM SUCEDIDO

Meio sem moral e cada dia com menos valor de mercado, volto a postar qualquer porra para dizer que estou vivo. Estava ( e ainda estou ) em clima de posts mais longos, mas “ensaios sobre…”( com o perdão da comparação ). Mas estou mais assistindo futebol do que pensando EM COMO escrever sobre futebol. Depois de muito tempo que não sentia gozo com o futebol, ontem tive todos os motivos para ficar com o pau na mão e ter pego no sono, logo, tenho qualquer coisa por escrever.

Na real na real, fiquei menos crédulo a seita do futebol. Posso dizer que o pivô desta relação foram duas coisas, ou três: as transferências do Grêmio, o torcedor brasileiro QUERENDO resultados mas nem se presta a ir no estádio, e a crise européia, que mesmo assim ainda coloca gente no estádio, como se o futebol fosse a religião ou a terapia de muitos, já no Brasil ainda é punhetinha de verão.

O primeiro citado: dizer que a contratação de Kleber “Espancador” e Marcelo “Morango” Moreno foi ato de marketing, para chamar torcedor pro estádio ou o caralho…é uma ideia muito pior que a ZUUUUUUPER inteligência do Odone. Mas pior que isso é contratar o Harry Potter para ser o jockey desses chipanzés. Se eu fosse gremista, já teria organizado um movimento paramilitar para triturar a carne de tal direção e vender pra fazer pastel na frente do Passo D’Areia. Mas, como não sou tricolor… De qualquer forma, depois que o Grêmio eu tive uma deprê por tabela. Eu fiquei com pena dos gremistas. Porque o time do Juventude EU SEI que é muito fraco. A diferença entre as outras equipes nanicas do estado do RS e o esmeraldino é só um “tal peso na camisa” que só dificultam as coisas.

Esse papo do torcedor brasileiro exigindo é meio amplo. Por exemplo: para sair da minha última morada em Milão e chegar no San Siro, eu demorava mais ou menos 45 minutos. Pegava uma linha de metro e quase fazia o fora-a-fora, sai do metro e pegava um bonde, depois do bonde um ônibus que a prefeitura liberava só em dias de jogo. Tudo isso para evitar que os torcedores chegassem a pé pela região do San Siro, facilitando assim a vida de quem mora pelas redondezas pois os barulhentos eram entregues a 40 metros dos portões do estádio. Na saída era disponibilizado uma caralhada de bondes que todos iam até o centro da cidade, que daí dali tu vai pra qualquer outra localidade rindo. A volta era mais rápida que a ida até. E, a pouco falei com meus camaradas de San Siro e eles dizem que tudo está como antes. Mesmo com a tal crise. A regra é a mesma, a média de público em relação a lotação máxima é baixa. Contra 5 ou 6 equipes da tabela, a média subia os 45 mil cabeças. Mas do resto, indo pelos 20 mil e olhe lá.
Tudo bem. Isso não tem no Brasil. Mas o torcedor nem liga para estes “pequenos detalhes”. A prova de aposta a isso é, se a Copa fosse realizada hoje, com a estrutura que tem hoje, o brasileiro nem iria se preocupar se não tem transporte bom e de custo justo, se o estádio tem cadeira, cadeirote ou um consolo para meter o lombo. Acharia legal ter a porra da Copa e fim. Aí que entra minha teoria que o futebol no Brasil não é feito pelos torcedores. Então, pra que se preocupar com eles? Em meio ao Bate-Bola ESPN, flamenguistas twittavam que é mais barato pagar um PPV do que assistir o urubu no estádio. Tá. Mas quem é que paga, ou melhor, qual é a parcela que REALMENTE paga por canal fechado? A maioria ou puxou um gato ou simplesmente não assiste. A maioria não está preocupada em quantos jogos foi no ano. A maioria não está interessada em futebol, talvez nem assista jogos de outras equipes na TV. Está interessada apenas e exclusivamente QUE SUA EQUIPE GANHE E ESTEJA NO TOPO. Por favor! Não que isto não seja importante! Mas se estas clausulas não estão em pauta, o neguinho vira as costas e paciência. O melhor termômetro para ver quando esta situação está em MODE ON é ver quantas mulheres estão falando de futebol. Já demonstrei inúmeras vezes minha ira de misturar mulher com futebol, mas cadum, cadum. Voltando, agora, em uma rede social tu sem o mínimo vê 864 mil corintianas, que ficam encubadas. Como em 1995, que tu via uma cacetada de buceta com camisa cor azul-calcinha, lembram? Ou como não por milagre na época que o Mahicon Librelato não tinha pepeca rodando com o manto colorado. Agora um pouco mais. Mas nem uma parcela destas corintianas. E, para variar, a massacrante maioria nunca pisou no estádio. Melhor, a massacrante maioria de “torcedores” quase nunca pisaram no estádio. Então, por que se preocupar com o torcedor se ele é meramente sazonal? Ou os poucos que sempre vão, sabem que vão em condições precárias mas tuuuuuuuudo bemmmm, estamos no Brasil e isto é normal! O resumo é: fica fácil dar a culpa para o governo ou para a casa do caralho que os estádios não enchem por falta de estrutura, mas, o povo ou o torcedor não faz a sua parte. Fica quase como vender gelo para esquimó. O “empresário” não vê como um bom investimento. E não vai ser ele a bancar a Madre Thereza para dar as coisas por puro amor ao próximo em troca de aplausos e uma placa com o seu nome.

Temos um Sport Club Internacional com sócios pra caralho. É, se duvidar o time da América com mais sócios. Já é um começo. A direção se “estressa um pouco” para manter um time de “algum nível” e tenta ou reza que o time tenha um planejamento de resultado. Ou sempre estar disputando alguma coisa, por mais bizarra Copa Dubai que seja. Daí puxa uma Nike para fazer os uniformes, pensa algumas coisas de trade muito boas e assim as coisas vão indo. Daí um PVC da vida diz que a média de público do Beira-Rio do Gauchão é muito baixa…mas quem é que está afim de assistir Inter X Cruzeirinho???? Por favor!!! Eu sou um louco! Assisto 7, 8 até 10 partidas por semana ou mais. Mas um ser humano normal vai querer assistir alguma coisa de certo nível, certo?
Eu ando me divertindo com a situação atual do Inter. Pois, tem um time mais barato que o Santos, investe menos, e em relação a “torcedores” ou “fiéis” tem se dado muito melhor. O Santos só é um exemplo, pegue todos do Eixo-RJ-SP. Estes do Eixo, com ou sem torcedores o funcionamento é o mesmo. A grana não vem do panaca da turma do amendoim, pois esse nem camisa do clube compra. A contracultura está ocorrendo neste mar de crises externas. Mas no futebol, está ocorrendo logisticamente, ANTES, de baixo para cima.

Questiono muito se futebol da mesmo dinheiro. Ou se vale a pena investir em time pequeno, patrocinar nanicos e assim por diante. Pergunto se em algum momento a Arena do Atlético Paranaense se pagou. Ou se todo o investimento feito no Chelsea gerou mais do que cash-flow, e sim lucro. E do Manchester City, nem comento. Vamos as tabelas, com os créditos da FootballFinance:

Ok, muitos irão pegar os dados dos times ingleses citados anteriormente, ironicamente. Mas lembrem-se, quanto custa para girar um ano cada um dos clubes, oka? Apresentarei mais dados, acalmem-se.
Não ficarei comentando time por time, mas vejam dois casos: times alemães atrolham estádios, torcedores locais. Real Madrid e Barcelona da vida ganham a vida com seus nomes, o que é bem óbvio. Agora comparem os dados do Schalke 04, da GIGANTE cidade de Gelsenkirchen que não passa de 280 mil habitantes, e compare os dados dos dois poderosos da Espanha. O Schalke 04 faz a metade dos números dos times das estrelas sendo sediado em uma cidade do tamanho de Novo Hamburgo, Santa Maria, ou Taubaté, Barueri…menor que Jundiaí e Pelotas…sacaram? Aí é que eu me refiro. O torcedor faz toda a diferença. Ele vai no estádio, paga o dízimo, e possuem todo o melhor e santo sistema ao seu serviço para ir, estar e vir. Os times como o Schalke 04 estão na “fila” ha anos. Jogam as vezes uma competição continental. Ficam com os “restos velhos” dos clubes grandes e fazem verdadeiros milagres com seus elencos. Agora, para aqueles Ptistas babacas que estão dizendo que COMO O PAÍS ESTÁ MELHOR, que a cultura aumentou loucamente, que não existe inflação.
Ok, irão dizer que eles pagam um ingresso caro mais possuem todo o conforto. Quando eu não era sócio do Milan, eu pagava 30 euros por um ingresso em um lugar razoável para assistir a partida. Com 30 euros tu fazes muita, mas muita coisa a mais do que 30 reais. Convertemos. 30 multiplicado por 2,6 = 78. Com 30 euros eu ia com amigos em um restaurante metido, bebia vinho e sobremesa, e dava 30 por cabeça, ou menos. Com 78 reais tu fazes mais ou menos a mesma coisa no Brasil, certo? Pra eles 30 euros um ingresso é considerado caro. Pra nós 30 reais para assistir um jogo é considerado um roubo. Sacaram a relação? Então, daí não entendo o porque raios uma BMG da vida se mete a patrocinar times que colocam 3 mil espectadores no estádio em um dia de sol e céu azul. Observem o exemplo da BMG e todos os clubes que ela patrocinou o ano passado. Estes ganharam alguma coisa? Sim, as pessoas ficaram perguntando o que é esse BMG com uma “imagem”(logomarca) que deixa a camisa do clube feia, até porque é uma logo feia pra caralho.

Logo, o brasileiro não foi educado para ser um torcedor fiel. Isso não é bom nem ruim, apenas é. É tudo muito sazonal. Cheguei a ouvir que “o brasileiro deixou de ir ao estádio devido aos últimos resultados nas Copas da Seleção Canária”. Ah! Vai tomar no cu com essa lógica! Esses velhos que viram o Garrincha jogando ao vivo bem com uns aforismos “sabor Nelson Rodrigues” sem a mínima coerência.

De qualquer forma, agora os craques ficam no Brasil ganhando salários europeus, temos qualidade em campo. Mas os torcedores não mudaram seus hábitos. Continuam sem ir ao estádio. Talvez porque o país não esteja tão bem, não é mesmo???

Mas, vamos para mais dados. Os gastos com agentes, procuradores, cartolas (ou seja lá como se chamem) na Premier League Inglesa. Avaliem quem está em primeiro. O Chelsea já foi o primeiro, mas ficou sem ganhar a “Coppe delle Coppe” e “desistiu” um pouco da brincadeira. O City já caiu precocemente na UCL, já pensou se perde mais este ano o Caneco Inglês?!?

Traduzido direto da FootballFinance:
“O Manchester City gastou mais do que qualquer outra equipe inglesa na atual temporada, ano em que pagaram mais de 11 milhões de euros com estes serviços de intermediação de transferências de jogadores. Também foram eles os principais movimentadores de dinheiro nos últimos anos. Mario Balotelli (ex-Inter), David Silva (ex-Valência), Edin Dzeko (ex-Wolfsburgo) e Kolarov (ex-Lazio), só para citar os principais, agitaram o mercado aos baldes dos fundos (ilimitados?) que o sheik Mansour proporciona.
E na capital mora o segundo maior gastador no que se diz a despesas com a intermediação de transferências. Chelsea, Arsenal? Não. As entradas de Rafael van der Vaart (ex-Real Madrid), Giovani dos Santos (ex-Galatasaray) e Steven Pienaar (ex-Everton) na equipa de Harry Redknapp terão feito certamente subir os custos dos spurs com esta rubrica, que no total ascenderam a nove milhões de euros – contra os 5,61 milhões e 7,74 milhões de euros de Arsenal e Chelsea, respectivamente.
Liverpool e Newcastle também figuram no top-5 neste ranking: os dois clubes que estiveram envolvidos nas transferências milionárias de Torres (Liverpool para o Chelsea) e Andy Carrol (Newcastle para Liverpool), ambas no valor de 40 milhões de euros.
A título de comparação, o FC Porto surgiria nesta tabela na 9ª posição, tendo pago aos empresários 4,55 milhões de euros com as compras dos passes de Danilo e Alex Sandro (ex-Santos), Mangala ex-(Standard de Liégé) e Kléber (ex-Atlético de Mineiro e Onsoccer Internacional) -os azuis-e-brancos foram os únicos dos três grandes que apresentaram estes dados no último relatório e contas.”

Oremos e reflitamos.

Outra coisa interessante, que ontem vendo o Henry atuando “pela última vez” contra o Milan, dei me por conta de ir em busca. Os salários dele e do David Beckham todo mundo mais ou menos sacava. E do resto? Qual seria a porra do soldo dos boleiros do país que mais refuta o esporte bretão?

Pois é, ainda vale a pena fazer peneirão no Brasil. A estrutura deles de universidades fornecerem como na NBA e NFL não é a melhor saída. O estranho é que estes mangolões encrespam direto os jogos nas Copas. Mas talvez por serem filhos da escola ucraniana de futebol, aquela que antes de mais nada tu tem que seguir a formação tática na risca, ser extremamente aplicado na estratégia. Bem, é nessa que eles morrem. Jogar como o velho Once Caldas de colocar dez defenendo e fazer contra-ataques kamikazes, funciona até certo ponto. O “fator humano”, ou livre arbítrio em meio a uma jogada não é a melhor qualidade dos yankes.

Torrei o saco de escrever.
Ah! Não revisei o texto.

Bom carnaval a todos.

VAI DAR MERDA. E VAI DOER PARA LIMPAR.

1 fev

Não sei porque cargas d’água nosso jocoso país vive uma estranha alegria financeira. Sabe-se lá se são os seguidores do messias Lula que cantam a todos cantos que compraram mais uma TV de LED de 857 polegadas, ou que deram entrada para mais um carro em 12 mil vezes, ou pior, que estão em uma faculdade que juntou professores de primeiro grau, mais curiosos e desempregados com terceiro grau completo e formaram uma instituição de ensino liberada pelo MEC. Mas, de qualquer sorte, o povo está feliz. O povo aprendeu que mesmo feio e todo filho da puta, tem o direito de ser feliz. A todo flanco isso seria interessante. O positivismo sempre é uma energia louvável. Entretanto quando o positivismo vira um mantra ao “imbecilismo”, no caso, “Tudo dará certo! Crise lá fora é marolinha aqui dentro!” Talvez seja puro iluminismo de minha parte, mas isso vai dar merda. Certo que vai.

Essa coqueluche de alegria financeira começou a me assustar já faz algum tempo. Ou melhor, foi um pequeno sinal. Um assovio de que esta ou aquela felicidade eram bem falsas ou mal interpretadas. Fiquei a par dos números das Casas Bahia nos últimos anos e notei que o rombo de inadimplentes faria qualquer mega-estruturada-rede-de-lojas-do-cacete pedir a bancarrota em dois palitos. Bem, eles fecharam muitas lojas, diminuíram consideravelmente as inserções de seus comerciais loucamente irritantes e diminuíram seu leque de produtos. Talvez pensem que tirar como exemplo uma rede de lojas nacional seja pura pretensão de minha parte. Mas está longe disso. As Casas Bahia só é um marco para o que se diz respeito de POVO brasileiro. As coisas para o grande magazine ficariam evidenciadas como problemáticas depois de anos como uma suposta parceria com o São Caetano, com o patrocínio laranja da Cônsul, deu-se o lugar para “Universo Tintas”. Nem cash-flow tem mais para lavar. Mas ok.

Tento em vista que, especialmente o governo Lula doutrinou as pessoas a uma louca ideia de “Sim! Vocês podem comprar! Comprem! Comprem!”, sendo que a inflação e a indexação estavam e ainda estão comendo os calcanhares e para o povo não ficar no alarde, ocorreu-se um aumento no salário mínimo, ninguém sentiu realmente o problema. Tem louco que acha que o que fez o povo julgar-se em poder e posição para comprar mais foi o tal Bolsa-Família. Nada a ver. Quem recebe o tal benefício ainda não entrou na noia de trocar de celular a cada mês.

Fui ironizado por alguns quando criei a alcunha “Império Ptista”. Mas é o que está formado. Ainda não sei dizer se isto será bom ou ruim para a população, sei dizer que para aqueles do tal império está sendo ótimo. O ponto negativo é que o povo ficou feliz com o Pré-Sal e achou que os dividendos apareceriam como mágica em suas carteiras. Nada a ver. Lula entra em acordo com o maior laranja da história econômica, Eike Batista, e coloca sua fantasia de Vladimir Putin. O Império Ptista tem dinheiro a jorrar. E fará o possível e o impossível para o povo sempre estar feliz, por mais que endividado, para assim colocar “monarquicamente” mais um Putin no poder.

Esta alegria desenfreada fez o cidadão brasileiro ficar um pouco parecido com o americano. Consumir. A diferença é que o povo americano quando se vê fodido, encurta as rédeas e se segura. Já aqui a alegria só passa depois da ressaca.
A tal alegria desenfreada tomou estrutura massiva com certas ideias de um certo presidente do Santos. Fez uma tramóia muito bem pensada para angariar fundos de patrocinadores para bancarem Neymar. Isto já vinha acontecendo em vários clubes. Os salários acima de R$ 500.000,00 já eram corriqueiros. Entre aspas com o calor econômico no país, teoricamente (por mais que absurdo) seria cabível salários e investimentos monstruosos no futebol nacional. Mas na prática, o torcedor continua com suas manias. Que não são erradas, são puramente uma questão de prioridade.

A alegria que montou-se no país atualmente é similar a uma pós-guerra dos EUA, em especial nos anos 50. Os americanos eram o único povo não triturado economicamente. Emprestaram recursos e fundos. Esbanjavam gastando metais e petróleos em possantes de 10 cilindros. O culto do “vamos gastar, para variar” começou aí. Agora, a tal crise está fazendo um continente inteiro afundar e outros no embalo. Uns querem dar culpa pra China, outro por gastos do Berlusconi com prostitutas, mas enfim, o Brasil está melhor também porque os outros estão na pior. É como rir no velório alheio. Ou, se tu descobrisse que o cara que tava comendo a tua mulher está com câncer de próstata. Tu é corno e fodido, mas o Ricardão está mais perto da valeta que você. Mas, se quem compra de nós está fodido, que alegria é essa?

Na minha última estada no velho continente, notei que as pessoas simplesmente PARARAM de comprar sem precisar. Entretanto, continuam pagando suas mensalidades de seus clubes do coração, comprando camisetas e acessórios, e é claro, gastando em apostas no desporto. Realmente eu não acho a melhor ideia. Se eu estou curto de grana, as primeiras coisas que corto na minha lista de passivos são restaurantes e futebol. Mas, cada um com sua opinião.

O caso é que os clubes europeus literalmente mudaram seus sistemas. Quer dizer, isso já faz algum tempo. Jogam em dias quebrados ou em horários estranhos para os sócios asiáticos poderem assistir sem quebrar suas rotinas. O torcedor local acaba pagando o pau. Talvez por eles terem a mentalidade que o soldo de seus craques vem de fora da Europa. Então vamos em um jogo em plena segunda-feira e foda-se, pois só assim o circo acontece.

Agora, como todo mundo está FELIZ no Brasil, os salários dos jogadores daqui são parecidos ou quase aos dos clubes europeus. Assim os peladeiros querem ficar por aqui. Aprender uma nova língua é um saco. O frio é chato. As putas daqui são melhores que as de lá. Aqui tem feijão. E por aí vai. Mas quem é que paga???
Talvez podemos usar o magistral Internacional com seus mais de 100 mil sócios, que, obviamente foram angariados não só com nomes mas com títulos. Ou melhor, sempre mantendo-se constante na busca do caneco. Outra facilidade é de ser sediado em um estado onde só tem um concorrente. O ananá de Antônio Prado, Santa Maria, Pelotas, Campestre da Serra irá ser sócio de um clube grande e que ganha, e não de um E.C. Juventude, certo? Mas mesmo assim, só o dinheiro dos sócios não paga o pato. O clube não consegue vender sua imagem pra fora do território nacional. A fatia de mercado dos países do falso terceiro mundo que pagam por futebol já foi para os europeus. Daí o Corinthians contrata um chinês tentando chamar a atenção dos outros bilhões de olhos puxados para em alguma hora ter a relação “Ah! Vamos torcer para este tal time pois tem um chinês!” Nisso temos duas grandes variantes. A primeira é que torcer ou ter a preferência não significa pagar pra isso. E a outra é que se o Corinthias desejasse com seriedade resultados sólidos, gastaria as tripas contratando um jogador popular do país. Algum selecionável no mínimo.

Um Flamengo ficou devendo mais de 3 milhões para o Assis Junior mas mesmo assim pagou duas ou três vezes este valor para ter o atacante do amor. Isso é coerente? É aquela lógica espanhola de pagar uma dívida fazendo outra? Qual é a relação de capital de giro que se consegue fazer contratando estrelas ou asteróides a preço e paga de ouro, sabendo que o país não está consumindo mais futebol que antigamente? Qual é a lógica de tudo isto? Caros filisteus, isso vai dar merda.

Questiono muito se o futebol rende dinheiro mesmo. Alguns são mais sábios, e fazem giros e traquitanas só para lucrar e não para ganhar caneco. Vivo falando que o Tio Silvio Berlusconi é o rei disso. E sim, ele faz muito bem. Ele não coloca capital em seu clube, ele faz girar, pega restos, revende, ganha uma coisa ali outra aqui e fim. Claro que existem outros que fazem similar ou até melhor, mas ele é um exemplo notável. Por mais ilegal que seja.

Entrei em uma discussão esses dias com um que usou como exemplo o Abramovic. Que ele comprou o Chelsea por volta de 150 milhões de libras, e que hoje o Chelsea vale 10 vezes ou mais que o valor inicialmente pago. Tenho quase certeza que sim. Mas isso é aquele pensamentozinho curto de quem nunca trabalhou com depreciação, amortização, ativos e passivos circulantes. É mais ou menos como tu ter um grande pedaço de terra parado. Daí tu investe uma alma para aquilo começar a render. Como tu tens um grande pedaço de terra, todos pensam que tu estás bem. Mas no fim, se a coisa apertar, e tu desejares se desfazer desta terra para fazer uma grana, quem é que vai ter cash para pagar todo teu investimento e mais a terra??? É por isso que eu digo que o investimento do Abramovic não se paga. Ele nem está interessado nisso sinceramente. O dinheiro dele vem de outros lugares. Ele é só um Eike Batista russo, mas que matou uns 30 e que decidiu comprar o Botafogo (clube do Eike, se não me engano).
Outro exemplo é um imbecil que comprou o Málaga querendo transformar em um mega clube. Como? Como ele irá conseguir mais torcedores na região? E mesmo se conseguir, irá conseguir torcedores no mundo? Por acaso a lógica que está sendo aplicada e eu ainda não entendi é “vamos fazer as pessoas que não gostam de futebol começarem a gostar e torcer para nossos “novos times”??? É isso???

Eu não estou nem ligando se um jogador de futebol ganha zilhões por mês. Se ele se paga, ok. Ele ganha tanta grana porque provavelmente ele faz movimentar muita grana. Veja o caso David Beckham. Ele não ganhou uma patavina pelo Real Madrid, mas fez movimentar grana. Muita grana. Agora, o Kléber Gladiador e o Thiago Neves vão movimentar muita grana por acaso??? Façam 700 mil multiplicado pelo tempo de contrato do vivente, depois diminuam pelo lucro bruto do clube nesta temporada de “ativo em campo”, que resultado dá? Vai dar merda, ah se vai!

EM 1986, JESUS CRISTO CONHECE A COCAÍNA

23 jan

Quero lembrar a todos que este post era para ser uma pseudo-continuação do anterior. Porém, por problemas de direitos de uso de nomes e palavras, ele ainda está nas mãos de advogados. Prometo em breve continuar a saga da família Izecson.

Para eu encontrar a lógica para organizar os aforismos que ocorrem pela minha cuca ociosa será árdua tarefa. De qualquer sorte tentarei.

O “moral e ética” do SEMCANEIRA mora com sua frase de início. Sempre tento mostrar a idolatria as avessas, as linhas do contra que fazem a história ser mais “pró”. Dentro deste reino de vilões, compreendidos ou não, moram os argentinos. E vários deles. Copiosamente ou não, não admiro nenhum deles. E indo mais além ainda, os boleiros hermanos que eu admito são os good boys, coisa que 80% das vezes repudio. Não diria good boys ao extremo, mas sim os eternos trabalhadores: Cambiasso, Zanetti, Aimar da fornada que está para se aposentar, Redondo e Batistuta dos que já abriram conta no boteco. Claro que existem outros, mas bastamos por outros pormenores.

Minha linha de raciocínio deu-se início quando Galliani mostrou interesse pela aberração das quatro linhas, Carlitos Tevez. Aberração estética, não futebolística, por favor.
Fiquei revoltado com a escolha. Sabe-se lá porque exatamente. E nisso começaram a desenrolar uma série de pequenos acontecimentos que explicam essas pulgas detrás de minhas orelhas.

Como já informei, a lógica será complicada.
Para os que não sabem, discuto futebol com menos de cinco seres vivos. Com todos os outros assumo personalidades “default”, no qual apenas defendo o AC Milan e torço que a dupla GreNal desapareça do planeta. Destas talvez cinco pessoas, duas eu já citei por estas bandas. “O Oráculo”, que fatalmente tenho maior contato virtual, e seu primo, “O Boleiro”. Agora terei a honra de citar o primo destes dois, “O Cartola”. Se for definir de uma forma mais freudiana, seria descaradamente o ID, o EGO e o SUPEREGO, não nesta devida ordem.
Voltando, depois de largo tempo, reatei os contatos com o bendito “Cartola”. Nesta série de encontros ele mais cartola do que nunca, mostra-se extremamente descontente com o cenário do futebol brasileiro. Onde Neymar é o novo messias e Tite sagra-se como pastor mor. Entre vários devaneios do “Cartola”, ele mostra uma nova faceta, a de amante incondicional pela Argentina. Não sei se pela Argentina inteira, mas pelo futebol Argentino e o que ele cria. No papo ele ficou comparando jogadores brasileiros e argentinos. Ele tem suas razões em dizer que o argentino já nasce “classudo”, ou imponente, ou com um charme a mais em respeito ao esporte. Mas é bem infeliz nas comparações, pois sofrem de um mal temporal: “Enquanto nosso país dá a luz um tal de Ganso, eles mostram Riquelmes, D’Alessandros…”. Não precisa comparar o futebol dos citados, é só um exemplo de gerações diferentes.
Eu jurava que o último meia a moda antiga que os plantenses haviam criado era Belluschi, da fábrica de craques, River Plate. Não, não, ele me enganou direitinho e se escondeu. O último foi D’Alessandro mesmo. Esses meias que ganham um jogo sozinho fazendo apenas duas jogadas em todos 90 e poucos minutos. As vezes nem é diretamente um meia, mas quem detém mais a bola. O Verón carregou no colo o Estudiantes até aguentar. O Riquelme ainda carrega o Boca, que por sinal é um timeco de dar nojo.

Bem, voltando as questões de minha ira contra os contraventores argentinos. A primeira coisa que veio-me a cabeça com o Tevez no Milan foi: argentinos moram no Giuseppe Meaza e não no San Siro. E de fato, o único argentino que lembro-me no Milan foi o Redondo, e que o MELHOR VOLANTE DA HISTÓRIA mal pôde jogar devido a diversas lesões. Então nem conto. Mas não é só isso. Tem que ter mais raiva escondida.

Fiquei pensando na atual idolatria por Lionel Messi. Que me irrita por N coisas, em principal 3: por ele atuar pelo Barcelona; por ele ostentar a fama de Nova Madre Thereza; e por ele ser considerado o melhor do Mundo e por alguns da própria história. O que me deixa mais calmo é que ele não consegue fazer os mesmos ditos “milagres da Catalunha” pelos mantos de sua malha nacional. Com a alviceleste é um ótimo jogador, mas parou por aí. E se ele fosse nigeriano eu nutritia o mesmo sentimento. Não é pelo fato de ele ser argentino, vos asseguro.
Replicando mais minhas justificativas, gostaria de lembrar que ele não faz dribles magníficos ou punhetas de Youtube, ele “apenas” é um cara que é quase impossível de tirar a bola a não ser descendo o pau. Não posso comparar ele com Riquelme, D’Alessandro, Maradona…mas talvez, eu disse TALVEZ, com Pelé. Ele é o melhor jogador em um novo futebol. O futebol cooperativo, ou releitura da Laranja Mecânica. Não joga sozinho, joga como uma pessoa muito inteligente, não como um egóico craque. O Pelé podemos dizer que nunca jogou sozinho. Por acaso o Santos da época dele ou as seleções quando ele atuou não eram equipes de altíssimo nível? Bem, joguem pedras a vontade.

Eu avisei, seria desorganizado. Pura verborragia.

Santo Cristo Nosso Senhor! Será que tem como comparar belezas? Será que tem como comparar competências? Do mesmo tempo ou época sim, mas de épocas distintas JAMAIS! Se eu aplicar a lógica destas comparações ridículas, posso dizer que se Hitler fosse Nero, Calígula ou qualquer outro do Império Romano, hoje, todo santo filisteu europeu seria loirinho de olhos claros, porco cane!
Em meus tempos de faculdade foquei muito de minha monografia no estudo da estética, de dizer o que é belo e feio, das comparações. A primeira coisa que aprendi é que SIM, BELEZA ASSIM COMO OUTRAS COISAS SE DISCUTEM. Destas outras coisas tu podes adicionar futebol, religião e qual fuzil de preferência. Porém, só se discute AK-47 com M-16 e não com um mosquete da era napoleônica, OK?!?! A coisa não é na eficácia, e sim em “como o mundo era mundo no X tempo”. Talvez a única coisa imutável na sociedade por longo de toda a civilização é o orgasmo, que não é uma faculdade social, mas sim meramente instintivo.
Vejamos, em 1962 jogadores de futebol eram ícones de dinheiro ou de profissão divisora de mares financeiros como é agora? A cultura do “paga-se muito para um cara que corre atrás de uma bola”, na minha opinião, foi o que iniciou a mudança do futebol. Tudo bem que na Europa a realidade era outra, mas a entrada dos latinos em maior escala no velho continentes que iniciou o “novo jogo”. Este novo jogo podemos dizer que começou nos princípios dos anos 80. E este novo jogo começou o seu fim em 2010 (mais ou menos). Ironicamente quando a Europa teve seu ápice, apogeu e queda econômica. Ironicamente ou obviamente.
Por mais que me digam que foi a “Família Scolari” que ganhou a Copa de 2002, eu discordo piamente alegando que foi uma relação de encaixes. Felipão retirou a força o orgulho infantil de Rivaldo e Ronaldo, assim, os dois poderiam jogar juntos. Outro fator é apenas “um ato” que durou pouco mais de 70 minutos, Assis Junior que fez a sua única participação válida pela Seleção do Teixeira contra os ingleses. E por fim dois laterais que atacavam tanto que sufocavam e sobrecarregavam os flancos adversários que normalmente funcionavam em sistema europeu. Se tinha conjunto de jogadores de nível? Claro! Anderson Polga e Edmílson eram pura classe! Praticamente um Gamarra! Hou, hou, hou!
E alguns italianos porretes irão contestar com sua seleção de peões em 2006, que era puro espírito de equipe. Negócio é o seguinte, o time baseava-se em pitbulls defensivos e Andrea Pirlo. Pirlo que fazia as coisas acontecerem. Óbvio que daí até um cara que faz jus ao sobrenome, Fábio Grosso, me acha um gol, um Luca Toni demora uma vida pra balançar o barbante, etc etc etc, os vários acasos do futebol italiano.
Daí uma organizada Espanha que nunca conseguiu vencer pelo individual, abre seu armário de títulos mundiais pela primeira vez com um monte de caras que supostamente sabem o que estão fazendo, mas com a certeza de onde estará cada companheiro, o que farão e como farão. O futebol cooperativo novamente vem a moda. E voltando ao Messi, ele joga em um lindo e quase perfeito conjunto e é derivado como o melhor dessa patotinha. Iai, querem comparar Messi a CriCri RoRo? Comparem o CriCri RoRo a um Ibrahimovic, Drogba, seres que são similares até de caráter. Clássicos cuzões. Mas os poucos que fazem o que bem entendem sem terem seus contratos rescindidos.

Ha menos de duas horas vi um documentário feito por Emir Kusturica. Um diretor renomado natural de Sarajevo, conhecido pelo seu estilo “alternativo” a grosso modo. O documentário se intitula “Maradona by Emir Kusturica”. Eu demorei quase todo o documentário para entender o clima da coisa. Em resumo o tal diretor admira o Armando pelo fato do porteño ser amante de revolucionários, como Che, Fidel e nutrir amizade com babacas como Evo Morales e Hugo Chávez. Daí o tal diretor que pra ter sobrevivido a Sarajevo de sua adolescência só poderia ser de família de altos dotes, e, como um sobrevivente daquelas bandas, é totalmente contra ao sistema militar de direita. Que sinceramente o de direita e o de esquerda, na pratica, não muda porra nenhuma.
Neste enfadonho documentário, aparece a igreja maradonistica, a família dele, ele falando da cocaína como uma suposta terceira pessoa, de que graças a ele o Napoli ganhou o que ganhou MAS só quando o Corrado Ferlaino pagava-o(assunto que abrirei nova linha), de que a Copa de 86 foi a vitória do povo contra o imperialismo, de que o Bush é um assassino, de que na seleção de 94 os únicos que não usavam sequer uma aspirina era ele e o Cannigia (salva de palmas), que o Michel Platini é um crápula lobbysta, de que o João Havelange é o maior mafioso entre os mafiosos…peraí Brutus! Ta querendo me dizer com esse papinho de hypado paulistano que a culpa do tráfico não é o usuário e sim do traficante? Que quem cria o vicio não é a droga, mas sim o traficante?!?!? De todas as merdas que eu já ouvi do Maradona, essa foi a pior. Poderia aliar-me a ele pois nutrimos o ódio pela mesma cabeça, mas não. Eu não me junto com sujeira.

Para quem não sabe o Maradona foi contratado do Boca pelo Barcelona pela mesmas pessoas que o levaram ao Napoli. Os intermediadores e pagadores da aposta foram sempre os mesmos. A diferença entre estes e uma FIFA e uma CBF ou uma AFA da vida, é que estes ditos intermediadores não são nenhuma federação, confederação ou órgão de última instancia. São apenas napolitanos que vieram na era de Sandokan e Paolo Di Lauro. Sejamos mais detalhistas perante a história do crime e da economia. A costa de Barcelona e algumas outras partes dela é propriedade de napolitanos desde o início dos anos 70. Inicialmente eles só faziam a droga correr na badalada cidade. Depois começaram a fazer tudo que um bom italiano sabe fazer, transformar dinheiro sujo em investimento limpo para assim ter lucro final limpo. Depois dos anos 90 estes napolitanos que eram de uma organização mais “do contra” a “Camorra geral”, por terem feito seu dinheiro quase que somente em território espanhol, começaram a ser chamados pelos italianos de “spagnoli”, que nada mais é que “espanhóis”.
Maradona conheceu a bendita cocaína quando chegou em Barcelona. Fez ótimos jogos, lesionou-se N vezes, e por fim arranjou uma pancadaria coletiva em um jogo que resultou uma multa grossa a ele. Conjunto com outras coisas o presidente do Barcelona considerou o Sr. Armando como “dispensável”. Nisso Maradona ficou diminuta sem equipe. Apareceu um interesse pela Juventus, que seu presidente, Angnelli, tinha uma queda pelos mesmos aromas de Diego. Entretanto o “presidente em campo” da vecchia signora, Michel Platini, barrou a contratação do castelhano em alto e bom som. A outra opção seria o Napoli, a equipe dos “intermediadores”. Mas o Napoli, por mais que muito conhecido, era uma equipe nanica do futebol italiano. No sul do país quem reinava era a Roma e fim de papo. Tinha um presidente devoto ao clube, e suscetível as maracutaias da máfia, mas era um trambiqueiro que nunca foi realmente aceito em nenhuma das “famílias”. Ok, deram a chance para o clube pequeno ter tempo de pagar o preço pela jóia nutrida a trafico. O presidente trambiqueiro, Corrado Ferlaino (taí a linha que iria abrir), para fazer jus a sua obra, depositou cheques sem fundo e inscrição na federação em branco, simplesmente para ganhar o tal tempo para pagar por Maradona. Daí nesse meio tempo ele catou uma forma de arranjar a grana, e quando vieram reclamar dos cheques e da inscrição inválida, lá estava ele com a grana em mãos e um tapinha nas costas de todos. Tudo certo, Maradona vai pro Napoli da forma que a moral dele merece. Campeonatos aconteceram, uns ganhos outros não. De importância dois Scudettos e uma Copa da Uefa mais exatamente. Mas daí, o Sr. Diego Armando Maradona já tinha gasto todas as suas fichas ou queimando todo seu filme. Devia um caminhão de dinheiro para o fisco italiano, devia para a máfia, devia, devia, devia ter costurado as narinas, isso sim! Em um jogo contra o Bari ele é sorteado para o exame de dopping. E esse foi o último jogo “válido” da parte vitoriosa da carreira de Maradona. Ele caiu no exame, o bafão foi geral. Ele acusou o presidente do clube por falta de apoio. O presidente fez sua replica dizendo que se não fosse por ele (o presidente) e seus trabalhos para trocar frascos com urina de jogadores “limpos” e compras de pessoas, o Diego teria caído no primeiro ano de clube. Ou seja, em índole o Maradona foi um Adriano Imperador que jogava mais e ganhou coisas polpudas. O Adriano continua uma criança que descobriu o lança perfume, ainda. O Maradona já é um macaco velho que cheira(va) e colocava uma goma de mascar na boca pra não dar tanto chavão.
Enfim, o fim não foi exatamente este. Ou suponhamos que o Diego não tenho sido tão inocente assim, até porque ele antes de boleiro e cheirador, ele é um argentino. A vida dele seguiu por outros clubes onde ele fez pouco, nada fez, ou foi parábola do marketing platense pelo Boca Juniors. Daí esse cara que foi clamado em uma série de cargos nos quais nunca cumpriu, e devido somente a uma promessa, transformou-se no treinador da seleção alviceleste. Bem, vendo deste plano, talvez seja a única parte da história que tem um viés de coesão. Um jockey de nacional nada mais é que um estimulador, um bota pilha. Peguem como exemplo o Zico, que é muito mais professor do que técnico, e em muitos anos mal conseguiu ensinar japoneses a cruzar uma bola no primeiro pau. Ou o sábio Vicente Del Bosque, que não criou uma formação, um sistema de jogo para Espanha, mas sim apenas usou de sua experiência em dizer as palavras certas para caras que já sabiam como fazer, e que talvez só faltasse o psicológico preparado. Psicológico preparado por Diego Armando Maradona? Chega parecer uma pegadinha, mas ele provou o que é mesmo, um craque rockstar e só. Aí que eu coloco o nanico travesso em comparação com Garrincha e não com Pelé. Se colocassem o Garrincha para treinar qualquer mega time, tu achas que ele acrescentaria o que? Que raios de elementos estratégicos táticos teria o Seu Mané dos Bares a dizer?

Novamente me sinto perdido em meu próprio texto.

Maradona não pensa antes de agir. Nunca pensou. Ele age naturalmente. Não treinou mil horas para acertar uma falta como um Zico da vida. Ou não pensa no lance completo antes de acontecer como um Zidane que suou sua camisa uma vez só na vida, mirando uma cabeçada em um certo Marco. Aí, neste instante, Zidane foi Maradona. Foi paixão, foi emoção, foi o milagreiro e não o profeta, foi a cocaína e não o chá de cidreira. Um líder tem diversas funções, diversos momentos, e inúmeras utilidades. Inclusive as negativas. Aí é que entra a equação que faz a Argentina uma terra de tangos e tragédias. E também de clemência. Clemência para se ter um líder. Um novo líder. O próximo líder.

Se tu pegares a história da Argentina, é basicamente marcada por lideres. De Che Guevara a Carlos Menem. De Perón a Carlos Gardel. Não acredito que tenha um povo no mundo que careça tanto de um messias, capitão, profeta, etc, etc, etc, que os argentinos. Um ser que tenha aquele magnetismo e fibra que os simples mortais não possuem. Que pode ser o contraventor máximo, mas que leve a massa da glória a catástrofe em quatro ou cinco palavras. Creio que me fiz entender. E tu podes notar quando conversas com um castelhano como ele mistura com facilidade e sem ser premeditado os sentimentos de conquista e dor, de amor e sofrimento. É a natureza da tal raça. E, depois que eu pude viver por pouco tempo em Napoli e sentir na carne o que é aquele lugar, entendi perfeitamente o casamento. Aquele povo é argentino. Está sufocado até o pescoço de merda, e mesmo assim fala com orgulho CHE NOI SIAMO NAPOLETANI! E talvez seja por isso que eu não queira conhecer o Rio de Janeiro, por ser esta onda ou uma ponte de misturas entre Buenos Aires e Napoli. Um lugar arrebatado de belezas naturais, atolado na merda corruptiva (neologismo), com um povinho prepotente e vagabundo que se dizem patronos do lugar mais fantástico do mundo. Bem, que se fodam seus cariocas, napolitanos, porteños e seja quem for. Antes de mais nada, o que fizeram os seus lugares se tornarem bostas do melodrama foi a própria conivência dos “locais”. Desde os princípios e para todo sempre, culpados.

Maaaasssssssssss voltando, já faz um longo tempo que a Argentina carece de um líder, certo? E todas esperanças foram depositadas em punhado de carne que não deve chegar aos 60 quilos. Lionel Messi ganha o título mas não a coroa.
Não que ele não seja merecedor, mas ele não faz o teatro para merecer. Como um bom argentino, tomou no cu com a própria raça. Quando era pequeno e buscou tratamento em seu solo, todos os clubes o negaram. Daí uma tropa de espanhóis decidiu bancar o tal tratamento apostando tudo no guri. O fedelho cresce e aparece. A federação espanhola convida-o para ser um selecionável da nação a qual lhe deu de comer. E ele, como um bom argentino, diz não. Ama sua terra, sua gente. Quer fazer o povo mais uma vez vencer o “imperialismo”. Mas ele não é um líder. Não foi treinado sob a tutela da palavra “adversidade”. Foi projetado para funcionar em grupo, e muito bem obrigado. A conversa volta ao papo dos clássicos meias, no qual a fábrica anda parada. Maradona, o líder, a voz do povo, projeta um novo 10. Ou “o novo e real 10”. Mete o frangalhado Lionel na frente do grande círculo para municiar e criar tudo. Só não obriga-o a dar discursos dramáticos para toda população tomadora da péssima Quilmes. Mas não. Mas não, mais uma vez.

O ser humano tem a estranha mania de: em um time consagrado campeão, se uma das peças do elenco saí, logicamente uma nova deve ser posta no lugar. E esta nova tem que cumprir quase que exatamente as mesmas funções e qualidades da antiga. Quanto time nessa vida ficou manco de um jogador e demorou para se dar conta que quem deve mandar é o sistema, e não um jogador ser o sistema. Por mais que já velho, Alex Ferguson joga quase que da mesma forma ha muitos anos. Assim como Arsènè Wenger.
Penso pequeno. Penso no time do Grêmio quando tinha o Carlos Eduardo. Daí o ligeirinho saiu e foi um parto para “achar quem cumprisse a função”. Ou quando o Taison saiu do Inter. Outra novela. Ou quando Tinga e Jorge Vagner deixaram o colorado após beberem no caneco das Américas…uma das minhas teorias é que o Abel só se deu conta do que REALMENTE ele tinha a disposição no jogo contra o Barcelona. Daí ele pensou: “Vou ser este Internacional, e não fazer este ser o de seis meses atrás.” Os pernas de pau fizeram o seu melhor e deu no que deu.
Posso pensar grande e projetar o histórico de todos “peças chave” do meio de campo juventino. Quando saiu Zidane, veio Nedved. Foi um parto para descobrirem para que o Nedved servia, e não era para ser um substituto de Zidane, mas sim e somente um Nedved. Daí o Nedved se aposenta e tentam colocar Diego Ribas em seu lugar…entenderam o tamanho do furo da bala?

Mas não. Mas não de novo. Messi não funcionou como o esperado. Esperado?
Aí é que eu falo em “adversidades” ser uma ótima escola, por mais que dura e triste. Pegue um Rivaldo da vida, e estude todas as posições que ele já atuou ou foi incumbido a atuar. Ele fracassou em alguma?
O Messi da era Rijkaard e início da era Guardiola era uma coisa. O atual é outra. Ele entrou em comum acordo com o seu treinador para jogar “mais na frente”. O time inteiro entende. Pois este time joga por todos e com todos todo o tempo. Tudo certo! Para a carreira pessoal de Lionel Messi sim. Para a Argentina não. Ficará sabe-se lá mais quantos anos em busca de “o novo 10”, ou entupam o Riquelme de efedrina e preparem-no para a Copa de 2014. Ou o D’Alessandro. Ha-ha-ha.
Se o Mano Menezes acorda alguns dias de bom humor é graças em saber que tem uma seleção que está mais sem respostas que a dele. E mora aqui do lado.

Ah sim! Messi e Guardiola entraram em acordo de qual posição ele iria atuar. Isso rendeu um banco para o sempre citado Zlatan Ibrahimovic, que é em gênero, numero e grau um anti-herói. Ele faz tudo certo, excelente jogador, de origem humilde, subiu na vida quase sem a ajuda de ninguém, e agora manda todo mundo se foder porque ele não é o Pelé. Ele é um ser humano pensante, que vive de rancores e raivas. E por isso não é hipócrita o suficiente de pensar NO GRUPO, NAS PESSOAS ou NA SOCIEDADE. Ele está pouco se lixando se o Barcelona fosse campeão de via láctea com ele no banco. Ele quer estar jogando. Quer fazer o dele. Ter seu papel. Mostrar o porque é diferente. Pau no seu cu, Guardiola! Irei para uma equipe que me idolatrará sem sombra de dúvida.
E nisso aparece o primeiro “anti-cristo” que jogou e joga bem pela bandas do San Siro. Entenda-se “anti-cristo” jogadores com o temperamento dele, Didier Drogba, Eric Cantona, George Best…os mestres dos “ensimesmados”. Não que o Milan seja um time de cristãos. Já foi de um (ex)evangélico, mas não era só dele o time, e este nunca trabalhou para tal. Boban, van Basten, Gullit, Weah…nenhum desses eram senhores de EGO. Enfim, Zlatan é o primeiro da raça a vestir a “maglia rossonera”.

Tevez. Tevez de origem humilde para não dizer da extrema miséria, herói do seu povo, herói do povo mais povinho do mundo (corinthianos), o craque das massas. Não é um anti-herói, só tem um dos piores temperamentos da atualidade futebolística. Se na cidade chove, por mais que ele ganhe milhões, ele, que é tão romântico e humano como Zlatan, quer mudar de cidade no mesmo dia.

Tevez não pode ser um Lula argentino…que vem do meio do povo e conquista a fama e o mundo. Ele não é carismático, não sabe falar, é feio, é burro…peraí? Mas o Lula é o contrario de alguma dessas coisas que eu acabei de citar? Bem, deixa assim.

E, recordando-me do amigo, primo dos primos, “o Cartola”, no qual ele diz que a fábrica de jogadores da Argentina está muito por cima com Tevez, Aguerros, Lavezzis, Lamelas, Buonanotes…cara, fico com o tal Neymar. Não que ele seja melhor, mas é muito mais fácil de domar.
E também não quero o Neymar no Milan. Muito menos Tevez. O lugar de mocinho e bandido já está ocupado no San Siro. Um faz gol, o outro virou parente do presidente. E neste time absolutamente romântico e não grupal, quase todos já tem seu lugar na fábula. E não precisamos de um ogro para assustar a princesa Bárbara.
O rei é Silvio, o mago é Clarence. O Cavaleiro Negro tem um nariz grande e tem até o “Monstro”. Estranhamente tem dois príncipes, mas tudo funciona “come Dio comanda”.
Caro Carlitos, fique em suas mil e uma noites em pleno fog bretão. Muito obrigado.

P.s.: todo e qualquer devaneio e falta de estrutura sintática e morfológica deste texto é inteiramente responsabilidade de quem está o lendo. Sou ser humano como Zlatan e não tenho pena de você.

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CONTOS DA TAVERNA I – La revoluzione

8 dez

Depois de alguns meses de manutenção mental, volto pra tentar dizer meia dúzia de trambelhos. Talvez mais.

“Tudo está muito normal. Tudo está muito controlado.” disse um amigo meu fazem alguns dias. Talvez esse seja o problema, eu estar me sentindo “normalizado”. Nem sei mais direito o que movimentava a minha ira e minha ironia para assuntos futebolísticos. Especulo que seja a mesma coisa da teoria de criar um antídoto, ou seja, vir do próprio veneno. Daí tu sente-se bombardeado pelo mesmo veneno que lhe faz mal (e bem), (???), e o mal se vai. E com ele mais um monte de coisas, como a magia, alegria e a fé cega (se é que existe outro tipo de fé).

João Havelange estava certo em dizer que se fosse implementado chips e câmeras para deixar o futebol mais preciso e menos suscetível a erro de arbitragem, o desporto perderia toda sua graça e poesia. Mas e daí? O que o ladrão faz para não ser mais preso? Ou se mata, ou vira polícia ou se canditada. É mais ou menos assim que carruagem anda.
O velho Havelange no melhor estilo mafioso palermitano, fica no poder até apodrecer os dentes para em seu “pré-morten” dizer que pede as contas devido a N investigações sobre corrupção e outras coisas mais difíceis de explicar. Mas isso não faz diferença nenhuma. Nenhum ator da Globo juntou os amiguinhos e fez videozinho explicando o que esse velho fez. Nenhum aluno da Unicamp reuniu palavras de referencia e disse o que deveria ser feito. Por que? Porque eu sempre estive errado. Futebol não é esporte. É religião e ponto final. O povo quer ele para acreditar em alguma coisa. Em alguma coisa que funciona sem “o povo” ter de se esforçar. Não precisa ouvir sermão de padre ou pastor. O dízimo é intangível, mas sim, mensurável. Horas e mais horas de TV ligada. O povo não vai em estádio, ou no templo, no caso. O povo quer só se sentir vitorioso. O povo é Corinthians. O povo é Flamengo. O povo é Lula. O povo é uma presidente fazendo de um governo um clube da Luluzinha que escuta Le Tigre e Cássia Eller. O povo está sob controle. Em resumo das letras miúdas: Mano Menezes agradeceu aos céus pelo Corinthians ter levado o caneco. Assim o povo se ocupa um tempo e ele tem uma sobrevida. Pois enquanto um milagre é aclamado, um diabo é renomado.

Cada vez mais que eu viajo, eu quero viajar mais. Isto parece uma frase bem óbvia, mas meus motivos são um pouco alterados. Quero tentar provar que não estou com razão. Que o mundo tem alguma solução.
Volto pro Brasil e vejo um dos times do povo sagrar-se campeão. Se roubou ou não, isso não importa, pois o roubo não é mais no apito, aliás, faz tempo que este não influencia. É mais fácil dar suprimento para um time ser melhor e maior que o outro do que tentar burlar a regra durante o combate, certo?

Bem, voltando ao mundo que ainda quero conhecer. O país que melhor conheço (se não o que mais conheço) a não ser o Brasil, é a Itália. Com este pensamento, inicio uma série de posts que acredito que conseguirei concluir até o final do ano. Já que são muitos os assuntos que me incomodam, dedicarei um por vez depois de uma introdução um tanto quanto turva. Ou seja, caro amigo, se veio a passeio, vá ler a coluna do Neto!

Falava da Itália. Minha percepção social foi mais ou menos esculpida na Itália. Não faz muito tempo isso. Faz bem pouco. Esta percepção foi sendo moldada a cada ida na terra da bota e da bosta, pois era minha forma de ver um “outro esquema”, ou um “ver de fora”, e por alguns momentos, ver perto demais.

Muitos dos meus amigos já conhecem esta história. Fatalmente será repetitivo, porém válido. Não quero bancar o Roberto Saviano que se meteu no meio da máfia para deflagrar os absurdos que acontecem no país dele. Eu sinceramente sempre soube. Acho tão inútil o seu trabalho, como se alguém entrasse no meio do mundo das favelas cariocas e depois escrevesse um livro. Ou no meio do Senado em Brasília. Pra mim já é história velha. Mas eu posso ser um louco que desconfia de todo mundo. Sei la. O caso é que crime no Brasil e crime na Itália só tem uma diferença: um é tratado no cinema ha mais de 50 anos, é pomposo e vive de uma falsa beleza, e o outro entrou no cinema ha pouco mais de dois filmes sem beleza alguma. Qual é o pior? Eu sinceramente acho que o italiano. Pelo fato de não ter cura. As pessoas sabem que acontece, já está TOTALMENTE acoplado ao sistema, sobraram poucos civis inocentes para serem presos e por fim o país está em um colapso ha muitos anos e os italianos vivem como catatônicos. Já no Brasil a coisa se dissolve mais. O território é maior e é mais difícil de quantificar, porém mais fácil de mostrar os efeitos do “com” e do “sem”. Digamos assim, depois de uma reunião, a nossa presidente Dilma Eller deu-se por conta que pra rolar a tal Copa do Mundo em seu país, uma das coisas que deveriam ser urgentemente feitas é dar uma boa limpada na tal cidade maravilhosa, e para alguns, a mais bela do mundo. Para mim, a maior fábrica de funcionários públicos do planeta. Uma limpeza maior que fizeram na ECO 92, maior do que na vinda do Papa. Arranjar serviço pra milico que tem fuzil belga encostado fabricado em 1950, fazer a polícia fluminense atirar em seus próprios sócios, fazer o Jornal Nacional ser um BOPE em tempo real e ao vivo. Mandou todos os porcos, ratos, milicos e caveiras subirem o morro e descer o chumbo. E não é pra prender ninguém, pois isso gera custos. É mais barato matar pois o caixão de tábuas de eucalipto e as horas pagas pela retro-escavadeira saem bem mais em conta.
Ou seja. Na Itália, a corrupção é acordada por todos os corruptos…entre eles está tudo a pampa. No Brasil não. Cada um rouba em sua especialidade e não tem laços diretos. Talvez se faça algum acordo, mas parou por aí.
Quem deu mais na licitação “Copa do Mundo” foi a Dilma, então não tem acordo e dono de morro que se proteja. Se é ladrão matando ladrão, não faz diferença. O resultado é “um ladrão a menos”.

Na parte alta dos anos 80, quando a Itália ganhou como país sede da Copa, ali iniciava-se o acordo e que resultou em extrema unção do país, entre governo e máfia. Perambulando pelo país, muitas vezes eu encontrei estádios “quase” acabados. E não são poucos. São construções no meio do nada, com o mato já alto, que parecem ruínas de civilizações alienígenas. Nada mais é que construções que foram além de superfaturadas, nem entregues. Planos de estádios para serem de treinamento que depois alguma equipe pequena tomaria a posse. O que nunca aconteceu. Muito, mas muito dinheiro foi desviado.
Pra quem não sabe, os anos 80 foram o BUM econômico da Itália, que um pouco antes da Copa foi o apogeu, para depois seguir em linha reta no trenzinho guiado pelo titio Berlusconi. Naqueles passados anos, a Itália era pura força e moeda forte. Era considerada a porta da Europa. Tudo andava pra lá de bem.

É por isso que eu tenho alguma esperança no país depois da Copa de 2014. Não esperança, mas eu sei que virá uma resposta depois do evento. Um ou vai ou racha. De certo modo a metodologia “Mussolini” que está sendo adotada no Rio de Janeiro me agrada, mas ao mesmo tempo um estádio em Itaquera será construído com dinheiro do povo. Mas e daí? O povo é corinthiano! E se não for…não dá nada, pois o R10 é urubu!

Voltando. Os anos 80 foram a festa de debutantes para a máfia italiana. Os anos 80 pagaram um Napoli. Os anos 80 forneceram cocaína de sobra para um jogador ser livrado do dopping em 100% das partidas que disputou em solo italiano. O único azar é que a UEFA não permitiu que este jogador atuasse “trincado” em competições européias. Daí não deu pra ganhar, óbvio. Bem, o resto é bobagem. Já disse o que queria. Mas continuarei.

Atualmente o futebol italiano é dividido por 3 equipes. Estas 3 são propriedade das coisas que mais fazem dinheiro por aquelas bandas. Uma é N empresas de porte médio, hotéis, lojas e toda a comunicação televisiva da Itália, o Milan. Na mesma cidade a outra equipe, a Internazionale, é propriedade de uma das maiores empresas de componentes de satélites do mundo, a Pirelli. Enganou-se feio quando achou que resumia-se em pneus a conhecida marca. A tal marca talvez seja também a maior no sistema de imobiliário do país. E a ultima equipe, a Juventus, é o brinquedo mais antigo da família Agnelli. Chamavam o vovô Agnelli de “naso di argento”, ou nariz de prata, para os mais íntimos. Devido a abusiva inalação de uma substância muito apreciada por um ex jogador argentino e por um atual comentarista global. Bem, estes Agnelli são proprietários da Fiat, Alfa Romeu, Lancia, New Holland, Iveco, Mopar, Maserati, Abarth, Jeep, Chrysler, Dodge, Ferrari e mais uma cacetada de empresas pesadas que não lembro agora.
Sim, sim. Outras equipes da Itália também são propriedade de gente endinherada. O Napoli é de um poderoso produtor de cinema e dono de uma empresa de água. Mas não chega ainda no nível das 3 citadas anteriormente.
No quesito tamanho de torcida na Itália, a Juventus lidera com mais da metade das percentuais, o Milan vem em segundo com pouco mais da metade da quantidade dos torcedores torineses. A Internazionale é qualquer coisa como sexto no ranking. Sei que parece que a Roma, Lazio e Napoli ganham da Inter nestes números.
Estas 3 equipes possuem cada uma o seu veículo de comunicação. Não que seja delas como propriedade, mas que fazem a informação tendenciosa para o favor de cada uma. A famosa Gazzeta dello Sport é interista, ou seja, todo acontecimento em campo ou fora dele, é a favor da Internazionale. Bem menor mas muito conhecido na Itália, o Tutto Sport é juventino. E o Milan é escamoteado, pois Silvio Berlusconi não é tão burro a ponto. Pois além de ser presidente do clube, ele é o premier do país. O premier do país é o dono da rede pública, mais conhecida como RAI, que se divide em 3 canais. Depois disso ele é o dono do Mediaset, que constitui os “outros” canais da rede aberta. Sendo assim ele tem que ser sutil no posicionamento. O mais engraçado é que no ramo futebolístico é o único lugar que ele é sutil. O resto e escancarado. Faz parecer que o povo italiano se basta apenas pelo o que acontece no futebol.
Bem, lembram-se do CalcioCaos? Ou da Calciopoli? Pois é, que envolvia Luciano Moggi da Juventus. O resultado final foram cortar a cabeça de Moggi do futebol, tirar dois títulos ganhos honestamente da Juventus e rebaixá-la para a segunda divisão. Todo esse alvoroço começou quando saiu a tona uma informação: o investimento gasto nos últimos 8 anos pela Internazionale. Era incrivelmente maior em relação ao Milan que papava tudo o quanto dava de canecos europeus e a Juventus que levava todo santo ano seu Scudetto pra casa. Esta situação de azarados ou péssimos administradores não mostrou ter solução na prática “investidor honesto”. Mesmo tendo o time mais caro, não dava resultado. Daí, a Gazzeta dello Sport começou uma série de reportagens provando que os jogadores da Juventus combinavam resultados em banco de apostas, que Moggi acertava todo o esquema inclusive com a arbitragem. Ficou minando a mídia com estas informações, sabendo que uma Copa do Mundo estava por vir (a da Alemanha, no caso), e que a cara da Federação Italiana teria de estar limpa antes do torneio.
Pelo sim ou pelo não, muitos jogadores apostavam nos jogos. Fabio Cannavaro ficou comprovado. Moggi fez fortunas com isso também. Mas isso não mudou em nada o desempenho da equipe ou dos juízes. Todos apostavam em outros jogos, de outras equipes, grana pesada, pra ganhar grana pesada, livre de impostos e bla bla bla. A multa foi dada, a Juventus se fodeo, e a Itália foi com um falsa cara limpa para o mundial. E por fim venceu ela mesma a Copa. Uma penca de jogadores do clube pediram para serem negociados, obviamente por preço de banana. Porém alguns, resolveram ficar por orgulho ao trabalho prestado. Pra quem leu o livro de Pavel Nedved, ou até mesmo o de Luciano Moggi, ou acompanhou todas as declarações dadas por Mauro Camoranesi, Giggi Buffon, Alessandro Del Piero, e até outros jogadores de outras equipes italianas, tem completa e real noção que fizeram uma mutreta para “os de sempre” pararem de ganhar. Foi uma ideia muito bem pensada da direção interista. No tempo certo, na época certa. Foi a última arma que eles tinham. E foi eficaz. Logicamente o outro rival a não ser a Juventus era o Milan. Porém, derrubar o próprio presidente da Itália não seria muito fácil. Sendo assim o Milan começaria o campeonato com um punhado de pontos negativos. Qualquer coisa como 4 ou 5 partidas não ganhas. O que faz muita diferença no final das contas.
O final das contas mesmo é que a Internazionale se peidou toda pra ganhar o Scudetto no ano posterior. Ficou escancarado gols não anulados ou no contrário, mal anulados que favoreciam a entidade nerazzurra, além de muitas penalidades marcadas baseadas nas regras do basquete. No segundo ano voltaram a se peidar, mas com um bom técnico fizeram suas maravilhas. Indo para o terceiro ano, quase todas as equipes italianas de menor porte começaram a ficar indignadas com as arbitragens que favoreciam a Inter. Fez se fumaça mas a Gazzeta dello Sport não deixou fazer fogo. O Tutto Sport começou apresentar ligações gravadas de integrantes da diretoria interista com o responsável da federação que decidia quem iria apitar cada jogo no campeonato. Ficou bem claro toda a paçoca. Ficou lógico o discurso a la Roberto Jeferson que Luciano Moggi adotou em seu livro. Ficou feio pra Inter os jogos “mal ganhos”. Continuou uma série de penalidades marcadas aos 48 do segundo tempo em prol da Inter. Daí o Moggi se proclamou pela última vez dizendo que assim que José Mourinho saísse do comando, a Internazionale poderia ser considerado uma equipe morta. Que iria morrer aos poucos, mas que continuariam os malabarismos das arbitragens. Onde o Milan não iria se posicionar como desfavorecido pois seu presidente tem ficha suja em outros mil lugares. O que resultou? A Internazionale penando na parte de baixo da tabela, ganhando ainda com gols ilegítimos.
A falta de força política juventina e a conivência do Milan as barbadas interistas, impedem a equipe neroazzurra de sofrer qualquer penalidade. O resto é o resto.

Eu ainda gosto do AC Milan. O Silvio Berlusconi é uma pessoa que eu admiro. Sim, admiro. Pois ele é presidente de um país onde ele lava todo seu dinheiro, dono de toda comunicação, tem acordo “brizolista” com a máfia (quem não sabe o que significa ser brizolista com uma instituição criminosa, por favor, vá estudar história), continuando, não nega pra ninguém que faz festas regadas com putas de todo o planeta, é viciado em Viagra, todos os velinhos e a igreja gostam dele, e os que não gostam dele reclamam, mas não fazem nada. É como se o Lalau fosse o presidente do Brasil por 30 anos a fio. É ridículo, mas é genialmente fantástico.
Como presidente do AC Milan o que eu posso dizer é que o titio Silvio é um astuto administrador. Nunca perdeu um centavo com qualquer contratação, pelo contrário, só ganhou. Viveu pegando restos de outros times ou jogadores que ainda não foram descobertos. Lembrando que abaixo do brasão do clube tem uma escrita: “IL club più titolato nel mondo”. Se você não entendeu, googleia, mané!
Todo mundo fala do R10 que não rendeu nada. Em campo não rendeu um cacete. Mas em venda de camiseta, em aumento de sócios na Indochina quando ele foi contratado, em arrecadação na pré-temporada, no aumento de receita publicitária que o clube ganhou depois que R10 fez um gol no Derby della Madonnina…iiii….o dentuço só deu lucro, e quando parou de dar, um abraço e boa sorte. Outros exemplos…Seedorf e Pirlo terem vindo de graça. Eles não foram vendidos, mas renderam muitos títulos. Kaká comprado a preço de galinha de granja e vendido como carne de faisão. Pato, que por mais que seja um reserva de luxo ou um titular inconstante, foi comprado por baixo preço em relação ao seu valor atual. Ibrahimovic ser comprado pela metade do seu valor. Cassano ter vindo de graça. E agora Kaká tendo a possibilidade de vir pela metade do preço de valorização atual, e não de valor de última venda. Acho que o último investimento “considerado caro” que Silvio fez foi a compra de Rui Manuel Cesar Costa, que já se pagou ha muito tempo. E a pior compra foi Digão. Mas sobre o Digão eu falo outro dia. É um cara bem legal. Mesmo. Mas já estou na quinta página e este post se transformou em uma fecundação, um ou quase nenhum espermatozóide chega no final.

R10D4

31 out

Trocadilho mais falido…não consegui fazer pior. Não consegui nenhuma imagem descente do Assis Junior na posição “de 4”.
Mas é fato inegável, o boleiro mais odiado da Azenha ficou de 4. Por mais que ele tenha dito uma indiscutível frase dizendo do incomparável tamanho da torcida do Flamengo…ele ficou de 4.

Só consegui assistir a partida com ela já em andamento. 5 segundo antes do André Lima dominar a bola, dar uma janelinha, e fazer mais bonito ainda que o Luisito Suarez fez a semana passada pelo Liverpool.

Já havia comentado que torceria pelo Grêmio. As explicações são variadas: o Grêmio vencendo não tem nada o que ganhar; o Flamengo perdendo tem muito o que ganhar ainda para querer alguma coisa. Poderia dizer também pelo fato do meu desafeto Luxemburgo. Porém o Sr. C.J. Roth está quase no mesmo degrau de ódio que a bicha carioca, na minha opinião, claro.

Como batuqueiro que sou posso dar quase que absoluta certeza que C.J. Roth ofereceu algum galo preto e um punhado de velas em tons “noir”. Tirar o Escudero, atual namoradinho da torcida, e meter o nosso amigo Ezequiel Rodrigo Miralles Sabugo, a baixo de vaias de muitos, foi um ato dantesco. E este mesmo vaiado assim como seu treinador, chutar a la Marcelinho Carioca (efeito para baixo ou “a bola que cai do nada”, …o C.J. só pode ter feito muita macumba. Mas muita mesmo.

Não assisti o jogo inteiro. Assisti bem menos da metade. E não fui atrás de resumos da partida para não me influenciar na escrita. Não tenho a mais pálida idéia de como foram os gols do Flamengo, se ocorreram falhas na defesa, e blábláblá. Se eu falar que o sistema defensivo é ruim (que é mesmo) eu tirarei o mérito dos 3 belos gols tricolores que vi. Mas é ter muita coragem de ter aqueles dois lateraizinhos de jogar Cariocão para marcar em Brasileirão. E não comentamos da zaga.

Para os gremistas o campeonato já acabou. E eles sentem-se campeões. É uma babaquisse sem tamanho se importar por um único vivente. Pego o exemplo de Zlatan Ibrahimovic, que atuo pelo Juventus, Internazionale e Milan, foi amado e odiado. Mas onde ele está, tem o seu trono, coroa e súditos. E assim segue a vida. Mas não tiro o mérito de “campeões” dos gremistas. Acho justo. Acho belo e justo.
Quando tu se propõe a uma meta, e consegue vencê-la, você ganhou. Mas se a meta estava quase te vencendo e em poucos minutos tu deu uma volta por cima da meta, sim, sinta-se um campeão. Vejamos por outro ângulo o que é ficar feliz por pouca coisa: quando um jogador gremista dá um carrinho qualquer ou um chutão para fora do campo, a torcida vibra como se fosse um gol. Agora pensa ganhar do time da persona non grata de virada e com “Millagres” acontecendo. É gozo fabuloso!

É DIFÍCIL SE CHATO. MAS MAIS DIFÍCIL AINDA SER BOM

Já faz um bom tempo que venho perdendo o gosto pelo futebol, achando tudo que escrevo uma bela porcaria. Mas também eu pedi para me foder sem guspe.
Me considero um chato como poucos. E é difícil sem um bom chato. Ou um dos chatos mais legais que se tem notícia, como um conhecido me chamou certa vez. Mas nenhuma das coisas estou dando conta. Torrei o saco de criticar. Talvez porque as coisas não mudem. E nem irão mudar. E além do que estou influenciando-me erroneamente.

Como um fotógrafo em desuso que sou, e um punheteiro de palavras que tento, sempre disse que para a pessoa estar aguçada criativamente ela deve estar lendo boas coisas e atrolhando o seu HD cerebral de imagens, referencias, de tudo e mais um pouco para assim misturar e fazer associações bizarras. Daí que vem a boa criação, criatura e assim por diante.

Meu problema inicial é “o eu estou lendo”. Depois de terminar excelentes livros, coloquei na cabeça que seguiria os passos de meu padrinho publicitário, Roberto Junior Cagliari. Este é bem mais louco do que eu, mas não é chato, melhor, nem perto disso, e é muito inteligente. Além de ser muito viajado e ser uma pessoa de pleno e claro sucesso pessoal, ele já derrubou muitos dos livros sagrados de nossas deliciosas religiões. Derrubar, quero dizer, LEU. Bíblia, Corão e Tora já foram derrubadas por ele.
Como disse, encasquetei que faria o mesmo que ele. Não me transformar em uma pessoa legal e de sucesso, mas que derrubaria os livros sagrados.
O primeiro foi um café-com-leite que sem querer querendo acabou me ajudando a eu ser mais eu mesmo, ou seja, um sociopata que cuida do seu próprio cu e arrivederci para os cus dos outros. O livro em discussão é o TAO. É curto, bem curto. O tao livro, quero dizer (houhouhou) o tal livro já me ajudou a tirar a maldade de muita coisa que eu temperava para comer sangrando no café da manhã. Ele só é meio mala para interpretar. Mas se tu não és um babaca que acha Cavid Doimbra e Martha Medeiros interessante, tu tiras de letra.

Depois do TAO, ataquei a BÍBLIA. Ela é longa. Muito longa. E escrita de uma forma bizarramente elementar. “Saul assim reinou para Israel. Reinou depois de derrotas os filisteus. Os filisteus seguiram para Garaã onde ofereceram holocaustos aos seus deuses. Os deuses não responderam pelos pedidos devido ao Senhor. O Senhor endureceu o coração dos deuses dos não cinruncisados.” Isso é um exemplo chulo. Mas é para notar como o final de uma frase será sempre o começo da próxima frase. Tirando que, qualquer ser com meia dúzia de neurônios no lugar consegue interpretar a Bíblia de uma forma reta e fria. Isto assim feito é um convite para tu odiar algumas várias religiões. Inicialmente tu descobre que, segundo o que diz o livro sagrado, Deus é um cara extremamente sádico, teimoso e de pouca paciência. Está longe de saber o que é a palavra amor ou perdão. Ele sabe criar regras, impor elas, ajudar uma tropa de gente de depois esfregar na cara dessa gente que ele ajudou, daí ele fode geral a tropa toda. Moisés é um maníaco que criou um segundo Hitler. Me esqueci agora quem entrou no lugar do Moisés quando ele pediu as contas, até porque já estou no fim do velho testamento, mas é isso mesmo que descrevo. Foi um calhamaço de gente morta por ordens do todo poderoso de Israel por não ser do grupinho dos “prepúcios navalhados” e assim segue a rima. Criança e mulher morta também entra na dança. Ou seja, SEGUNDO O LIVRO SAGRADO, quem começou com essa de Guerra Santa foram os primeiros hebreu, e não “os habitantes de Gaza”. Daí a palavra “hebreu” tu derivas para onde desejar. Se eu colocar ipsis litteris, irão me acusar de anti-semita pra baixo. Porém algo posso afirmar nas claras. Que Hitler e Pinochet foram uns filhos da puta é inegável. Mas essa duplinha foi café pequeno perto dos que “catequizaram” o povinho depois dos 40 anos no deserto…ahhhh são.

Enfim, como antes falei em meta a ser cumprida e blábláblá, criei esta estúpida meta de “derrubar” os livros sagrados. E, acuso diretamente este ou estes livros de tirarem boa parte de minha ironia e sadismo puro, e não por tabelinha. A influência e raiva que o tal livro sagrado está me passando para FAZER EXATAMENTE O CONTRÁRIO do que o livro pede é incontrolável. Logo, me passam mais teorias de destruição em massa do que o que o ocorre no Planeta Bola. Ainda mais com a carência de sentido que este Planeta Bola está sofrendo.

Bem, não sei se minha meta foi ou será cumprida, se este post está bom ou ruim, mas minha missão sacra do dia foi um sucesso.

Rá!

FATOS E FOTOS

Para aproveitar minha tagarelisse virtual, posto quatro imagens da realidade de clubes e pessoas no Brasileirão. Ou de um clube e uma pessoa e outro desaparecido. Desaparecidos. Ah! Sei la!

A primeira imagem é da atual vida de Felipão. Enquanto ele vê os outros voando e subindo, ele se atola cada vez mais. E das formas mais constrangedoras possíveis.

A segunda imagem é de uma praga que eu largo para os sãopaulinos. Ou melhor, do clube que eles não poderão entrar ou não são bem vindos, o Clube da Libertadores.

Por fim uma homenagem ao companheiro Alexandre Amaral (Catê), que compara o futebol do falecido aqui mostrado com o de seu xará, Alexandre Pato. E depois uma homenagem aos colorados doentes e quase cegos, Gustavo Cavinato, Raul Krebs e entre outros onde eu deixo a pergunta, “lembra dessa naba???”
Se a qualidade está ruim, reclamações serão aceitas com os responsáveis pelas imagens da Panini edições 95/96.

FAZER BEIÇO NÃO ADIANTA

27 out

Nunca adiantou na verdade.
Este Brasileirão foi e ainda está recheado de “SDS” – Só Deus Sabe – Fatores estranhos, times que ninguém apostava um figo podre e que estão nas cabeças (até agora). E também times que talvez a maioria esperava melhores resultados e estão fazendo trabalhos de fracos a patéticos. Logo, muitos torcedores de beiço. Pois criaram expectativas estrelares. Posso juntar a esta lista de beiçudos ao famoso Troféu Cavalo Paraguaio do Ano.

De cima para baixo, vamos em ordem.

FLAMENGO
Por mais que contestem, eu, se fosse flamenguista o que graças ao bom Deus não sou, ficaria extremamente frustrado com a colocação do urubu. Começou o campeonato bombando. Não teve problemas de lesão. Tinha soldado de sobra para reposição. Mas foi caindo, caindo, caindo. Tudo bem, particularmente nunca acreditei no time da Gávea. Nunca teve um centro-avante de respeito e do meio pra trás é um carnaval onde tudo pode, e, ironicamente, acabou transformando o goleiro Felipe em destaque. Nenhum dos laterais sabe defender, todo mundo acredita naquela massa compacta e preta alcunhado de Willians, inclusive o Mano, mas eu NUNCA. E possui uma zaga que faz a do Internacional ser o sistema defensivo do Milan na década de 90.
De qualquer forma, bobeando bobeando, perdem até a vaga da Libertadores. O que será de nababesco deleite deste que vós escreve.

SÃO PAULO
“Entre aspas” a equipe mais organizada. “Entre aspas” o elenco mais equilibrado. “Fora das aspas” foi um belo ano patético. Juvenal Juvêncio se tornou uma Dercy Gonçalves que não trepa e não fala pornografia, ou seja, só sobra a loucura e a “beleza senil”. Eu considero a primeira cagada a permanência de jogadores como Marlos e Fernandinho. Depois ter contratado o Rivaldo. O velho fez alguns gols, bons lances, mas como poucos sabem é uma pessoa de difícil convívio que tem certeza que é Deus. E, obviamente ele não está perto desta grandeza. Foi o motivo da queda do Pato Rouco que vinha fazendo um bom trabalho. Outra cagada foi a chamada de Luís Fabiano. Fizeram isso para querer brincar de Corinthians em chamar o Adriano, logo aquele papo “Nós também podemos!” que não adiantou em nada. O mais engraçado é que o Corinthians saiu muito mais na despesa com o Imperador do que o SPFC com o Fabuloso.
Enfim a escolha bizarra de comando com Adilson Batista. Chamar o Adilson para treinar o São Paulo está na mesma comparação de o Nestor Simionato treinar o Chelsea. Talvez, chamar o Gavião (aquele ex jogador do Grêmio que jogou em todos os times gaúchos e é o atual treinador do Pelotas) tenha mais nexo que contratar o Adilson.
Era um time que tinha chances de levar o caneco. Bobeando, bobeando, não pega nem Libertadores.

PALMEIRAS
O que esperar de um time com o Felipão como maestro, com Marcos Assunção que não erra uma, Valdívia que é o ídolo ou o mago, Maikon Leite sendo uma boa promessa e Kléber Gladiador conhecido como um faz-tudo. Este time ficou em um sexo tântrico com as primeiras posições no primeiro turno inteiro. E agora dorme em uma ridícula décima terceira posição. Se eu fosse um dos calabreses da diretoria palestrina, demitiria a leva inteira. E infelizmente o que pude ver do Gringo, hummm, ele virou meio gagá na profissão. Tudo bem que o grupo não respondeu, mas algumas escolhas deixaram o alviverde com campanha digna de timequinho.

Eu poderia adicionar outros. Como o Cruzeiro, Atlético Mineiro e Paranaense que gastaram um bom dinheiro para fazer seus times. Mas quem em algum momento acreditou em um destes times, por favor, pare de ler este site.

FUTEBOL SEM SENTIDO III

Acabou de sair a convocação da seleção. Sempre tem coisa a ser discutida. As de sempre. Adriano pseudo lateral ser convocado. Elias que não faz nada a mais de ano. E o que é mais INCRÍVEL é Lucas Leiva. De todos os jogos que eu assisti do Liverpool, inclusive a vitória de ontem, o Lucas joga mal. Não sei se a palavra é mal, mas é um cara que erra passes simples, é lento, pouco voluntarioso, não consegue acompanhar a marcação obrigatória, ou seja, além de não fazer a mínima diferença, ainda erra. E este ser humano é carta certa de Mano. Sim, existe uma carência na posição, mas lá pelas tantas que coloque a porra do Felipe Mello que pelo menos abre a caixa de ferramentas e acerta um que outro lançamento de 20 metros.

Outras coisas bizarras. Eike Batista (se é assim que se escreve?!?) disse que quer comprar o Maracanã. Por que ele não compra o prazer anal da Sandy? Ou também o direito de imagem do clitóris da Viviane Araújo??? Bah…ele que compre ESTE AQUI.

Por fim, uma daquelas que nem o turco mais turco do mundo conseguiria fazer. Depois de transferências bisonhas como as últimas da vida do Doni, ou o Inter quando vendeu aquele zagueiro queeuesquecionomeemesintoumimbecil que eu chamava de “Perna Dura”…o “Oráculo” não está online agora…bem…não sei se alguém acompanhou o E.C. Juventude este ano. Mas ouvi alguns gremistas até falando bem. O meia Cristiano, assustadoramente burro, mas que engana um monte de gente devido seu corte de cabelo malaaaaaaaaaandro, foi vendido para o Red Bull da Áustria. Não é um grande europeu, mas é um dos maiores da Áustria. Se o Cristiano vai jogar na Europa e eu conto moedas para tomar sorvete uma vez por semana. Ok, ok.

Perdi o saco de escrever…

FUTEBOL SEM NOÇÃO – PARTE II

24 out

Você acredita em duendes? No time do Flamengo? No Caio Junior? Em crianças pequenas bonitas? Que o Itaquerão será pago de forma privada e não por você, contribuinte?
Bem, eu não acredito em Kevin Prince Boateng, e o que posso fazer?

Existem partes do futebol sem noção que eu acho incrivelmente desagradável. Por exemplo, a do Lionel Messi ter “errado” uma penalidade contra o Sevilla aos 49 do segundo tempo. De início devo evidenciar algumas coisas: já torrou o saco esse time do Barcelona; pelo o que venho acompanhando, as arbitragens em jogos dos catalães são bem parciais, claro, em vantagem ao Barcelona. É só cair que é falta e se não der cartão, todo o time vem meter o dedo na cara do juiz. É como este seja uma das várias características do time do Guardiola; tem treinador e timequinho bem meia boca que está conseguindo segurar as estrelinhas do Barça sem fazer retranca. E quem não é desmemoriado, na última UCL o Arsenal vendeu bem caro a vitória para o Barcelona, e por favor, não comparemos as grandezas de cada plantel; por último e não menos importante, temos Lionel Messi. Nessa tal penalidade que ele “errou”, vamos e venhamos, o goleiro foi muito bem na bola. Daí a imprensa esportiva mais imbecil do mundo, a espanhola, vem com manchetes de “Messi é humano”. Ah! Vão limpar a bunda com um bisturi!

O pessoal da terra brasilis (menos um grande contingente de fedelhas) acha que Neymar é o jogador mais marrento ou metido a besta do planeta. Bem, ele é apenas uma criança, e temos Ibrahimovic e Balotelli muito a frente do pentelho caiçara da praia mais feia do Brasil. E nesse meio, o rato que joga o melhor futebol da galáxia, Messi, é acariciado como um bom garoto. Por favor, acompanhem os jogos do nanico. Ele sim é de fato o melhor jogador do mundo, mas lembrem-se, ele ainda é argentino. É um marrento que sempre acha que está com a razão, que azucrina arbitragem o tempo inteiro tentando ditar ele a conduta e pena dada a cada jogador. O poder subiu a cabeça do rapaz. Até agora isso não influenciou em seu futebol. Mas, mais cedo ou mais tarde irá aparecer um juiz que esteja afim de aparecer mais que o chaveirinho castelhano, e, pode aparecer mais uma tropa de treinadores que assim como Arsene Wenger, conseguiu bater o Barcelona sem fazer um Catenaccio promovido pelo Mourinho na Internazionale campeã.

Sim, eu tenho repudia do Barcelona desde antes do Romário pensar que jogaria por aquelas bandas. Eu vou mais além, tenho repudia da Espanha. Não sei se isso é algo que “herdei” dos italianos. Mas o que posso fazer? Não suportar o Barcelona, a Espanha e similares ainda não é considerado um “nazismo”. Até porque se eu sair na rua gritando “que não gosto de negros e judeus”, serei logicamente preso ou linchado. Mas se eu fizer o mesmo pelos espanhóis, só me acharão louco.

Na história o Barcelona sempre teve época de vacas magras e de vacas gordas. Não desejo que os catalães entrem em uma má fase como o ciclo que todos os impérios cantam, mas sim que sejam batidos e humilhados em seu estágio mais ereto possível.

NÃO, EU NÃO ACREDITO NO PRINCE BOATENG

Na real nem ele mesmo. O germanico-ganês (se é que existe esta palavra) é um tipo muito mais que estranho. É um ser que vive e se traja como se fosse o Usher (aquele pseudo rappers americano que faz o tipo macho da Beyonce). Tem tatuagens de todos os gostos e cores. No futebol, ele mesmo sabe que não é mágico. Não faz nada de brilhante como um drible desconcertante ou um lançamento de 40 metros a la Verón. Naturalmente é um segundo volante, e pelo seu porte poderia ser até um primeiro. Mas como na Itália lateral é uma ferramenta defensiva ou um zagueiro faceirinho, ele agora é considerado meia. Meia. Meia? Meia boca!
O mais revoltante é que ele é o novo queridinho dos milanistas. Sua camisa vende tanto quanto a de Ibra ou Pato. Junto com Van Bommel é considerado o clássico jogador com “anima e cuore rossonero”. Milanista não gosta de futebol bonito. Gosta de sofrer e ganhar feio. Se isso não fosse verdade Gattuso e Inzaghi não teriam seus contratos renovados.

Ok, o Milan perdia de 3 x 0 pro fraco Lecce. Saiu Robinho, entra Boateng e em menos de 20 minutos o cara faz 3 gols sendo 2 deles umas buchas. De qualquer forma, ainda não sei o que é mais difícil, o Lecce abrir 3 x 0 contra alguém ou o Boateng fazer 3 gols em 20 minutos.

Talvez tenha gente que não viu o que Boateng fez na festa do último Scudetto vencido pelo Milan. Pra quem quer doer o olho…

ATÉ TU, FERGUSON???

Não me basta a desculpinha dada pelo “Oráculo”…”ah, mas o Rooney estava atuado como volante”. Isso não justifica tomar 6 gols ao extremo natural de um time que sofre para bater um Villarreal desmantelado em casa. Enfim, tomar seis gols é digno de: desistência por parte de um dos dois lados, jogo comprado ou absurda inspiração de um lado e nababesca apatia pelo outro.

Confesso que tenho uma certa simpatia pelos diabos vermelhos. Mais ainda pelo fato do Sir Alex Ferguson ser o jockey por mais de 25 anos (se não me engano). Mas, o que pareceu-me foi um complexo de Felipão no vovô escocês, ou seja, “tá, tô pouco me fudendo pra vocês! Meu cargo está garantido e só saio quando estiver afim de me aposentar”.

Tudo isso somado em tomar 6 gols de um time ministrado por Roberto Mancini. Só seria pior se fosse o Osmar Loss. Ou não?

Bem, antes eu falei do ato de ser “marvadão” e no caso cuzão como o Lionel Messi está por ser. Depois de um dos gols do falso italiano Mario Balotelli pelo Manchester City, ele fez um protesto por camiseta muito criativo, arrogante e sutil. Vale o cartão amarelo tomado. Vale até um vermelho e 30 dias de gancho.

TAMBÉM NÃO ACREDITO EM CAPELLO

Todo mundo diz que o Capello é um dos grandes treinadores da atualidade. Eu sempre achei ele o rei do 1 x 0. Sim, ele só não ganhou mais títulos que o Trappatoni (se já não passou), mas nenhum time dele era muito bom, eram todos bizarramente bons. Todos Milans, Juventus, Romas e Real Madris (terríveis plurais). Todavia o que ele fez até então no time da rainha, vejamos, não tem cara e nem gosto de nada. Daí que eu entro com o mala do Felipão de novo. O gringo com um time muito mais fraco que a Inglaterra da última Copa foi bem mais longe que o Capello com sua escrete do chá das cinco.

Agora o Qatar está afim de pagar R$ 90M pro Capello ser um consultor da seleção do país desértico onde tudo se pode. Tudo. Por que a TV do Qatar não compra o Neto para ele comentar jogos de lá? Contrata o Galvão Bueno para narrar também. Eles vão certo! Tudo por dinheiro!

Não falei de futebol nacional? Foi minha pior rodada no Cartola desde que entrei no joguinho. Estou de luto.

FUTEBOL ÀS AVESSAS

17 out

Alguma coerência no futebol atual? Não, não, definitivamente não. Acho que se alguma certeza eu tenho é ser digno de pena. Pena de mim mesmo.
O momento sabático que meu cérebro vive para o desporto é de dar muita pena.
Da última vez que eu conversei de futebol com alguém, que foi com o “Oráculo” de sempre, resumiu-se a isto:
“_Iaí meu, que jogo tem visto?
_De futebol? Nenhum.
_Pois é, eu também não. Estou assistindo um jogo da NFL e está bem divertido.
_Ah! Provavelmente é o mesmo jogo que eu estou assistindo…os times são fraquinhos, mas está um belo jogo!
_É, não entendo tanto da coisa, mas parece que eles pensam, se organizam…nada é por acaso.
_Bem, ou é assim ou não é. No futebol anglo-saxão ou é tudo muito afinado ou tu perdes. O acaso é o erro.”

Não que falte qualidade para as partidas de futebol bretão. É que falta qualidade, sacaram? Não.
Tem muito jogo ruim recheado por gols e “emoção”. Mas o que impera é o bizarro. Caio Junior e Abel Braga em alta, Dorival com mais sorte do que nunca.
A única coisa que salvou meu final de semana foi a demissão do Adilson Batista, que foi um ato de justiça divina. Ele é um incompetente e não merece treinar um time de grandezas como o SPFC.

ELE TINHA ALGUMA RAZÃO

Pouco menos de duas semanas entrei em uma discussão com um amigo italiano. O assunto era Campeonato Brasileiro X Campeonato Italiano, qual é o mais emocionante. O “Oráculo” e eu, defendíamos que o Italiano chega a dar sono, enquanto o Brasileiro tu nunca sabes quem irá ganhar. Isso lembrando que eu sou milanista. Ah, e esse meu amigo, interista.
No papel o AC Milan tem uma das melhores equipes do campeonato. Mas está em décimo primeiro. E a Intermerda com o Sebastião Lazaroni italiano, Claudio Ranieri tem quatro pontos, ganhou uma, empatou outra e perdeu cinco. O campeonato está emboladíssimo, por mais que ainda no início.
Bem, ok, o nível de emoção do Italiano está bem mais alto. Só fico doído quando chama a La Liga de liga das estrelas. Estrelas em dois times. O Campeonato Espanhol vive uma decadência notável. Uma parcela interessante de times perdeu todo e qualquer patrocínio e vive do mesmo sistema financeiro que um Granada da vida, ou seja, quotas televisivas e trocados dos sócios. Ahhhh, mas algum entusiasta me dirá que o Levante está em segundo colocado. Vejamos quanto tempo irá durar.

Ah! E o Robinho…aquele que todo mundo xinga na seleção gastou a bola no final de semana. Mudando de continente, o Fred, aquele que todo mundo xinga na seleção também, empilha gols. Sei lá o que pensar.

CADEIRA CATIVA

Digno de pena ou não, Luis Felipe Scolari praticamente largou os fardos e baldes em relação ao palestra. Mandou o porco se foder, é isso que dá de entender. O porco dorme. Ou melhor, está baleado. E me parece que a couraça de proteção que o gringo tem com a diretoria não é tocada nunca. Sei lá, já pensa no ano que vem, e gente que pode vir, nos porquinhos que estão por subir da base.
Mas o que é inegável, se o palestra ganhou pontos neste campeonato, foi por um jogador só, Marcos Assunção. Isso todo mundo sabe. Os caras que eram para ser “os caras” não deram resposta alguma, e Valdivia e Kleber fazem uma dupla similar a Marcel e Lipatin (lembram? Se bem que talvez os dois nunca jogaram juntos…ainda bem!)
A coisa é tão bisonha que o Felipe foi no casamento do filho em Portugal e chupaocudoLeoBatista. E agora é cotado para entrar na casamata do Morumbi. Vai ser bem cotado assim na casadocarai!

SEGUE A SAGA E SEGUE A SORTE

Nunca achei que os Gaviões teriam livres chances se serem campeões com meu conterrâneo no comando. Mas ao visto tudo vai se encaminhando. Fica ruim dizer que o Curinga não joga “direitinho”. Doa quem doer, as atuações dos caras são das mais homogêneas de todo o campeonato. O que fica a sofrer é torcer pra quem ganhar. Qual é o “menos pior”? Jamais torceria para o Corinthians, mesmo com esta raça e faca na boca…se bem que o Chicão virou banco do banco…e as chances até aumentariam…mas é o Corinthians…jamais! Depois comento sobre isso.

PRAZER, MEU NOME É ATLÉTICO GOIANIENSE

Cá está outro motivo de bizarreira. Quem iria imaginar que esta coisa ministrada pelo hilariante angelical, Helio dos Anjos, com o Anselmo que SIM, JOGA BEM…estivesse destroçando tanto time grande em fila?!?! 3 x 0 em um quase natural momento não é bem assim. Tá…daí me aparece um gremista dizendo que o Grêmio tomou 5 gols em duas rodadas, sendo 3 em casa e depois empapuça o Santos na Vila!!?? Ok, não é bem assim…teoricamente não se compara um time com o outro, principalmente no coro de grandezas e plantel.
Não teve um ser humano que não deu como certo o time de Goiás rebaixado este ano. Era aquele que iria sem esforço. Iria no fluxo como merda no riacho. Entretanto, se torna mais um ajudante a não-lógica. Falando em fluxo, Anselmo e Felipe atacando, as vezes é algo tão belo quanto Washington e Assis.

QUEM ESTÁ NA MERDA…

Dos candidatos ao rebaixamento, pelos meus cálculos, é certa a morte do Ameriquinha, Avaí e o Galo…ou Cruzeiro…hum. Isso é devido aos próximos jogos, plantel e etc. O Ceará também tem “qualidade” para entrar neste grupo, sem dúvida. Seria interessante ver sumir todos os mineiros da primeira divisão só por um questão meramente jornalística. Entretanto, por prazer, apenas o Atlético Paranaense me daria prazer de ver cair para série Z se possível. Mas, como infelizmente futebol não é feito só de ódio, e, estou tentando colocar alguma lógica neste campeonato maluco…direi, que por méritos e camisa, America MG, Avaí e Ceará, sem dúvida tem cara de série B. Se o Brasileirão fosse aos modos do Argentino, metade dos clubes da tabela poderiam descer de divisão. E, se for por campanha do returno, esse número não mudaria. Pode mandar cair uns 8.

POR FIM, É UM CAMPEONATO MUITO GOZADO

Dos 7 primeiros colocados, Tite, Cristovão Borges, Caio Junior, Abel Braga, Adilson Batista(era), e Dorival Junior, estarem entre os cabeças, é no mínimo estranho. Tudo bem que um time pode se acertar e por ACASO o que o jockey fala a peonada aceita. Das equipes destes jockeys citados, talvez a única que jogue religiosamente igual (até porque o Tite é um seminarista) é o Corinthians. Talvez o Botafogo também, mas nem tanto. Fazem jogos confusos e fim de papo. O resto, o que dizer? Vão me dizer que os jogos do Inter são coerentes? Ou que o Vasco joga redondinho? Mas e daí? Ou eu perco estes apegos e ensejos e aceito que o Muricy está longe de ter o melhor time, ou o que ganha.

Mas tudo sempre vai além do bizarro. Além de tentar chamar o Felipão, a diretoria do SPFC sonda Falcão…pelamadrugada.

E tem mais, colocam o Selton “Low Penis” Mello a comentar em um programa esportivo e ele fala do seu amor pelo Rogério Ceni e vem com um papo demagogo que o R10 deveria jogar de graça no Grêmio. Ai Jesuzin!

E o gozo fabuloso se espalha. Tem coisa que eu me esqueci. O Mano tentava fazer um suposto 4-3-3 holandês/catalão na Seleção. Daí depois pensou: “Se o Barcelona vence sem centroavantes, colocarei 4!” E depois de quase 40 anos, um equipe de futebol volta a atuar com formação inicial 4-2-4. Obrigado Mano! Obrigado por esta graça alcançada!

No próximo texto eu falo sobre greves. Que é o que eu mais tenho lido sobre o Brasil. Pois o resto é Steve Jobs.

A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM II

4 out

Depois de horas, dias, milênios sem escrever alguma coisa, volto mais capenga do que nunca tentando fazer alguma coisa que presta. Mesmo tendo certeza que nada prestará. Mas, igual.

DEGOLA LÍRICA

A poética toma conta (mais uma vez) da mídia brasileira. Não me recordo de uma temporada que eu ouvi tanta merda em relação a quem é bom, ruim, quem cairá ou subirá de produção. Mas, talvez eu estava desacostumado. Fiquei cerca de duas semanas longe de qualquer meio de comunicação, onde nem celular ou TV tinha. Tanto que a única pessoa que sabia qualquer notícia de futebol era um motorista de ônibus que passava duas vezes por dia nas imediações. Ele que informou-me que o Milan havia ganhado na UCL. E só.

Daí, desde que voltei a “civilização”, tentei ver todos os jogos possíveis mesmo sendo VTs. Li e ouvi tudo o quanto foi opinião dos metidos da imprensa. É incrível como estão dando mais importância a treinadores fracos que estão em times grandes, do que os grandes que estão a beira do rebaixamento. A degola lírica de alguns treinadores está em pauta.

Pouca gente parou para pensar que o desempenho de Dorival Junior em aproveitamento está sendo muito similar ao de Osmar Loss e de Falcão? Mas quem é que disse que o Cocóta é bom treinador. Nunca achei e até segunda ordem nunca será. Entretanto ninguém coloca o nome dele na roda. Não digo que ele merece ser demitido. Só estou dizendo que ele é pouca porcaria como qualquer Guilherme Macuglia qualquer.
Outro caso é Adilson Batista. O Capitão América NUNCA foi treinador. E a imprensa vem alegando que ele já foi um dos melhores treinadores do Brasil. Onde? Quando? Lembro quando pedia para alguns boleiros quais seriam os finalistas da última Libertadores. Uma frase sempre entrava na pauta: “Se o Adilson não estivesse no Santos, eles seriam favoritos para a competição.” Adilson saiu e o Santos foi campeão. Não é diretamente o fato que ele saiu que as coisas começaram acontecer, mas sim é que com ele é só na base do acaso. Ele por acaso foi até uma final da Libertadores com o Cruzeiro e tomou uma surra maior que o Boca deu no Grêmio na era Mano. Por sinal, posso usar este exemplo de QUEM É QUEM na verdade só observando times brasileiros que chegaram na final da competição continental. Renato Gaúcho que o diga. Tomou uma saraivada linda da LDU. Mas ainda tem gente que acha que o homem é grande coisa.

Falta treinador bom no país? Não sei. Acho que tem muita gente nova que é boa e não é vista. O que dá para notar é que time grande tem que gastar dinheiro para a torcida respeitar ao menos por 4 rodadas o novo treinador. Vejam o Cruzeiro. Chegou ao nível de chamar Joel Santana, que nem tiveram paciência com o homem. E daí meteram um Vagner Mancini. Quarto homem no comando. Um dos três questionáveis que estiveram na casamata da raposa. Mas, muito antes disso, alguém que dê realmente medo no elenco do time mineiro. Na minha porca opinião, é uma escrete para lutar por uma vaga para a Sul-Americana.

Mas os exemplos são vários e válidos. Sempre disse para os gremistas que na ponta do lápis o tricolor tinha um time bom. Não maravilhoso, mas muito melhor que mais da metade dos times da primeira divisão. Se foi o C.J. Roth que conseguiu ver isso, não sei. Ainda não está as mil maravilhas. Pois qualquer time que toma 4 x 0 tem algo a ser questionado. Mas aos poucos as coisas estão andando. Da velha forma Celsorothiana, mas vai.

O Atlético Paranaense talvez seja o time que mais investiu proporcionalmente em peladeiros caros que não surtiram nenhum efeito. Não deram tempo para nenhum treinador. E por fim colocam o velho delegado na casamata com seus sistemas que vale mais a urucubaca feita e a fé do que propriamente lógica tática. Lembrando, o sistema Antoniolopeziano ao Abelbraguiano não muda muito. É muita fé e pouca consistência. E sim, a fé eleva montanhas, mas também causam deslizamentos e avalanches.

O jockey do coxa é um bom exemplo de paciência. Fez uma bela Copa do Brasil, que perdeu mais pela experiência dos jogadores adversários do que potencial de plantel. Daí a vida seguiu e no Brasileirão as coisas não andavam bem. Tudo indicava que o cara iria para a degola, mas não. Ninguém imaginaria que tirar um goleiro que tinha cadeira cativa e um zagueiro faria tanta diferença. O Coritiba não tem grandes chances para uma Libertadores, mas é um time difícil de ser batido. A vitória nunca sai de graça. Normalmente é um time que faz no velho sistema “Oráculariano da padaria”, ataca em bolo e defende em massa.

Sendo assim, o que questionar? Normalmente fazemos uma análise em base de alguma coisa. Fazendo “em base de alguma coisa”, o Adilson é um bom treinador? Sinceramente, até que ele está se saindo muito melhor do que o esperado. Ele tem um time muito bom, alguma sorte, e deixa o time jogar. Ele até que não estragou tanto o SPFC. Então, bambys do meu Brasil, não questionem o trabalho do Adilson. O pressuposto é que ele é fraco. Se verem neste plano, fatalmente estarão no lucro.

MAS, TEM COISA PIOR QUE TREINADOR RUIM

Desde o começo do Brasileirão eu questionava aos ares até quando que o Flamengo iria aguentar. Me parecia um time que estava a beira de um lindo precipício. Que no menor vento despencaria. O sistema santista de atacar tanto que acaba ganhando uma hora iria cair. E quando cai, cai de quatro já com o rego sangrando. Um Atlético GO de procedência duvidosa com o Engraçado Gás Celeste, vulgo Helio dos Anjos na trincheira, em pleno Rio de Janeiro…uma surra linda. Foi só um time pequeno desesperado que entrou para atacar e não se defender. O mesmo funciona com o Santos. Quem ataca o Santos, toma gol, mas também faz. Tudo bem que o Muricy descartou o fato de ganhar Brasileirão faz tempo, mas o Luxa PRECISA catar uma vaga para a Libertadores. Coisa que antes era dada como certa, pois consideravam o Flamengo como um dos favoritos para levar o caneco. Agora o famoso “quem te viu e quem te vê” dá a luz. Caio Mirim Dente de Leite Juvenil Junior namora a vaga para a tão amada competição. Caio Junior, hein? Eu nem consigo entender o Loco Abreu ser titular, o Fábio Ferreira…vou entender o Caio Junior sendo destaque?

ACESSO MALIGNO

Como alguns sabem, acompanho jogos de quase todas as divisões do Brasil e algumas divisões inferiores européias. Gosto sempre de informar que a segunda divisão italiana tem o mesmo nível de qualidade e dificuldade do campeonato catarinense. E, que a segunda divisão inglesa é mais emocionante e disputada que uma Libertadores da America. Mas deixando isso de lado, tentei acompanhar alguns jogos das séries D e C do Brasileirão e quase que integralmente da série B. Vamos começar pelos sonhos maiores. 90% dos times que encabeçam o topo da tabela da segunda divisão estão lutando para ir para uma divisão onde serão surrados. Não possuem o mínimo de estrutura para ter um time competitivo. Tirando os tais times de empresários, que do nada conseguem um estádio, jogadores milionários (mas não uma torcida), o resto tem que fazer milagre com galinhas velhas do futebol. Logo, é um “subir para descer”. O nível dos grandes para os médios e pequenos no Brasil nunca esteve tão gritante. Por um lado é bom. Deixa o futebol nacional em um alto nível. O lado ruim é que vira campeonato dos times de sempre. Entre aspas, “europeização” do campeonato.

Quem dirá as divisões inferiores. Times que estão até “organizadinhos” que acabam se ferrando por politicagem ou “preferência” da arbitragem por times do eixo Rio-São Paulo. No fim das contas grande parte das equipes estão fadadas a fechar as portas ou se contentar com um calendário de 4 meses de trabalhos e uma folha de pagamento que não suba os 150 mil. Um que outro caso de empresário maluco querendo quitar as dividas do seu clube do coração e ver que nada passa de pagar a dolosa dívida. Não se consegue colher nada. Os “guris” bons já são vendidos com 14 anos. Eu não acho isso bom ou ruim, apenas considero um processo. O que vale lembrar é que os grandes, para serem grandes, tiveram que passar pelos pequenos.

O que é fato é que cada fez mais a justiça está por conta ou do acaso ou do pré-determinado, e não a velha justiça divina ou dos que lutam.

Lá pelas tantas vale mais a pena um time tentar consistência e um numero de sócios considerável para ter uma caixa regular e garantida em uma segunda divisão da vida, vejamos, por uns 4 anos, do que lá pelas tantas se classificar em quarto e no próximo ano tomar um laço e ver seu estádio sobrar para os fenos. Lógico, isso relevando os times menores. Mas ao meu ver, não tem nenhum de “maiores” na série B. Só os clássicos enchedores de saco. Que torram todas suas forças para subir e depois não tem planejamento para se manter. É um sistema muito de ficar torcendo que uma hora dê o cavalo azarão.
E está mais do que provado que não é mais era de azarões vencerem na Copa do Brasil. Time que vence é time com consistência e equilíbrio geral. Pode ser que tu tenhas ótimos boleiros no plantel principal, mas não tenha reposição. Uma equipe inferior que é mais equilibrada pode engolir a sua só por um planejamento mais moderado.

É tudo muito óbvio, é tudo muito claro, mas ninguém comenta.

A VIDA É MUITO PIOR DO QUE PARECE

Dei explicações com argumentação fotográfica técnica provando que Zlatan Ibrahimovic e Gerrard Piquè estavam a alguma distancia naquela polêmica foto. Mas agora ficou foda. Desisto, Ibra. Te fode sozinho. Costure suas pregas com seu cabelo de gueixa sozinho. Não sou contra amigos ou companheiros trocarem abraços ou darem os conhecidos beijos de lado que argentinos e italianos costumam dar. Mas isso já está fora de controle.

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