O FIM “NÃO” ESTÁ PRÓXIMO

22 mar

Não está próximo porque já estamos na nova era. A era apocalíptica. Sim, sim. Estamos em meio a um apocalipse homeopático. O mais interessante é que o ser humano, com sua inteligência ímpar, conseguiu habituar-se como uma tartaruga que tentou se afogar. Os meus caros filisteus aprenderam uma técnica fantástica: conviver com um problema crítico esquecendo-o com coisas frugais.
Pois é. A técnica da vovozinha que vivíamos mais conhecida como “se queres que sua dor de cabeça suma, corte seu dedo”, agora é passado. Nada disso de “o que arde cura”. Os seres humanos, em especial os brasileiros começaram a pegar gosto pela empalação, facilitando assim o que antes era imoral, antiético e porque não, “blasfemoso”, agora é louvável e digno de admiração.

Prova-se mais uma vez que nos nivelamos por baixo.

Mas estamos no topo e no fim do ranking. O país pode comemorar.


É isso que eu uso como termômetro do futuro, ou da Copa. Antigamente este tipo de lista era forrado de jogadores brasileiros e argentinos. E agora, quantos temos?
Os dois “fortes da América” ainda contam com aquele fator eclesiástico de que “os talentos nascem ao natural nesta terra!” Não é necessário investimentos, educação, preparação…apenas nascem Pelés e Maradonas de uma árvore que nem é preciso regar ou adubar. Mas, talvez não seja nós que ficamos piores. Talvez eles passaram na nossa frente pois deram-se conta que o canal é preparar o ninho para ter uma máquina no futuro.

E o mais interessante é que não diminuiu a venda das “futuras jóias” ao velho mundo. O pessoal se baseia muito no Neymar ter ficado no Santos e uma tropa de boleiro que não tem capacidade para aprender uma nova língua ou jogar futebol sem sol, terem “optado” por ficar em seu país de origem. Isso não deixa o futebol nacional mais forte, a coisa simplesmente fica nivelada por baixo. Os ditos craques supostamente permanecendo, em nosso caso, em solo brasileiro, não jogarão com os melhores, mais difíceis, mais inteligentes…ficarão por aqui. E se a média diz que Tiago Neves é um dos meias mais bem pagos do país, logo ele é um dos melhores meias brasileiros, certo? Certo na lógica. Infelizmente certo na prática.

A Argentina que não tem as mesmas “beatas” condições do Brasil, continua mandando seus jogadores sub-formados pro velho mundo a baixo custo. Por exemplo, ninguém sabia se o desconhecido Erik Lamela daria certo, principalmente saindo de um clube recém rebaixado. Mas deu certo de certa forma. E está jogando pelo menos o dobro que estava jogando em solo porteño. Outro exemplo é um jogador que eu admirei muito no começo da carreira, Fernando Belluschi. Cheguei a ver ao vivo o cara comer a bola no River Plate, sendo ele a geração pós-D’alessandro. Foi para o Olympiakos e sumiu. Tentou se reerguer no Porto. E agora parece que encontrou o caminho da luz no Genoa, junto com um cara que depois de bons anos na Itália, só resolveu jogar este ano e por mais que pouca gente saiba, é um dos jogadores com maior aumento proporcional de valor do passe da terra da bota. Falo de Rodrigo Palacio. Ou o que os italianos chamaram no jogo da final da Interclubes entre Milan x Boca, de “o Kaká argentino”.
Pensando melhor, eu tenho que dar ao braço a torcer ao primo do “Oráculo”, o “Boleiro”, e admitir que o futebol argentino talvez esteja mais a frente que o brasileiro. Se formos pegar os times da Europa e inventarmos um cálculo de “os jogadores que decidem os jogos”, teríamos uma lista com argentinos, uruguaios, outras colônias espanholas, daí apareceria Tiago Silva, Hulk e por incrível que pareça, Robinho.

Dei-me o trabalho de ir clube a clube da Seria A da Itália e contar quantos jogadores sul-americanos estão inscritos na competição. De 20 times, 129 sul-americanos. É na média 6,45 jogadores por equipe da Seria A italiana que falam espanhol em sua massacrante maioria e uns que outros que falam português. Sim, só um país do da América do Sul fala português. Mas fazendo a relação é muito argentino e uruguaio para cada brasileiro. Existem 4 clubes que possuem 12 jogadores “latinos do sul” inscritos. Tem time que as vezes sai jogando com 6 latinos. É um número impressionante. Sem contar os clubes da Serie B que tem muito mais. Se forem avaliar qual é a Seleção mais fraca das “grandes Seleções da Europa”, qual seria? A Itália sem sombra de dúvida.
Isso tudo é um pouco confuso de certa forma. Pois antes falava que o Brasil mantendo seus jogadores em casa irá se enfraquecer pois não colocará os boleiros “a prova” ou em diversidades. Mas, o time mais forte do mundo é o time que mais tem jogadores titulares de seu mesmo país, o Barcelona. Mas aí é que entra aquela papinho chato e demagogo de investimento, preparação etc etc etc. O único investimento que se faz aqui no Brasil em novos craques é marketing. Querem vir me dizer que o São Paulo, Internacional, Santos…possuem excelentes bases. Convido todos as procurarem no Youtube como são os treinamentos das equipes de base, de 12 até 18 anos, de clubes do europeu mais fraco como a Itália. Treinos da Juventus ou Milan por exemplo. Depois procurem dos mais fortes, como Barcelona, Manchester, Bayern…etc. Notem que não tem nada ultra-tecnológico inalcançável para os clubes brasileiros. Simplesmente técnicas de treino estudadas, sistemas sérios que buscam resultados fixos. Não existem variáveis hipotéticas. Se sabe a partir dos 13 anos qual que vai bombar, o que vai funcionar e o que não conseguirá ter nível para atuar com 15 anos. Logo, não se perde dinheiro, se faz dinheiro. Se nivela por cima. Não é porque o Messi joga no Barcelona que surgirá outros Messis lá, até porque o Lionel foi garimpado. O que faz surgirem novos craques é o nível inicial que responderá no final, como outros Fabregas, Iniestas e Xavis da vida.
Logo, não é mantendo o Neymar em um clube que brotarão outros Neymares do chão. Um clube tem que ter no mínimo 3 jogadores da base no time titular por ano como meta. E fim de papo. Se não tem, comece a se preocupar não comprando um medalhão de alto salário, e sim investindo no próprio clube. Suponhamos no caso Kleber Gladiador, sem contar luvas e prêmios, “apenas” o salário fixo com o décimo terceiro embutido. Digamos que seja um contrato de 3 anos a 700 paus por mês. Toda essa brincadeira sairá R$ 27.300.000,00. Tenho quase certeza se as categorias de base fossem realmente levadas a sério, e digamos…que o Grêmio investisse 7 milhões de reais nas bases, enviando profissionais para fazerem estágios nos clubes europeus, aprendendo novos sistemas e aplicando de volta em seu clube, esses tais 7 milhões, em 3 anos dariam provavelmente 3 novos craques que cada um valeria os 27 milhões antes referidos. Parece que tudo que eu estou escrevendo no papo é fácil e na prática é difícil. No, no, no! Se levado na seriedade, é matemática pura, fácil e de resultado.

EM ÉPOCA DE VACAS MAGRAS, TEM AINDA GENTE QUE SE ACHA INTELIGENTE.

Acompanho o Romário no Facebook. Nas dez primeiras atualizações que ele fez em seu feed, achei interessante suas palavras. Protesto, reivindicação, indignação e similares. Muito lindo mesmo. Depois repetiu, repetiu, repetiu, que comecei a suspeitar que quem fazia as postagens do Romário era ou é a mesma empresa que faz os horóscopos de jornais. Que porra é essa de ele ficar dizendo “para nós cobrarmos”, se ele foi votado e eleito para fazer exatamente este trabalho???
Aê peixe, um recadinho, ou tu botas a cara pra bater no covil, ou pegue seu banquinho e saia de mancinho. E tome no seu cu para não perdemos o costume, ora pois. Já não acredito em carioca, agora me vem tu com esse “xêxêxê”??? Ah, me poupe!

Mas nem separatista mais eu posso ser. Uma das minhas últimas grandes descobertas é que merda tem em todos os lugares. E, que tu veio a este mundo sozinho e vai embora dele do mesmo jeito.
Fiquei filosofando com um pessoalzinho mais experiente, e passei nota da situação daquilo que eu chamava República Federativa do Rio Grande do Sul. Falido. Extremamente falido. Entre mortos em feridos, eu já não sei o que é a pior coisa. Assumir a direção do E.C. Juventude ou ser governador do RS.
De qualquer forma o povo bizarramente elegeu Tarso Genro. Até porque não tem como ser mais bizarro que eleger a Yeda. E, como gaúcho também é brasileiro, não aprendeu a votar nulo. Vota “no menos ruim”. Ou faz aquela associação fantástica de que o Lula fez as pessoas terem TV fininha e puxou o gato pro povão, que um ptista fará maravilhas por estas bandas também. No, no, no, caros amigos. No.
Como esta “república” é feita em sua maioria de colorados e gremistas, e estes estão no momento mais cego de suas respectivas carreiras, deixar este povo chupador de mate felizinho ficou bem facinho.
Os dois terão estádios novos e VIVA A VIDA! ACABARAM-SE OS PROBLEMAS!
Tem os meus camaradas que criaram o “QUERO VER NA COPA”, onde postam a realidade do país que irá sediar o evento da segundo maior grupo mafioso do mundo.

Daí tem neguinho que diz que eu sou reclamão e nunca estou feliz. Não, não é por aí. Uma das coisas que eu mais gosto nesta vida é o futebol. Mas o futebol não tem a menor importância para a minha sobrevivência, sacaram??? Eu “perco meu tempo” vendo de 4 a 10 partidas semanais para ver como está a coisa, onde tem qualidade, onde que mostra evolução, o que é bonito e feio, ou seja, para tu tirares uma média é necessário uma “tiragem” vasta, não é??? Assim, vendo o amplo, tu podes fortemente dizer que 700 mil quilos de alcatra para um gladiador, é muita carne. Ou que a festa que fazem para a escrete colorada, é algo que faz muito mais que rir. Ok. Enfiaram 7 em um time de pobres coitados. Daí me empatam com uma colônia de bactérias espanhola da época das Tordesilhas alcunhada ironicamente de The Strongest. Não falo muito do Grêmio pois o time da futura SUPER MEGA MASTER BLASTER ARENA está no caminho da falência. Falo mais do Internacional pois os colorados ficariam brabos se por exemplo fossem surrados em uma quartas-de-final da vida. Eles tem certeza que possuem um time fortemente competitivo. Jesus! Ou Dátolo…! Ninguém compara os elencos do EIXO Sudeste com os daqui??? E se perde o “Garoto-dos-Lampejos”, Oscar, o que sobrará? Colocar D’Ale e Dátolo em uma linha disforme, Dagoberto saltitando para todos os lados e Damião tentando ser o Drogba. Isso com um monte de caras que não sabem “os mistérios e atalhos de jogar em uma posição defensiva”. Finalizo com o exemplo que um Márcio Azevedo, lateral do Botafogo, ou um Fabinho, lateral do SER Caxias, rendem tanto ou mais que Nei e Kléber. Não que os vermelhos sejam ruins, mas que os vermelhos são tratados e vistos como bons. Aí que mora o perigo.

Lembro muito bem do jogo na Copa de 2006 entre Brasil X Fraca, mais um embate com os “bleus” que a Seleção Canarinho aparentemente não entrou em campo. Faltando 15 minutos para acabar, dei-me ao luxo de colocar na Globo e ouvir os aforismos e passionalidades de Galvão Buenos. Que foram IDÊNTICAS as ditas nos 15 minutos finais do jogo contra a Holanda na Copa de 2010. “Precisamos mudar tudo! Mudar as estruturas! Ter profissionalismo na base! Deixar de ser apenas um mercado a Deus dará para megaclubes pegarem nossos craques e descartarem! Precisamos de uma aplicações não só nas bases dos clubes, mas nas categorias inferiores da Seleção Brasileira! Somos a maior potencia de futebol do mundo! Isso é uma vergonha!” Ok Galvão. A França já teve a melhor marinha do mundo na época do Napoleão. A Itália já teve o maior império do mundo, ou foram os otomanos? Dane-se. Os tempos mudaram. Tu cantou uma música sertaneja no final de dois jogos e sabes o que nós ganhamos? Um Ney Franco PREPARANDO OS NOVOS CRAQUES!!!!! QUE PLANEJAMENTO!!!!!
E o mais triste, lembrem-se que em 2006 a imprensa mundial dizia que o Brasil tinha “a nova Seleção de 82”. Deu no que deu. E em 2010, xingavam o Dunga mas era um time que não tomava gols e 9xfora, até que funcionava. E agora? Vai um Fernandinho e Elias fazendo a transição aí? Ou um R”raízquadradade”10 fazendo a magia e um Jonas finalizando. E eu que achava Doriva na Copa de 98 bizarro…eu não sei de porra nenhuma.

Enfim. O futebol brasileiro virou uma grande IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS. Onde todos acreditam em milagres por seus “novos” santos de casa, cegamente a loucamente, e a Meca se chama Itaquerão. Tudo construído com dinheiro dos fiéis. Fiéis como você. E aí? Não ta afim de organizar uma milícia e sair matando uns “peixes-grandes” pra dar medo na quadrilha? É a única saída. Pois ficar choramingando em redes sociais não adianta nem pro “atropelador de ciclistas”. Reajam filisteus! Reajam! Se vocês acham que ter uma TV de tela fina com canais a mais, décimo terceiro e férias pagas um exemplo de boa vida, por favor, meta uma bala na sua cabeça agora.

In Tyler we trust.

AS MELHORES ESPIGAS PARA OS PIORES PORCOS

12 mar

Já não é de ontem que principalmente o pessoal da ESPN fica criticando e com razão a supervalorização salarial dos “jockeys” brasileiros. Os nerds do canal internacional bombardeiam aos 4 ventos suas indignações, com comparações diretas ao futebol europeu, alegando que “qual seria o grande feito ou o dedo de ouro para treinadores valerem tanto assim.” Em certa parte eu até concordo com eles. O problema é que como bons tomadores de remédios, eles só pensam nas consequências e não nas causas. Novamente, é muito fácil ficar metendo o dedo na ferida, dizendo o que está errado e que tudo vai dar em merda, sem apontar os possíveis porquês ou qualquer faísca de uma singela solução. De todos os contratados e faladeiros do canal dos esportes, o único que elucidou algo próximo de “hum…comecei a suspeitar neste momento”, foi Lúcio de Castro quando fez uma leve ironia sobre mês entra mês sai, e o Papai Joel está sempre empregado. Como pode isso???

Pois é meus caros filisteus, qual será o segredo? No caso de Joel Santana, com todo desrespeito possível, como pode ter um contrato um jockey dito como profissional, que grita aos seus “cavalos”: “Dá um chutão, porra! Faz ligação direta! Não fica de toquinho no meio-campo!” Sim, ele grita isso. E grita convicto! Daí tendo em vista que ele comanda o time mais famoso do Brasil, caro inclusive, o que esperar do resto? Em comparação a ele, o Abelão é um Arrigo Sacchi! (xi! ele tomou de dois do cara que pede balão!)

Bem, para não ficar tanto no blábláblá, vamos a dados concretos. Creditado novamente a FootballFinance:

Cá temos os 30 maiores salários de jockeys do mundo. Diria eu: PRONTO! AGORA DADOS! Porque falam, falam, falam, mas não dizem valores aproximados ou comparativos. As comparações são apenas no âmbito lírico. O problema é que esta lista não mostra a real folha de pagamento, principalmente para aqueles que treinam seleções, principalmente aquele contratado pela CBF. Mas deixamos para trás este, e nos foquemos no “de cima para baixo”.

Do TOP 10, não dando bola aos valores, antigamente eu diria que o Roberto Mancini deveria pagar para trabalhar. Mas, depois de muito esmurrar ponta de faca, parece que o treinador da FEBEM (quem treina Carlos Tevez e Mario Balloteli não pode ter outro nome), conseguiu aprumar o time. Por mais que total dependentes de como o David Silva acorda, o time está muito bom. Não digo que justifique o salário do Mancini, mas ele está dando resultado. Por fim, creio que nesta lista o único estranho no ninho é o ex-craque e atual curioso Kenny Dalglish. Ok, ele ganhou algumas coisas importantes e até difíceis, mas no século passado. Acredito que este salário seja creditado só pelo seu heroísmo vestindo o manto do Anfield Road. Porque fora isso o que ele tem feito foi ser um Grêmio Barueri da Premiership, ou seja, as vezes incomodar os grandes e perder jogos pateticamente fáceis.
Temos também um estrondoso valor pago a Guus Hiddink. Acho ele bom, mas esse time de Charqueadas que ele treina não consegue fazer nem o mínimo de cash-flow para pagar todo este tamanho investimento.

De um TOP 10, passemos diretamente para os outros 20. Sempre gostei do Felipão, mas, será que ele vale tudo isso? E de onde o Palmeiras tira para pagar?
Daí que entra o pensamento de Lúcio de Castro falando do Papai Joel.
Eu sempre tento aplicar a lógica do treinador da Seleção Canária. Se, em algum momento, não se saber QUEM É O CERTO PARA COLOCAR NO CARGO DE JOCKEY DA SELEÇÃO DA CBF, é porque estamos muito mal. Notem…existem muitos críticos do trabalho de Mano Menezes. E concordo. Mas quem colocar no lugar? Não tem! Talvez seja aquele momento de chamar um treinador “não-brasileiro” para ver no que dá. Mas isto, obviamente, nunca acontecerá.

Diferente de outros mercados que quando a média da qualidade do trabalho está baixa, os salários abaixam progressivamente também, no futebol parece-se trabalhar exatamente ao contrário. Como a média dos treinadores locais está uma bosta, paga-se muito para qualquer mais ou menos. E digo com todas as letras MAIS OU MENOS, porque os canastrões como Muricy, Luxa, Felipão entre outros, não tem feito nada de diferente. Parece até que antigamente eles usavam mais o cérebro e ganhavam bem menos. Sendo assim, vivemos um falso “boooom” econômico e uma recessão futebolística ímpar. Então, na prática, ninguém sofre os efeitos da “baixa qualidade”, pois o dinheiro ainda gira. Mas como?

Por acaso, Massimiliano Allegri e Antonio Conte não trabalham em times que movimentam muito mais dinheiro mundialmente que qualquer clube brasileiro? É incomparável o que uma Uefa Champions League ou a “Copinha da Uefa” pagam em relação a Libertadores e a Sul-Americana. Já foi exposto neste mesmo espaço, que um time que chega na final do torneio máximo da Europa, passa dos 180M de euros arrecadados. Ou talvez sobre todo dinheiro que estes times europeus arrecadam com transmissão televisiva mundial…onde ganham mais com os que pagam de fora de seus países do que os de dentro.
E vejam bem, no Brasil não existem times pagos com petrodólares, mas mesmo assim um sofrível Dorival “Cocota” Junior ganha mais do que o treinador da primeira ou segunda maior força italiana, e não muito diferente ao do atual mais forte e campeão alemão, do campeão italiano e do também quase o que o último campeão da Copa do Mundo ganha. Que raios significa isso??? A pouco tempo atrás o Dorival era descartado até de um EC Juventude, daí, deu uma ligadeira e por mais estranho que pareça é um dos treinadores do futebol brasileiro com melhor aproveitamento nos últimos 4 anos.

Postei no Facebook, que o Tite é que nem bermuda floreada, de 5 em 5 anos entra na moda. Mas cai de moda em dois toques também. NENHUM destes treinadores brasileiros estão ganhando seus jogos com alguma margem de folga. Talvez, um pouco, o Felipão, mas sabe-se lá.

Todos sabemos que o teste MASTER destes bem pagos é a tal Libertadores. Novamente parafraseio algumas “máximas” do pessoal da ESPN, onde dizem que acham repugnante o salto-alto que muito time brasileiro entra contra os times do resto da America do Sul. Concordo com eles no quesito em que salto-alto em qualquer momento é totalmente desnecessário. Mas estes jornalistas também acreditam que estes times da Libertadores são bons, que é uma competição nivelada…onde isso meu Senhor???

Só para refrescar a memória. O The Strongest de 10M euros, venceu o Santos. Isso não é a mesma coisa que perder para o Mazembe???
O Vasco foi atropelado pelo Nacional de 19M euros e rasgou o rego para vencer o Alianza Lima de 13M euros, ambas em casa.
O todo poderoso Corinthians comemorou aos prantos um empate com o Deportivo Táchira dd 13M euros, que não foge muito as qualidade de um Tolima da vida.

O que estes cucarachas tem que os brasileiros não tem? Força de vontade? Amor incondicional aos seus clubes? Cocaína? Não, eles apenas jogam futebol pifiamente.

A discrepância é tão grande que deveria ser feito uma Libertadores “da primeira divisão” e outra “da segunda”, sendo assim, a Sul-Americana seria a terceirona. Se os times brasileiros APENAS jogassem pro gasto, nós teríamos “a primeira divisão da Libertadores” só com equipes tupiniquins, a segunda divisão com brasileiros, argentinos, mexicanos e talvez um chileno, e a “terceirona” para os restos destes bairros pobres afastados da Espanha.

Resumindo. Mesmo tento uma crise de qualidade e de identidade no futebol nacional, e eu sendo bem antipatriota, as equipes da nação deveriam dominar aos risos e as folgas qualquer competição continental. Mas não. Tudo isso é uma grande Copa Kayser. A diferença é que o Nem que Chova não está inscrito e tudo é televisionado.

Bah…eu fora!!!

DINHEIRO, PODER. BOM SENSO, TALVEZ.

21 fev

Os poucos que acompanham este site (que diminuíram drasticamente quando o Senhor Raul Krebs largou o blog do colorado no globo.com) deves estar irritados ou simplesmente largaram de mão devido aos últimos posts. Sei lá se os últimos, mas a cara que as coisas tomaram. Vale lembrar que pra mim a graça no futebol é tempero inexistente depois de alguns acontecimentos que aqui já citei. Como exemplo: a nova dinastia corintiana, a orgia liqueidificada do Flamengo, o tamanha imbecilidade e falta de respeito com o torcedor tricolor da direção gremista. Patético.

O que sobra são sempre as carnes frias. Os resultados em números. Valores. Dados. Se eu colocar estatísticas, acredito que tem gente que vai mudar de clube. Não que minha palavra seja loucamente persuasiva, mas os dados que são fáceis de entender e qualquer idiota perde o encanto pela coisa.

A merda aumenta ainda com a ajuda de alguns fatos vindo do topo da cadeia alimentar. Ronaldo que apóia Ricardo “Tasche Buccate” Teixeira, as atuais listas da seleção feitas pelo Sir Menezes. Sobre o último citado, sempre fiz um lógica comparativa com a Europa. Por exemplo, quem é um dos destaques, digamos, por gols da Europa? Klaas-Jan Huntelaar. Logo, tem algo de errado. Logo, as opções em certas opções são grande escassez em certa posições, mas temos seleções mundiais despencando. Logo, qualquer mais ou menos ou “Dunguismo” feito, se leva um caneco. O “novo futebol”, em minha cordial opinião divide-se em baixinhos-ultra-habilidosos de passe rápido ou brucutus de grande força e de certo poder de finalização. Colocamos um Barcelona e um Milan nessa lista e nesta ordem por acaso? Acho que sim. O Brasil com um Damião, Neymar, Thiago Silva e ainda acredito, e um Kaká, conseguem fazer um mix de tudo isso. Logo, pode-se ganhar muita coisa. Saio da lógica comparativa com a Europa, e olho para os times de nossa nação. O Corinthians foi campeão brasileiro com uma linha de quatro traseira, digamos, razoável, e com, permitam-me os mais céticos, dois volantes criativos. Sim, levaram o caneco. Pegamos o Internacional. Treinador razoável, quase fraco, ao menos humilde. Linha de quatro traseira beirando a um colapso. Nenhum volante realmente que se garante em proteger a zaga ou as subidas dos colegas. E foram longe! E andam jogando bem! Então, as coisas estão fáceis! Digo isso em âmbito mundial. Não quero dizer que a média está baixa. Mas talvez, em uma época quando Zidane ou Ronaldo eram rei, tinham muitos príncipes e duques. Hoje os “aliens” do futebol são poucos. Querendo ou não, a única seleção a ser batida é a espanhola. E vos digo que qualquer bola aérea é gol nela, ou jogada pelos flancos com velocidade…ou seja, o Barcelona.

Em resumo, essa coisa toda óbvia mas estragada por alguns me deixam sem trocadilhos e corruptelas para o futebol. Se bem que, o Grêmio é o único time que realmente faz piada. De alguma forma quer chegar no topo das lista das folhas de pagamento. Cada vez mais. Quanto mais perde, mais quer crescer o valor. Eu acho realmente graça. Mas admito que é falta de respeito com a nação do imortal tricolor. Lamento.

POR ONDE A GALINHA MIJA

E eu que pensava que o Grêmio e o Inter estavam entre os clubes que mais recebem de receita televisiva. Ledo engano.

Não irei dizer o que acho justo ou injusto. Só lembro de uma vez que conversava com amigo, que não fazem tantos anos assim, que os “outros” clubes brigavam com a CBF pois os dois times do povo ganhavam um montante muito mais significativo, que na época eram 15M de reais. E repetindo, isso não faz muito tempo.
Agora temos 84M. Uma percentual de crescimento inenarrável perto do ano passado. Nisso penso: “O que o Fabio Koff deve estar pensando agora?” E eu que pensava que o Clube dos 13 era o grande vilão e que ditava quem era rebaixado ou não para deixar o campeonato “mais elegante”. Claro que na época que o Koff reinava, as dígitos eram diferentes. A lógica ainda é a mesma.

Dá para se entender como que o Vasco em questão de um “upa” paga todos seus salários atrasados, o Flamengo “vai protelando” seus zilhões de dívidas trabalhistas, rescisórias, e passivas atuais. Que o São Paulo contrata até Jesus Cristo mesmo estando fora da Libertadores.

Mesmo assim eu ainda acho possível tu montares um time pra brigar por posição mediana com uma folha mensal de menos de 1M. Basta ter um treinador e não um “falador” ou “caricatura” no banco, e cerca de 6 ou 7 jogadores cumpridores e uns 22 que tratem o futebol como um trabalho. Mas, como qualquer mercado, tudo se baseia pelo “mais alto”. Se um Tiago Neves Qualquer da Silva ganha 700 mil, quanto que tem que ganhar um jogador bom de série C? É, a culpa é que a qualidade média é baixa mas o salário máximo é muito alto. Supervalorização seria a melhor palavra. A qualidade não está maior que antigamente. Talvez a Argentina e os outros bairros da Espanha na America Latina faliram de vez e assim os melhores de lá vem jogar no Brasil para ganhar 10x mais ou ainda mais do que isso.
Mas, como lógica de qualquer mercado, se tem quem aceite pagar, continuarão a pedir mais e mais. Isso vai exatamente contra o sistema trabalhista atual brasileiro. Estagiários se submetem a trabalhar quase de graça ainda com careta de que está recebendo um favor, e, sênior que rendem provavelmente mais que R$ 200.000,00 anuais, recebem R$ 2.000,00 e agradecem a Deus. Enquanto ninguém reclama, ok. Ou fazem de conta que reclamam mas estão felizes pagando um carro em 864x de juro composto. Mas, ainda ninguém reclama que tem jogador questionável recebendo o valor que o manezinho dos 2 conto faz anualmente, sendo que se colocar no lápis, o jogador não se paga nem fudendo.

Talvez, em um projeto utópico que eu ainda não consegui identificar ou entender, indianos, chineses, árabes entre outros novos ricos, desistam de “financiar” o futebol europeu, onde compram pacotes televisivos, associam-se mesmo a distancia, comprando todo o material que se diz respeito a imagem do clube…trocando tudo isso para os clubes brasileiros. Daí se explica a bizarra aquisição de um jogador de nível amatorial chinês pelo clube dos gambás? Hum…talvez.

A GENTE ERA FELIZ E NÃO SABIA

Aqui estão algumas provas de que o futebol antigamente era bem mais barato e muito mais divertido (para quem acredita em coelhinho da Páscoa, pode trocar a última palavra “divertido” por “legítimo”)
Pra eu que acho a zaga atual do Corinthians apenas razoável, posso me dizer um pessimista pensando no Henrique que ganha uma “estrela” de destaque.
Quem não lembra do Ayupe no Grêmio? Ou do Demétrio no Inter? Naquela época o Inter era mais romancista que o atual. E o Grêmio era mais adepto a “Teoria do Exu”, ou seja, coisa ruim pode fazer coisa boa.
Por fim, lembra do Mário?
Nos próximos post aparecerão mais pérolas.




Como já diriam Claudinho e Buchecha, “Você já foi mais humilde…”, no caso, só o Buchecha agora, no caso, “Vocês já FORAM mais humildes…”.

O VALOR DA INDIFERENÇA

Agora pouco acabou CSKA X Real Madrid. Um jogo frio, porém bom. Algumas coisas são notadas:
1- José Mourinho está louco para sair de Madrid;
2- Todos dizem que o Kaká está abaixo de rendimento talvez por ser escalado em uma posição que não é a dele. E, sinceramente, acho que na Canarinho ele nunca foi escalado “na dele” mesmo;
3- O técnico do time russo, Leonid Slutsky, provou do grande valor de como ficar indiferente a situações adversas. Mesmo com seu time atuando com o terceiro goleiro (que jogou muito bem por sinal, lembrando que o titular é o capitão e custoso arqueiro Igor Akinfeev), o time russo foi postado para jogar uma partida com as peças que tinha, e não para se defender de um “todo poderoso”. No final das contas era o Mourinho mudando na sua equipe para conter a de Slutsky. Mesmo não fazendo um jogo genial, mostrou que pode-se segurar um “todo-poderoso” sem fazer uma retranca ardida. E veja bem, tecnicamente o time russo é muito inferior ao merengue. Pensem que Alan Dzagoev é o craque do time e verão que 1 x 1 é um resultado heróico. Ficou o recado: E daí que é o Real Madrid do Mourinho?!?

Mais um texto sem revisão. Estou aberto a “relhadas” dos redatores de plantão.

Ah! Vocês por acaso notaram que virou uma coqueluche televisiva ter narradores e comentadores que erram os nomes dos jogadores o tempo inteiro? Ninguém é perfeito, mas quando o seu trabalho é “cantar o nome” dos boleiros que estão com a bola, vamos e venhamos que ser o roupeiro de um clube é uma tarefa bem mais árdua e que exige certa organização mental.

PERCAM A CABEÇA ANTES DO FIM QUE ESTÁ PRÓXIMO

16 fev

A VIDA AINDA É FEITA DE NÚMEROS
SONHOS SÃO COISAS DE GENTE RICA OU DE LADRÃO BEM SUCEDIDO

Meio sem moral e cada dia com menos valor de mercado, volto a postar qualquer porra para dizer que estou vivo. Estava ( e ainda estou ) em clima de posts mais longos, mas “ensaios sobre…”( com o perdão da comparação ). Mas estou mais assistindo futebol do que pensando EM COMO escrever sobre futebol. Depois de muito tempo que não sentia gozo com o futebol, ontem tive todos os motivos para ficar com o pau na mão e ter pego no sono, logo, tenho qualquer coisa por escrever.

Na real na real, fiquei menos crédulo a seita do futebol. Posso dizer que o pivô desta relação foram duas coisas, ou três: as transferências do Grêmio, o torcedor brasileiro QUERENDO resultados mas nem se presta a ir no estádio, e a crise européia, que mesmo assim ainda coloca gente no estádio, como se o futebol fosse a religião ou a terapia de muitos, já no Brasil ainda é punhetinha de verão.

O primeiro citado: dizer que a contratação de Kleber “Espancador” e Marcelo “Morango” Moreno foi ato de marketing, para chamar torcedor pro estádio ou o caralho…é uma ideia muito pior que a ZUUUUUUPER inteligência do Odone. Mas pior que isso é contratar o Harry Potter para ser o jockey desses chipanzés. Se eu fosse gremista, já teria organizado um movimento paramilitar para triturar a carne de tal direção e vender pra fazer pastel na frente do Passo D’Areia. Mas, como não sou tricolor… De qualquer forma, depois que o Grêmio eu tive uma deprê por tabela. Eu fiquei com pena dos gremistas. Porque o time do Juventude EU SEI que é muito fraco. A diferença entre as outras equipes nanicas do estado do RS e o esmeraldino é só um “tal peso na camisa” que só dificultam as coisas.

Esse papo do torcedor brasileiro exigindo é meio amplo. Por exemplo: para sair da minha última morada em Milão e chegar no San Siro, eu demorava mais ou menos 45 minutos. Pegava uma linha de metro e quase fazia o fora-a-fora, sai do metro e pegava um bonde, depois do bonde um ônibus que a prefeitura liberava só em dias de jogo. Tudo isso para evitar que os torcedores chegassem a pé pela região do San Siro, facilitando assim a vida de quem mora pelas redondezas pois os barulhentos eram entregues a 40 metros dos portões do estádio. Na saída era disponibilizado uma caralhada de bondes que todos iam até o centro da cidade, que daí dali tu vai pra qualquer outra localidade rindo. A volta era mais rápida que a ida até. E, a pouco falei com meus camaradas de San Siro e eles dizem que tudo está como antes. Mesmo com a tal crise. A regra é a mesma, a média de público em relação a lotação máxima é baixa. Contra 5 ou 6 equipes da tabela, a média subia os 45 mil cabeças. Mas do resto, indo pelos 20 mil e olhe lá.
Tudo bem. Isso não tem no Brasil. Mas o torcedor nem liga para estes “pequenos detalhes”. A prova de aposta a isso é, se a Copa fosse realizada hoje, com a estrutura que tem hoje, o brasileiro nem iria se preocupar se não tem transporte bom e de custo justo, se o estádio tem cadeira, cadeirote ou um consolo para meter o lombo. Acharia legal ter a porra da Copa e fim. Aí que entra minha teoria que o futebol no Brasil não é feito pelos torcedores. Então, pra que se preocupar com eles? Em meio ao Bate-Bola ESPN, flamenguistas twittavam que é mais barato pagar um PPV do que assistir o urubu no estádio. Tá. Mas quem é que paga, ou melhor, qual é a parcela que REALMENTE paga por canal fechado? A maioria ou puxou um gato ou simplesmente não assiste. A maioria não está preocupada em quantos jogos foi no ano. A maioria não está interessada em futebol, talvez nem assista jogos de outras equipes na TV. Está interessada apenas e exclusivamente QUE SUA EQUIPE GANHE E ESTEJA NO TOPO. Por favor! Não que isto não seja importante! Mas se estas clausulas não estão em pauta, o neguinho vira as costas e paciência. O melhor termômetro para ver quando esta situação está em MODE ON é ver quantas mulheres estão falando de futebol. Já demonstrei inúmeras vezes minha ira de misturar mulher com futebol, mas cadum, cadum. Voltando, agora, em uma rede social tu sem o mínimo vê 864 mil corintianas, que ficam encubadas. Como em 1995, que tu via uma cacetada de buceta com camisa cor azul-calcinha, lembram? Ou como não por milagre na época que o Mahicon Librelato não tinha pepeca rodando com o manto colorado. Agora um pouco mais. Mas nem uma parcela destas corintianas. E, para variar, a massacrante maioria nunca pisou no estádio. Melhor, a massacrante maioria de “torcedores” quase nunca pisaram no estádio. Então, por que se preocupar com o torcedor se ele é meramente sazonal? Ou os poucos que sempre vão, sabem que vão em condições precárias mas tuuuuuuuudo bemmmm, estamos no Brasil e isto é normal! O resumo é: fica fácil dar a culpa para o governo ou para a casa do caralho que os estádios não enchem por falta de estrutura, mas, o povo ou o torcedor não faz a sua parte. Fica quase como vender gelo para esquimó. O “empresário” não vê como um bom investimento. E não vai ser ele a bancar a Madre Thereza para dar as coisas por puro amor ao próximo em troca de aplausos e uma placa com o seu nome.

Temos um Sport Club Internacional com sócios pra caralho. É, se duvidar o time da América com mais sócios. Já é um começo. A direção se “estressa um pouco” para manter um time de “algum nível” e tenta ou reza que o time tenha um planejamento de resultado. Ou sempre estar disputando alguma coisa, por mais bizarra Copa Dubai que seja. Daí puxa uma Nike para fazer os uniformes, pensa algumas coisas de trade muito boas e assim as coisas vão indo. Daí um PVC da vida diz que a média de público do Beira-Rio do Gauchão é muito baixa…mas quem é que está afim de assistir Inter X Cruzeirinho???? Por favor!!! Eu sou um louco! Assisto 7, 8 até 10 partidas por semana ou mais. Mas um ser humano normal vai querer assistir alguma coisa de certo nível, certo?
Eu ando me divertindo com a situação atual do Inter. Pois, tem um time mais barato que o Santos, investe menos, e em relação a “torcedores” ou “fiéis” tem se dado muito melhor. O Santos só é um exemplo, pegue todos do Eixo-RJ-SP. Estes do Eixo, com ou sem torcedores o funcionamento é o mesmo. A grana não vem do panaca da turma do amendoim, pois esse nem camisa do clube compra. A contracultura está ocorrendo neste mar de crises externas. Mas no futebol, está ocorrendo logisticamente, ANTES, de baixo para cima.

Questiono muito se futebol da mesmo dinheiro. Ou se vale a pena investir em time pequeno, patrocinar nanicos e assim por diante. Pergunto se em algum momento a Arena do Atlético Paranaense se pagou. Ou se todo o investimento feito no Chelsea gerou mais do que cash-flow, e sim lucro. E do Manchester City, nem comento. Vamos as tabelas, com os créditos da FootballFinance:

Ok, muitos irão pegar os dados dos times ingleses citados anteriormente, ironicamente. Mas lembrem-se, quanto custa para girar um ano cada um dos clubes, oka? Apresentarei mais dados, acalmem-se.
Não ficarei comentando time por time, mas vejam dois casos: times alemães atrolham estádios, torcedores locais. Real Madrid e Barcelona da vida ganham a vida com seus nomes, o que é bem óbvio. Agora comparem os dados do Schalke 04, da GIGANTE cidade de Gelsenkirchen que não passa de 280 mil habitantes, e compare os dados dos dois poderosos da Espanha. O Schalke 04 faz a metade dos números dos times das estrelas sendo sediado em uma cidade do tamanho de Novo Hamburgo, Santa Maria, ou Taubaté, Barueri…menor que Jundiaí e Pelotas…sacaram? Aí é que eu me refiro. O torcedor faz toda a diferença. Ele vai no estádio, paga o dízimo, e possuem todo o melhor e santo sistema ao seu serviço para ir, estar e vir. Os times como o Schalke 04 estão na “fila” ha anos. Jogam as vezes uma competição continental. Ficam com os “restos velhos” dos clubes grandes e fazem verdadeiros milagres com seus elencos. Agora, para aqueles Ptistas babacas que estão dizendo que COMO O PAÍS ESTÁ MELHOR, que a cultura aumentou loucamente, que não existe inflação.
Ok, irão dizer que eles pagam um ingresso caro mais possuem todo o conforto. Quando eu não era sócio do Milan, eu pagava 30 euros por um ingresso em um lugar razoável para assistir a partida. Com 30 euros tu fazes muita, mas muita coisa a mais do que 30 reais. Convertemos. 30 multiplicado por 2,6 = 78. Com 30 euros eu ia com amigos em um restaurante metido, bebia vinho e sobremesa, e dava 30 por cabeça, ou menos. Com 78 reais tu fazes mais ou menos a mesma coisa no Brasil, certo? Pra eles 30 euros um ingresso é considerado caro. Pra nós 30 reais para assistir um jogo é considerado um roubo. Sacaram a relação? Então, daí não entendo o porque raios uma BMG da vida se mete a patrocinar times que colocam 3 mil espectadores no estádio em um dia de sol e céu azul. Observem o exemplo da BMG e todos os clubes que ela patrocinou o ano passado. Estes ganharam alguma coisa? Sim, as pessoas ficaram perguntando o que é esse BMG com uma “imagem”(logomarca) que deixa a camisa do clube feia, até porque é uma logo feia pra caralho.

Logo, o brasileiro não foi educado para ser um torcedor fiel. Isso não é bom nem ruim, apenas é. É tudo muito sazonal. Cheguei a ouvir que “o brasileiro deixou de ir ao estádio devido aos últimos resultados nas Copas da Seleção Canária”. Ah! Vai tomar no cu com essa lógica! Esses velhos que viram o Garrincha jogando ao vivo bem com uns aforismos “sabor Nelson Rodrigues” sem a mínima coerência.

De qualquer forma, agora os craques ficam no Brasil ganhando salários europeus, temos qualidade em campo. Mas os torcedores não mudaram seus hábitos. Continuam sem ir ao estádio. Talvez porque o país não esteja tão bem, não é mesmo???

Mas, vamos para mais dados. Os gastos com agentes, procuradores, cartolas (ou seja lá como se chamem) na Premier League Inglesa. Avaliem quem está em primeiro. O Chelsea já foi o primeiro, mas ficou sem ganhar a “Coppe delle Coppe” e “desistiu” um pouco da brincadeira. O City já caiu precocemente na UCL, já pensou se perde mais este ano o Caneco Inglês?!?

Traduzido direto da FootballFinance:
“O Manchester City gastou mais do que qualquer outra equipe inglesa na atual temporada, ano em que pagaram mais de 11 milhões de euros com estes serviços de intermediação de transferências de jogadores. Também foram eles os principais movimentadores de dinheiro nos últimos anos. Mario Balotelli (ex-Inter), David Silva (ex-Valência), Edin Dzeko (ex-Wolfsburgo) e Kolarov (ex-Lazio), só para citar os principais, agitaram o mercado aos baldes dos fundos (ilimitados?) que o sheik Mansour proporciona.
E na capital mora o segundo maior gastador no que se diz a despesas com a intermediação de transferências. Chelsea, Arsenal? Não. As entradas de Rafael van der Vaart (ex-Real Madrid), Giovani dos Santos (ex-Galatasaray) e Steven Pienaar (ex-Everton) na equipa de Harry Redknapp terão feito certamente subir os custos dos spurs com esta rubrica, que no total ascenderam a nove milhões de euros – contra os 5,61 milhões e 7,74 milhões de euros de Arsenal e Chelsea, respectivamente.
Liverpool e Newcastle também figuram no top-5 neste ranking: os dois clubes que estiveram envolvidos nas transferências milionárias de Torres (Liverpool para o Chelsea) e Andy Carrol (Newcastle para Liverpool), ambas no valor de 40 milhões de euros.
A título de comparação, o FC Porto surgiria nesta tabela na 9ª posição, tendo pago aos empresários 4,55 milhões de euros com as compras dos passes de Danilo e Alex Sandro (ex-Santos), Mangala ex-(Standard de Liégé) e Kléber (ex-Atlético de Mineiro e Onsoccer Internacional) -os azuis-e-brancos foram os únicos dos três grandes que apresentaram estes dados no último relatório e contas.”

Oremos e reflitamos.

Outra coisa interessante, que ontem vendo o Henry atuando “pela última vez” contra o Milan, dei me por conta de ir em busca. Os salários dele e do David Beckham todo mundo mais ou menos sacava. E do resto? Qual seria a porra do soldo dos boleiros do país que mais refuta o esporte bretão?

Pois é, ainda vale a pena fazer peneirão no Brasil. A estrutura deles de universidades fornecerem como na NBA e NFL não é a melhor saída. O estranho é que estes mangolões encrespam direto os jogos nas Copas. Mas talvez por serem filhos da escola ucraniana de futebol, aquela que antes de mais nada tu tem que seguir a formação tática na risca, ser extremamente aplicado na estratégia. Bem, é nessa que eles morrem. Jogar como o velho Once Caldas de colocar dez defenendo e fazer contra-ataques kamikazes, funciona até certo ponto. O “fator humano”, ou livre arbítrio em meio a uma jogada não é a melhor qualidade dos yankes.

Torrei o saco de escrever.
Ah! Não revisei o texto.

Bom carnaval a todos.

VAI DAR MERDA. E VAI DOER PARA LIMPAR.

1 fev

Não sei porque cargas d’água nosso jocoso país vive uma estranha alegria financeira. Sabe-se lá se são os seguidores do messias Lula que cantam a todos cantos que compraram mais uma TV de LED de 857 polegadas, ou que deram entrada para mais um carro em 12 mil vezes, ou pior, que estão em uma faculdade que juntou professores de primeiro grau, mais curiosos e desempregados com terceiro grau completo e formaram uma instituição de ensino liberada pelo MEC. Mas, de qualquer sorte, o povo está feliz. O povo aprendeu que mesmo feio e todo filho da puta, tem o direito de ser feliz. A todo flanco isso seria interessante. O positivismo sempre é uma energia louvável. Entretanto quando o positivismo vira um mantra ao “imbecilismo”, no caso, “Tudo dará certo! Crise lá fora é marolinha aqui dentro!” Talvez seja puro iluminismo de minha parte, mas isso vai dar merda. Certo que vai.

Essa coqueluche de alegria financeira começou a me assustar já faz algum tempo. Ou melhor, foi um pequeno sinal. Um assovio de que esta ou aquela felicidade eram bem falsas ou mal interpretadas. Fiquei a par dos números das Casas Bahia nos últimos anos e notei que o rombo de inadimplentes faria qualquer mega-estruturada-rede-de-lojas-do-cacete pedir a bancarrota em dois palitos. Bem, eles fecharam muitas lojas, diminuíram consideravelmente as inserções de seus comerciais loucamente irritantes e diminuíram seu leque de produtos. Talvez pensem que tirar como exemplo uma rede de lojas nacional seja pura pretensão de minha parte. Mas está longe disso. As Casas Bahia só é um marco para o que se diz respeito de POVO brasileiro. As coisas para o grande magazine ficariam evidenciadas como problemáticas depois de anos como uma suposta parceria com o São Caetano, com o patrocínio laranja da Cônsul, deu-se o lugar para “Universo Tintas”. Nem cash-flow tem mais para lavar. Mas ok.

Tento em vista que, especialmente o governo Lula doutrinou as pessoas a uma louca ideia de “Sim! Vocês podem comprar! Comprem! Comprem!”, sendo que a inflação e a indexação estavam e ainda estão comendo os calcanhares e para o povo não ficar no alarde, ocorreu-se um aumento no salário mínimo, ninguém sentiu realmente o problema. Tem louco que acha que o que fez o povo julgar-se em poder e posição para comprar mais foi o tal Bolsa-Família. Nada a ver. Quem recebe o tal benefício ainda não entrou na noia de trocar de celular a cada mês.

Fui ironizado por alguns quando criei a alcunha “Império Ptista”. Mas é o que está formado. Ainda não sei dizer se isto será bom ou ruim para a população, sei dizer que para aqueles do tal império está sendo ótimo. O ponto negativo é que o povo ficou feliz com o Pré-Sal e achou que os dividendos apareceriam como mágica em suas carteiras. Nada a ver. Lula entra em acordo com o maior laranja da história econômica, Eike Batista, e coloca sua fantasia de Vladimir Putin. O Império Ptista tem dinheiro a jorrar. E fará o possível e o impossível para o povo sempre estar feliz, por mais que endividado, para assim colocar “monarquicamente” mais um Putin no poder.

Esta alegria desenfreada fez o cidadão brasileiro ficar um pouco parecido com o americano. Consumir. A diferença é que o povo americano quando se vê fodido, encurta as rédeas e se segura. Já aqui a alegria só passa depois da ressaca.
A tal alegria desenfreada tomou estrutura massiva com certas ideias de um certo presidente do Santos. Fez uma tramóia muito bem pensada para angariar fundos de patrocinadores para bancarem Neymar. Isto já vinha acontecendo em vários clubes. Os salários acima de R$ 500.000,00 já eram corriqueiros. Entre aspas com o calor econômico no país, teoricamente (por mais que absurdo) seria cabível salários e investimentos monstruosos no futebol nacional. Mas na prática, o torcedor continua com suas manias. Que não são erradas, são puramente uma questão de prioridade.

A alegria que montou-se no país atualmente é similar a uma pós-guerra dos EUA, em especial nos anos 50. Os americanos eram o único povo não triturado economicamente. Emprestaram recursos e fundos. Esbanjavam gastando metais e petróleos em possantes de 10 cilindros. O culto do “vamos gastar, para variar” começou aí. Agora, a tal crise está fazendo um continente inteiro afundar e outros no embalo. Uns querem dar culpa pra China, outro por gastos do Berlusconi com prostitutas, mas enfim, o Brasil está melhor também porque os outros estão na pior. É como rir no velório alheio. Ou, se tu descobrisse que o cara que tava comendo a tua mulher está com câncer de próstata. Tu é corno e fodido, mas o Ricardão está mais perto da valeta que você. Mas, se quem compra de nós está fodido, que alegria é essa?

Na minha última estada no velho continente, notei que as pessoas simplesmente PARARAM de comprar sem precisar. Entretanto, continuam pagando suas mensalidades de seus clubes do coração, comprando camisetas e acessórios, e é claro, gastando em apostas no desporto. Realmente eu não acho a melhor ideia. Se eu estou curto de grana, as primeiras coisas que corto na minha lista de passivos são restaurantes e futebol. Mas, cada um com sua opinião.

O caso é que os clubes europeus literalmente mudaram seus sistemas. Quer dizer, isso já faz algum tempo. Jogam em dias quebrados ou em horários estranhos para os sócios asiáticos poderem assistir sem quebrar suas rotinas. O torcedor local acaba pagando o pau. Talvez por eles terem a mentalidade que o soldo de seus craques vem de fora da Europa. Então vamos em um jogo em plena segunda-feira e foda-se, pois só assim o circo acontece.

Agora, como todo mundo está FELIZ no Brasil, os salários dos jogadores daqui são parecidos ou quase aos dos clubes europeus. Assim os peladeiros querem ficar por aqui. Aprender uma nova língua é um saco. O frio é chato. As putas daqui são melhores que as de lá. Aqui tem feijão. E por aí vai. Mas quem é que paga???
Talvez podemos usar o magistral Internacional com seus mais de 100 mil sócios, que, obviamente foram angariados não só com nomes mas com títulos. Ou melhor, sempre mantendo-se constante na busca do caneco. Outra facilidade é de ser sediado em um estado onde só tem um concorrente. O ananá de Antônio Prado, Santa Maria, Pelotas, Campestre da Serra irá ser sócio de um clube grande e que ganha, e não de um E.C. Juventude, certo? Mas mesmo assim, só o dinheiro dos sócios não paga o pato. O clube não consegue vender sua imagem pra fora do território nacional. A fatia de mercado dos países do falso terceiro mundo que pagam por futebol já foi para os europeus. Daí o Corinthians contrata um chinês tentando chamar a atenção dos outros bilhões de olhos puxados para em alguma hora ter a relação “Ah! Vamos torcer para este tal time pois tem um chinês!” Nisso temos duas grandes variantes. A primeira é que torcer ou ter a preferência não significa pagar pra isso. E a outra é que se o Corinthias desejasse com seriedade resultados sólidos, gastaria as tripas contratando um jogador popular do país. Algum selecionável no mínimo.

Um Flamengo ficou devendo mais de 3 milhões para o Assis Junior mas mesmo assim pagou duas ou três vezes este valor para ter o atacante do amor. Isso é coerente? É aquela lógica espanhola de pagar uma dívida fazendo outra? Qual é a relação de capital de giro que se consegue fazer contratando estrelas ou asteróides a preço e paga de ouro, sabendo que o país não está consumindo mais futebol que antigamente? Qual é a lógica de tudo isto? Caros filisteus, isso vai dar merda.

Questiono muito se o futebol rende dinheiro mesmo. Alguns são mais sábios, e fazem giros e traquitanas só para lucrar e não para ganhar caneco. Vivo falando que o Tio Silvio Berlusconi é o rei disso. E sim, ele faz muito bem. Ele não coloca capital em seu clube, ele faz girar, pega restos, revende, ganha uma coisa ali outra aqui e fim. Claro que existem outros que fazem similar ou até melhor, mas ele é um exemplo notável. Por mais ilegal que seja.

Entrei em uma discussão esses dias com um que usou como exemplo o Abramovic. Que ele comprou o Chelsea por volta de 150 milhões de libras, e que hoje o Chelsea vale 10 vezes ou mais que o valor inicialmente pago. Tenho quase certeza que sim. Mas isso é aquele pensamentozinho curto de quem nunca trabalhou com depreciação, amortização, ativos e passivos circulantes. É mais ou menos como tu ter um grande pedaço de terra parado. Daí tu investe uma alma para aquilo começar a render. Como tu tens um grande pedaço de terra, todos pensam que tu estás bem. Mas no fim, se a coisa apertar, e tu desejares se desfazer desta terra para fazer uma grana, quem é que vai ter cash para pagar todo teu investimento e mais a terra??? É por isso que eu digo que o investimento do Abramovic não se paga. Ele nem está interessado nisso sinceramente. O dinheiro dele vem de outros lugares. Ele é só um Eike Batista russo, mas que matou uns 30 e que decidiu comprar o Botafogo (clube do Eike, se não me engano).
Outro exemplo é um imbecil que comprou o Málaga querendo transformar em um mega clube. Como? Como ele irá conseguir mais torcedores na região? E mesmo se conseguir, irá conseguir torcedores no mundo? Por acaso a lógica que está sendo aplicada e eu ainda não entendi é “vamos fazer as pessoas que não gostam de futebol começarem a gostar e torcer para nossos “novos times”??? É isso???

Eu não estou nem ligando se um jogador de futebol ganha zilhões por mês. Se ele se paga, ok. Ele ganha tanta grana porque provavelmente ele faz movimentar muita grana. Veja o caso David Beckham. Ele não ganhou uma patavina pelo Real Madrid, mas fez movimentar grana. Muita grana. Agora, o Kléber Gladiador e o Thiago Neves vão movimentar muita grana por acaso??? Façam 700 mil multiplicado pelo tempo de contrato do vivente, depois diminuam pelo lucro bruto do clube nesta temporada de “ativo em campo”, que resultado dá? Vai dar merda, ah se vai!

EM 1986, JESUS CRISTO CONHECE A COCAÍNA

23 jan

Quero lembrar a todos que este post era para ser uma pseudo-continuação do anterior. Porém, por problemas de direitos de uso de nomes e palavras, ele ainda está nas mãos de advogados. Prometo em breve continuar a saga da família Izecson.

Para eu encontrar a lógica para organizar os aforismos que ocorrem pela minha cuca ociosa será árdua tarefa. De qualquer sorte tentarei.

O “moral e ética” do SEMCANEIRA mora com sua frase de início. Sempre tento mostrar a idolatria as avessas, as linhas do contra que fazem a história ser mais “pró”. Dentro deste reino de vilões, compreendidos ou não, moram os argentinos. E vários deles. Copiosamente ou não, não admiro nenhum deles. E indo mais além ainda, os boleiros hermanos que eu admito são os good boys, coisa que 80% das vezes repudio. Não diria good boys ao extremo, mas sim os eternos trabalhadores: Cambiasso, Zanetti, Aimar da fornada que está para se aposentar, Redondo e Batistuta dos que já abriram conta no boteco. Claro que existem outros, mas bastamos por outros pormenores.

Minha linha de raciocínio deu-se início quando Galliani mostrou interesse pela aberração das quatro linhas, Carlitos Tevez. Aberração estética, não futebolística, por favor.
Fiquei revoltado com a escolha. Sabe-se lá porque exatamente. E nisso começaram a desenrolar uma série de pequenos acontecimentos que explicam essas pulgas detrás de minhas orelhas.

Como já informei, a lógica será complicada.
Para os que não sabem, discuto futebol com menos de cinco seres vivos. Com todos os outros assumo personalidades “default”, no qual apenas defendo o AC Milan e torço que a dupla GreNal desapareça do planeta. Destas talvez cinco pessoas, duas eu já citei por estas bandas. “O Oráculo”, que fatalmente tenho maior contato virtual, e seu primo, “O Boleiro”. Agora terei a honra de citar o primo destes dois, “O Cartola”. Se for definir de uma forma mais freudiana, seria descaradamente o ID, o EGO e o SUPEREGO, não nesta devida ordem.
Voltando, depois de largo tempo, reatei os contatos com o bendito “Cartola”. Nesta série de encontros ele mais cartola do que nunca, mostra-se extremamente descontente com o cenário do futebol brasileiro. Onde Neymar é o novo messias e Tite sagra-se como pastor mor. Entre vários devaneios do “Cartola”, ele mostra uma nova faceta, a de amante incondicional pela Argentina. Não sei se pela Argentina inteira, mas pelo futebol Argentino e o que ele cria. No papo ele ficou comparando jogadores brasileiros e argentinos. Ele tem suas razões em dizer que o argentino já nasce “classudo”, ou imponente, ou com um charme a mais em respeito ao esporte. Mas é bem infeliz nas comparações, pois sofrem de um mal temporal: “Enquanto nosso país dá a luz um tal de Ganso, eles mostram Riquelmes, D’Alessandros…”. Não precisa comparar o futebol dos citados, é só um exemplo de gerações diferentes.
Eu jurava que o último meia a moda antiga que os plantenses haviam criado era Belluschi, da fábrica de craques, River Plate. Não, não, ele me enganou direitinho e se escondeu. O último foi D’Alessandro mesmo. Esses meias que ganham um jogo sozinho fazendo apenas duas jogadas em todos 90 e poucos minutos. As vezes nem é diretamente um meia, mas quem detém mais a bola. O Verón carregou no colo o Estudiantes até aguentar. O Riquelme ainda carrega o Boca, que por sinal é um timeco de dar nojo.

Bem, voltando as questões de minha ira contra os contraventores argentinos. A primeira coisa que veio-me a cabeça com o Tevez no Milan foi: argentinos moram no Giuseppe Meaza e não no San Siro. E de fato, o único argentino que lembro-me no Milan foi o Redondo, e que o MELHOR VOLANTE DA HISTÓRIA mal pôde jogar devido a diversas lesões. Então nem conto. Mas não é só isso. Tem que ter mais raiva escondida.

Fiquei pensando na atual idolatria por Lionel Messi. Que me irrita por N coisas, em principal 3: por ele atuar pelo Barcelona; por ele ostentar a fama de Nova Madre Thereza; e por ele ser considerado o melhor do Mundo e por alguns da própria história. O que me deixa mais calmo é que ele não consegue fazer os mesmos ditos “milagres da Catalunha” pelos mantos de sua malha nacional. Com a alviceleste é um ótimo jogador, mas parou por aí. E se ele fosse nigeriano eu nutritia o mesmo sentimento. Não é pelo fato de ele ser argentino, vos asseguro.
Replicando mais minhas justificativas, gostaria de lembrar que ele não faz dribles magníficos ou punhetas de Youtube, ele “apenas” é um cara que é quase impossível de tirar a bola a não ser descendo o pau. Não posso comparar ele com Riquelme, D’Alessandro, Maradona…mas talvez, eu disse TALVEZ, com Pelé. Ele é o melhor jogador em um novo futebol. O futebol cooperativo, ou releitura da Laranja Mecânica. Não joga sozinho, joga como uma pessoa muito inteligente, não como um egóico craque. O Pelé podemos dizer que nunca jogou sozinho. Por acaso o Santos da época dele ou as seleções quando ele atuou não eram equipes de altíssimo nível? Bem, joguem pedras a vontade.

Eu avisei, seria desorganizado. Pura verborragia.

Santo Cristo Nosso Senhor! Será que tem como comparar belezas? Será que tem como comparar competências? Do mesmo tempo ou época sim, mas de épocas distintas JAMAIS! Se eu aplicar a lógica destas comparações ridículas, posso dizer que se Hitler fosse Nero, Calígula ou qualquer outro do Império Romano, hoje, todo santo filisteu europeu seria loirinho de olhos claros, porco cane!
Em meus tempos de faculdade foquei muito de minha monografia no estudo da estética, de dizer o que é belo e feio, das comparações. A primeira coisa que aprendi é que SIM, BELEZA ASSIM COMO OUTRAS COISAS SE DISCUTEM. Destas outras coisas tu podes adicionar futebol, religião e qual fuzil de preferência. Porém, só se discute AK-47 com M-16 e não com um mosquete da era napoleônica, OK?!?! A coisa não é na eficácia, e sim em “como o mundo era mundo no X tempo”. Talvez a única coisa imutável na sociedade por longo de toda a civilização é o orgasmo, que não é uma faculdade social, mas sim meramente instintivo.
Vejamos, em 1962 jogadores de futebol eram ícones de dinheiro ou de profissão divisora de mares financeiros como é agora? A cultura do “paga-se muito para um cara que corre atrás de uma bola”, na minha opinião, foi o que iniciou a mudança do futebol. Tudo bem que na Europa a realidade era outra, mas a entrada dos latinos em maior escala no velho continentes que iniciou o “novo jogo”. Este novo jogo podemos dizer que começou nos princípios dos anos 80. E este novo jogo começou o seu fim em 2010 (mais ou menos). Ironicamente quando a Europa teve seu ápice, apogeu e queda econômica. Ironicamente ou obviamente.
Por mais que me digam que foi a “Família Scolari” que ganhou a Copa de 2002, eu discordo piamente alegando que foi uma relação de encaixes. Felipão retirou a força o orgulho infantil de Rivaldo e Ronaldo, assim, os dois poderiam jogar juntos. Outro fator é apenas “um ato” que durou pouco mais de 70 minutos, Assis Junior que fez a sua única participação válida pela Seleção do Teixeira contra os ingleses. E por fim dois laterais que atacavam tanto que sufocavam e sobrecarregavam os flancos adversários que normalmente funcionavam em sistema europeu. Se tinha conjunto de jogadores de nível? Claro! Anderson Polga e Edmílson eram pura classe! Praticamente um Gamarra! Hou, hou, hou!
E alguns italianos porretes irão contestar com sua seleção de peões em 2006, que era puro espírito de equipe. Negócio é o seguinte, o time baseava-se em pitbulls defensivos e Andrea Pirlo. Pirlo que fazia as coisas acontecerem. Óbvio que daí até um cara que faz jus ao sobrenome, Fábio Grosso, me acha um gol, um Luca Toni demora uma vida pra balançar o barbante, etc etc etc, os vários acasos do futebol italiano.
Daí uma organizada Espanha que nunca conseguiu vencer pelo individual, abre seu armário de títulos mundiais pela primeira vez com um monte de caras que supostamente sabem o que estão fazendo, mas com a certeza de onde estará cada companheiro, o que farão e como farão. O futebol cooperativo novamente vem a moda. E voltando ao Messi, ele joga em um lindo e quase perfeito conjunto e é derivado como o melhor dessa patotinha. Iai, querem comparar Messi a CriCri RoRo? Comparem o CriCri RoRo a um Ibrahimovic, Drogba, seres que são similares até de caráter. Clássicos cuzões. Mas os poucos que fazem o que bem entendem sem terem seus contratos rescindidos.

Ha menos de duas horas vi um documentário feito por Emir Kusturica. Um diretor renomado natural de Sarajevo, conhecido pelo seu estilo “alternativo” a grosso modo. O documentário se intitula “Maradona by Emir Kusturica”. Eu demorei quase todo o documentário para entender o clima da coisa. Em resumo o tal diretor admira o Armando pelo fato do porteño ser amante de revolucionários, como Che, Fidel e nutrir amizade com babacas como Evo Morales e Hugo Chávez. Daí o tal diretor que pra ter sobrevivido a Sarajevo de sua adolescência só poderia ser de família de altos dotes, e, como um sobrevivente daquelas bandas, é totalmente contra ao sistema militar de direita. Que sinceramente o de direita e o de esquerda, na pratica, não muda porra nenhuma.
Neste enfadonho documentário, aparece a igreja maradonistica, a família dele, ele falando da cocaína como uma suposta terceira pessoa, de que graças a ele o Napoli ganhou o que ganhou MAS só quando o Corrado Ferlaino pagava-o(assunto que abrirei nova linha), de que a Copa de 86 foi a vitória do povo contra o imperialismo, de que o Bush é um assassino, de que na seleção de 94 os únicos que não usavam sequer uma aspirina era ele e o Cannigia (salva de palmas), que o Michel Platini é um crápula lobbysta, de que o João Havelange é o maior mafioso entre os mafiosos…peraí Brutus! Ta querendo me dizer com esse papinho de hypado paulistano que a culpa do tráfico não é o usuário e sim do traficante? Que quem cria o vicio não é a droga, mas sim o traficante?!?!? De todas as merdas que eu já ouvi do Maradona, essa foi a pior. Poderia aliar-me a ele pois nutrimos o ódio pela mesma cabeça, mas não. Eu não me junto com sujeira.

Para quem não sabe o Maradona foi contratado do Boca pelo Barcelona pela mesmas pessoas que o levaram ao Napoli. Os intermediadores e pagadores da aposta foram sempre os mesmos. A diferença entre estes e uma FIFA e uma CBF ou uma AFA da vida, é que estes ditos intermediadores não são nenhuma federação, confederação ou órgão de última instancia. São apenas napolitanos que vieram na era de Sandokan e Paolo Di Lauro. Sejamos mais detalhistas perante a história do crime e da economia. A costa de Barcelona e algumas outras partes dela é propriedade de napolitanos desde o início dos anos 70. Inicialmente eles só faziam a droga correr na badalada cidade. Depois começaram a fazer tudo que um bom italiano sabe fazer, transformar dinheiro sujo em investimento limpo para assim ter lucro final limpo. Depois dos anos 90 estes napolitanos que eram de uma organização mais “do contra” a “Camorra geral”, por terem feito seu dinheiro quase que somente em território espanhol, começaram a ser chamados pelos italianos de “spagnoli”, que nada mais é que “espanhóis”.
Maradona conheceu a bendita cocaína quando chegou em Barcelona. Fez ótimos jogos, lesionou-se N vezes, e por fim arranjou uma pancadaria coletiva em um jogo que resultou uma multa grossa a ele. Conjunto com outras coisas o presidente do Barcelona considerou o Sr. Armando como “dispensável”. Nisso Maradona ficou diminuta sem equipe. Apareceu um interesse pela Juventus, que seu presidente, Angnelli, tinha uma queda pelos mesmos aromas de Diego. Entretanto o “presidente em campo” da vecchia signora, Michel Platini, barrou a contratação do castelhano em alto e bom som. A outra opção seria o Napoli, a equipe dos “intermediadores”. Mas o Napoli, por mais que muito conhecido, era uma equipe nanica do futebol italiano. No sul do país quem reinava era a Roma e fim de papo. Tinha um presidente devoto ao clube, e suscetível as maracutaias da máfia, mas era um trambiqueiro que nunca foi realmente aceito em nenhuma das “famílias”. Ok, deram a chance para o clube pequeno ter tempo de pagar o preço pela jóia nutrida a trafico. O presidente trambiqueiro, Corrado Ferlaino (taí a linha que iria abrir), para fazer jus a sua obra, depositou cheques sem fundo e inscrição na federação em branco, simplesmente para ganhar o tal tempo para pagar por Maradona. Daí nesse meio tempo ele catou uma forma de arranjar a grana, e quando vieram reclamar dos cheques e da inscrição inválida, lá estava ele com a grana em mãos e um tapinha nas costas de todos. Tudo certo, Maradona vai pro Napoli da forma que a moral dele merece. Campeonatos aconteceram, uns ganhos outros não. De importância dois Scudettos e uma Copa da Uefa mais exatamente. Mas daí, o Sr. Diego Armando Maradona já tinha gasto todas as suas fichas ou queimando todo seu filme. Devia um caminhão de dinheiro para o fisco italiano, devia para a máfia, devia, devia, devia ter costurado as narinas, isso sim! Em um jogo contra o Bari ele é sorteado para o exame de dopping. E esse foi o último jogo “válido” da parte vitoriosa da carreira de Maradona. Ele caiu no exame, o bafão foi geral. Ele acusou o presidente do clube por falta de apoio. O presidente fez sua replica dizendo que se não fosse por ele (o presidente) e seus trabalhos para trocar frascos com urina de jogadores “limpos” e compras de pessoas, o Diego teria caído no primeiro ano de clube. Ou seja, em índole o Maradona foi um Adriano Imperador que jogava mais e ganhou coisas polpudas. O Adriano continua uma criança que descobriu o lança perfume, ainda. O Maradona já é um macaco velho que cheira(va) e colocava uma goma de mascar na boca pra não dar tanto chavão.
Enfim, o fim não foi exatamente este. Ou suponhamos que o Diego não tenho sido tão inocente assim, até porque ele antes de boleiro e cheirador, ele é um argentino. A vida dele seguiu por outros clubes onde ele fez pouco, nada fez, ou foi parábola do marketing platense pelo Boca Juniors. Daí esse cara que foi clamado em uma série de cargos nos quais nunca cumpriu, e devido somente a uma promessa, transformou-se no treinador da seleção alviceleste. Bem, vendo deste plano, talvez seja a única parte da história que tem um viés de coesão. Um jockey de nacional nada mais é que um estimulador, um bota pilha. Peguem como exemplo o Zico, que é muito mais professor do que técnico, e em muitos anos mal conseguiu ensinar japoneses a cruzar uma bola no primeiro pau. Ou o sábio Vicente Del Bosque, que não criou uma formação, um sistema de jogo para Espanha, mas sim apenas usou de sua experiência em dizer as palavras certas para caras que já sabiam como fazer, e que talvez só faltasse o psicológico preparado. Psicológico preparado por Diego Armando Maradona? Chega parecer uma pegadinha, mas ele provou o que é mesmo, um craque rockstar e só. Aí que eu coloco o nanico travesso em comparação com Garrincha e não com Pelé. Se colocassem o Garrincha para treinar qualquer mega time, tu achas que ele acrescentaria o que? Que raios de elementos estratégicos táticos teria o Seu Mané dos Bares a dizer?

Novamente me sinto perdido em meu próprio texto.

Maradona não pensa antes de agir. Nunca pensou. Ele age naturalmente. Não treinou mil horas para acertar uma falta como um Zico da vida. Ou não pensa no lance completo antes de acontecer como um Zidane que suou sua camisa uma vez só na vida, mirando uma cabeçada em um certo Marco. Aí, neste instante, Zidane foi Maradona. Foi paixão, foi emoção, foi o milagreiro e não o profeta, foi a cocaína e não o chá de cidreira. Um líder tem diversas funções, diversos momentos, e inúmeras utilidades. Inclusive as negativas. Aí é que entra a equação que faz a Argentina uma terra de tangos e tragédias. E também de clemência. Clemência para se ter um líder. Um novo líder. O próximo líder.

Se tu pegares a história da Argentina, é basicamente marcada por lideres. De Che Guevara a Carlos Menem. De Perón a Carlos Gardel. Não acredito que tenha um povo no mundo que careça tanto de um messias, capitão, profeta, etc, etc, etc, que os argentinos. Um ser que tenha aquele magnetismo e fibra que os simples mortais não possuem. Que pode ser o contraventor máximo, mas que leve a massa da glória a catástrofe em quatro ou cinco palavras. Creio que me fiz entender. E tu podes notar quando conversas com um castelhano como ele mistura com facilidade e sem ser premeditado os sentimentos de conquista e dor, de amor e sofrimento. É a natureza da tal raça. E, depois que eu pude viver por pouco tempo em Napoli e sentir na carne o que é aquele lugar, entendi perfeitamente o casamento. Aquele povo é argentino. Está sufocado até o pescoço de merda, e mesmo assim fala com orgulho CHE NOI SIAMO NAPOLETANI! E talvez seja por isso que eu não queira conhecer o Rio de Janeiro, por ser esta onda ou uma ponte de misturas entre Buenos Aires e Napoli. Um lugar arrebatado de belezas naturais, atolado na merda corruptiva (neologismo), com um povinho prepotente e vagabundo que se dizem patronos do lugar mais fantástico do mundo. Bem, que se fodam seus cariocas, napolitanos, porteños e seja quem for. Antes de mais nada, o que fizeram os seus lugares se tornarem bostas do melodrama foi a própria conivência dos “locais”. Desde os princípios e para todo sempre, culpados.

Maaaasssssssssss voltando, já faz um longo tempo que a Argentina carece de um líder, certo? E todas esperanças foram depositadas em punhado de carne que não deve chegar aos 60 quilos. Lionel Messi ganha o título mas não a coroa.
Não que ele não seja merecedor, mas ele não faz o teatro para merecer. Como um bom argentino, tomou no cu com a própria raça. Quando era pequeno e buscou tratamento em seu solo, todos os clubes o negaram. Daí uma tropa de espanhóis decidiu bancar o tal tratamento apostando tudo no guri. O fedelho cresce e aparece. A federação espanhola convida-o para ser um selecionável da nação a qual lhe deu de comer. E ele, como um bom argentino, diz não. Ama sua terra, sua gente. Quer fazer o povo mais uma vez vencer o “imperialismo”. Mas ele não é um líder. Não foi treinado sob a tutela da palavra “adversidade”. Foi projetado para funcionar em grupo, e muito bem obrigado. A conversa volta ao papo dos clássicos meias, no qual a fábrica anda parada. Maradona, o líder, a voz do povo, projeta um novo 10. Ou “o novo e real 10”. Mete o frangalhado Lionel na frente do grande círculo para municiar e criar tudo. Só não obriga-o a dar discursos dramáticos para toda população tomadora da péssima Quilmes. Mas não. Mas não, mais uma vez.

O ser humano tem a estranha mania de: em um time consagrado campeão, se uma das peças do elenco saí, logicamente uma nova deve ser posta no lugar. E esta nova tem que cumprir quase que exatamente as mesmas funções e qualidades da antiga. Quanto time nessa vida ficou manco de um jogador e demorou para se dar conta que quem deve mandar é o sistema, e não um jogador ser o sistema. Por mais que já velho, Alex Ferguson joga quase que da mesma forma ha muitos anos. Assim como Arsènè Wenger.
Penso pequeno. Penso no time do Grêmio quando tinha o Carlos Eduardo. Daí o ligeirinho saiu e foi um parto para “achar quem cumprisse a função”. Ou quando o Taison saiu do Inter. Outra novela. Ou quando Tinga e Jorge Vagner deixaram o colorado após beberem no caneco das Américas…uma das minhas teorias é que o Abel só se deu conta do que REALMENTE ele tinha a disposição no jogo contra o Barcelona. Daí ele pensou: “Vou ser este Internacional, e não fazer este ser o de seis meses atrás.” Os pernas de pau fizeram o seu melhor e deu no que deu.
Posso pensar grande e projetar o histórico de todos “peças chave” do meio de campo juventino. Quando saiu Zidane, veio Nedved. Foi um parto para descobrirem para que o Nedved servia, e não era para ser um substituto de Zidane, mas sim e somente um Nedved. Daí o Nedved se aposenta e tentam colocar Diego Ribas em seu lugar…entenderam o tamanho do furo da bala?

Mas não. Mas não de novo. Messi não funcionou como o esperado. Esperado?
Aí é que eu falo em “adversidades” ser uma ótima escola, por mais que dura e triste. Pegue um Rivaldo da vida, e estude todas as posições que ele já atuou ou foi incumbido a atuar. Ele fracassou em alguma?
O Messi da era Rijkaard e início da era Guardiola era uma coisa. O atual é outra. Ele entrou em comum acordo com o seu treinador para jogar “mais na frente”. O time inteiro entende. Pois este time joga por todos e com todos todo o tempo. Tudo certo! Para a carreira pessoal de Lionel Messi sim. Para a Argentina não. Ficará sabe-se lá mais quantos anos em busca de “o novo 10”, ou entupam o Riquelme de efedrina e preparem-no para a Copa de 2014. Ou o D’Alessandro. Ha-ha-ha.
Se o Mano Menezes acorda alguns dias de bom humor é graças em saber que tem uma seleção que está mais sem respostas que a dele. E mora aqui do lado.

Ah sim! Messi e Guardiola entraram em acordo de qual posição ele iria atuar. Isso rendeu um banco para o sempre citado Zlatan Ibrahimovic, que é em gênero, numero e grau um anti-herói. Ele faz tudo certo, excelente jogador, de origem humilde, subiu na vida quase sem a ajuda de ninguém, e agora manda todo mundo se foder porque ele não é o Pelé. Ele é um ser humano pensante, que vive de rancores e raivas. E por isso não é hipócrita o suficiente de pensar NO GRUPO, NAS PESSOAS ou NA SOCIEDADE. Ele está pouco se lixando se o Barcelona fosse campeão de via láctea com ele no banco. Ele quer estar jogando. Quer fazer o dele. Ter seu papel. Mostrar o porque é diferente. Pau no seu cu, Guardiola! Irei para uma equipe que me idolatrará sem sombra de dúvida.
E nisso aparece o primeiro “anti-cristo” que jogou e joga bem pela bandas do San Siro. Entenda-se “anti-cristo” jogadores com o temperamento dele, Didier Drogba, Eric Cantona, George Best…os mestres dos “ensimesmados”. Não que o Milan seja um time de cristãos. Já foi de um (ex)evangélico, mas não era só dele o time, e este nunca trabalhou para tal. Boban, van Basten, Gullit, Weah…nenhum desses eram senhores de EGO. Enfim, Zlatan é o primeiro da raça a vestir a “maglia rossonera”.

Tevez. Tevez de origem humilde para não dizer da extrema miséria, herói do seu povo, herói do povo mais povinho do mundo (corinthianos), o craque das massas. Não é um anti-herói, só tem um dos piores temperamentos da atualidade futebolística. Se na cidade chove, por mais que ele ganhe milhões, ele, que é tão romântico e humano como Zlatan, quer mudar de cidade no mesmo dia.

Tevez não pode ser um Lula argentino…que vem do meio do povo e conquista a fama e o mundo. Ele não é carismático, não sabe falar, é feio, é burro…peraí? Mas o Lula é o contrario de alguma dessas coisas que eu acabei de citar? Bem, deixa assim.

E, recordando-me do amigo, primo dos primos, “o Cartola”, no qual ele diz que a fábrica de jogadores da Argentina está muito por cima com Tevez, Aguerros, Lavezzis, Lamelas, Buonanotes…cara, fico com o tal Neymar. Não que ele seja melhor, mas é muito mais fácil de domar.
E também não quero o Neymar no Milan. Muito menos Tevez. O lugar de mocinho e bandido já está ocupado no San Siro. Um faz gol, o outro virou parente do presidente. E neste time absolutamente romântico e não grupal, quase todos já tem seu lugar na fábula. E não precisamos de um ogro para assustar a princesa Bárbara.
O rei é Silvio, o mago é Clarence. O Cavaleiro Negro tem um nariz grande e tem até o “Monstro”. Estranhamente tem dois príncipes, mas tudo funciona “come Dio comanda”.
Caro Carlitos, fique em suas mil e uma noites em pleno fog bretão. Muito obrigado.

P.s.: todo e qualquer devaneio e falta de estrutura sintática e morfológica deste texto é inteiramente responsabilidade de quem está o lendo. Sou ser humano como Zlatan e não tenho pena de você.

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CONTOS DA TAVERNA I – La revoluzione

8 dez

Depois de alguns meses de manutenção mental, volto pra tentar dizer meia dúzia de trambelhos. Talvez mais.

“Tudo está muito normal. Tudo está muito controlado.” disse um amigo meu fazem alguns dias. Talvez esse seja o problema, eu estar me sentindo “normalizado”. Nem sei mais direito o que movimentava a minha ira e minha ironia para assuntos futebolísticos. Especulo que seja a mesma coisa da teoria de criar um antídoto, ou seja, vir do próprio veneno. Daí tu sente-se bombardeado pelo mesmo veneno que lhe faz mal (e bem), (???), e o mal se vai. E com ele mais um monte de coisas, como a magia, alegria e a fé cega (se é que existe outro tipo de fé).

João Havelange estava certo em dizer que se fosse implementado chips e câmeras para deixar o futebol mais preciso e menos suscetível a erro de arbitragem, o desporto perderia toda sua graça e poesia. Mas e daí? O que o ladrão faz para não ser mais preso? Ou se mata, ou vira polícia ou se canditada. É mais ou menos assim que carruagem anda.
O velho Havelange no melhor estilo mafioso palermitano, fica no poder até apodrecer os dentes para em seu “pré-morten” dizer que pede as contas devido a N investigações sobre corrupção e outras coisas mais difíceis de explicar. Mas isso não faz diferença nenhuma. Nenhum ator da Globo juntou os amiguinhos e fez videozinho explicando o que esse velho fez. Nenhum aluno da Unicamp reuniu palavras de referencia e disse o que deveria ser feito. Por que? Porque eu sempre estive errado. Futebol não é esporte. É religião e ponto final. O povo quer ele para acreditar em alguma coisa. Em alguma coisa que funciona sem “o povo” ter de se esforçar. Não precisa ouvir sermão de padre ou pastor. O dízimo é intangível, mas sim, mensurável. Horas e mais horas de TV ligada. O povo não vai em estádio, ou no templo, no caso. O povo quer só se sentir vitorioso. O povo é Corinthians. O povo é Flamengo. O povo é Lula. O povo é uma presidente fazendo de um governo um clube da Luluzinha que escuta Le Tigre e Cássia Eller. O povo está sob controle. Em resumo das letras miúdas: Mano Menezes agradeceu aos céus pelo Corinthians ter levado o caneco. Assim o povo se ocupa um tempo e ele tem uma sobrevida. Pois enquanto um milagre é aclamado, um diabo é renomado.

Cada vez mais que eu viajo, eu quero viajar mais. Isto parece uma frase bem óbvia, mas meus motivos são um pouco alterados. Quero tentar provar que não estou com razão. Que o mundo tem alguma solução.
Volto pro Brasil e vejo um dos times do povo sagrar-se campeão. Se roubou ou não, isso não importa, pois o roubo não é mais no apito, aliás, faz tempo que este não influencia. É mais fácil dar suprimento para um time ser melhor e maior que o outro do que tentar burlar a regra durante o combate, certo?

Bem, voltando ao mundo que ainda quero conhecer. O país que melhor conheço (se não o que mais conheço) a não ser o Brasil, é a Itália. Com este pensamento, inicio uma série de posts que acredito que conseguirei concluir até o final do ano. Já que são muitos os assuntos que me incomodam, dedicarei um por vez depois de uma introdução um tanto quanto turva. Ou seja, caro amigo, se veio a passeio, vá ler a coluna do Neto!

Falava da Itália. Minha percepção social foi mais ou menos esculpida na Itália. Não faz muito tempo isso. Faz bem pouco. Esta percepção foi sendo moldada a cada ida na terra da bota e da bosta, pois era minha forma de ver um “outro esquema”, ou um “ver de fora”, e por alguns momentos, ver perto demais.

Muitos dos meus amigos já conhecem esta história. Fatalmente será repetitivo, porém válido. Não quero bancar o Roberto Saviano que se meteu no meio da máfia para deflagrar os absurdos que acontecem no país dele. Eu sinceramente sempre soube. Acho tão inútil o seu trabalho, como se alguém entrasse no meio do mundo das favelas cariocas e depois escrevesse um livro. Ou no meio do Senado em Brasília. Pra mim já é história velha. Mas eu posso ser um louco que desconfia de todo mundo. Sei la. O caso é que crime no Brasil e crime na Itália só tem uma diferença: um é tratado no cinema ha mais de 50 anos, é pomposo e vive de uma falsa beleza, e o outro entrou no cinema ha pouco mais de dois filmes sem beleza alguma. Qual é o pior? Eu sinceramente acho que o italiano. Pelo fato de não ter cura. As pessoas sabem que acontece, já está TOTALMENTE acoplado ao sistema, sobraram poucos civis inocentes para serem presos e por fim o país está em um colapso ha muitos anos e os italianos vivem como catatônicos. Já no Brasil a coisa se dissolve mais. O território é maior e é mais difícil de quantificar, porém mais fácil de mostrar os efeitos do “com” e do “sem”. Digamos assim, depois de uma reunião, a nossa presidente Dilma Eller deu-se por conta que pra rolar a tal Copa do Mundo em seu país, uma das coisas que deveriam ser urgentemente feitas é dar uma boa limpada na tal cidade maravilhosa, e para alguns, a mais bela do mundo. Para mim, a maior fábrica de funcionários públicos do planeta. Uma limpeza maior que fizeram na ECO 92, maior do que na vinda do Papa. Arranjar serviço pra milico que tem fuzil belga encostado fabricado em 1950, fazer a polícia fluminense atirar em seus próprios sócios, fazer o Jornal Nacional ser um BOPE em tempo real e ao vivo. Mandou todos os porcos, ratos, milicos e caveiras subirem o morro e descer o chumbo. E não é pra prender ninguém, pois isso gera custos. É mais barato matar pois o caixão de tábuas de eucalipto e as horas pagas pela retro-escavadeira saem bem mais em conta.
Ou seja. Na Itália, a corrupção é acordada por todos os corruptos…entre eles está tudo a pampa. No Brasil não. Cada um rouba em sua especialidade e não tem laços diretos. Talvez se faça algum acordo, mas parou por aí.
Quem deu mais na licitação “Copa do Mundo” foi a Dilma, então não tem acordo e dono de morro que se proteja. Se é ladrão matando ladrão, não faz diferença. O resultado é “um ladrão a menos”.

Na parte alta dos anos 80, quando a Itália ganhou como país sede da Copa, ali iniciava-se o acordo e que resultou em extrema unção do país, entre governo e máfia. Perambulando pelo país, muitas vezes eu encontrei estádios “quase” acabados. E não são poucos. São construções no meio do nada, com o mato já alto, que parecem ruínas de civilizações alienígenas. Nada mais é que construções que foram além de superfaturadas, nem entregues. Planos de estádios para serem de treinamento que depois alguma equipe pequena tomaria a posse. O que nunca aconteceu. Muito, mas muito dinheiro foi desviado.
Pra quem não sabe, os anos 80 foram o BUM econômico da Itália, que um pouco antes da Copa foi o apogeu, para depois seguir em linha reta no trenzinho guiado pelo titio Berlusconi. Naqueles passados anos, a Itália era pura força e moeda forte. Era considerada a porta da Europa. Tudo andava pra lá de bem.

É por isso que eu tenho alguma esperança no país depois da Copa de 2014. Não esperança, mas eu sei que virá uma resposta depois do evento. Um ou vai ou racha. De certo modo a metodologia “Mussolini” que está sendo adotada no Rio de Janeiro me agrada, mas ao mesmo tempo um estádio em Itaquera será construído com dinheiro do povo. Mas e daí? O povo é corinthiano! E se não for…não dá nada, pois o R10 é urubu!

Voltando. Os anos 80 foram a festa de debutantes para a máfia italiana. Os anos 80 pagaram um Napoli. Os anos 80 forneceram cocaína de sobra para um jogador ser livrado do dopping em 100% das partidas que disputou em solo italiano. O único azar é que a UEFA não permitiu que este jogador atuasse “trincado” em competições européias. Daí não deu pra ganhar, óbvio. Bem, o resto é bobagem. Já disse o que queria. Mas continuarei.

Atualmente o futebol italiano é dividido por 3 equipes. Estas 3 são propriedade das coisas que mais fazem dinheiro por aquelas bandas. Uma é N empresas de porte médio, hotéis, lojas e toda a comunicação televisiva da Itália, o Milan. Na mesma cidade a outra equipe, a Internazionale, é propriedade de uma das maiores empresas de componentes de satélites do mundo, a Pirelli. Enganou-se feio quando achou que resumia-se em pneus a conhecida marca. A tal marca talvez seja também a maior no sistema de imobiliário do país. E a ultima equipe, a Juventus, é o brinquedo mais antigo da família Agnelli. Chamavam o vovô Agnelli de “naso di argento”, ou nariz de prata, para os mais íntimos. Devido a abusiva inalação de uma substância muito apreciada por um ex jogador argentino e por um atual comentarista global. Bem, estes Agnelli são proprietários da Fiat, Alfa Romeu, Lancia, New Holland, Iveco, Mopar, Maserati, Abarth, Jeep, Chrysler, Dodge, Ferrari e mais uma cacetada de empresas pesadas que não lembro agora.
Sim, sim. Outras equipes da Itália também são propriedade de gente endinherada. O Napoli é de um poderoso produtor de cinema e dono de uma empresa de água. Mas não chega ainda no nível das 3 citadas anteriormente.
No quesito tamanho de torcida na Itália, a Juventus lidera com mais da metade das percentuais, o Milan vem em segundo com pouco mais da metade da quantidade dos torcedores torineses. A Internazionale é qualquer coisa como sexto no ranking. Sei que parece que a Roma, Lazio e Napoli ganham da Inter nestes números.
Estas 3 equipes possuem cada uma o seu veículo de comunicação. Não que seja delas como propriedade, mas que fazem a informação tendenciosa para o favor de cada uma. A famosa Gazzeta dello Sport é interista, ou seja, todo acontecimento em campo ou fora dele, é a favor da Internazionale. Bem menor mas muito conhecido na Itália, o Tutto Sport é juventino. E o Milan é escamoteado, pois Silvio Berlusconi não é tão burro a ponto. Pois além de ser presidente do clube, ele é o premier do país. O premier do país é o dono da rede pública, mais conhecida como RAI, que se divide em 3 canais. Depois disso ele é o dono do Mediaset, que constitui os “outros” canais da rede aberta. Sendo assim ele tem que ser sutil no posicionamento. O mais engraçado é que no ramo futebolístico é o único lugar que ele é sutil. O resto e escancarado. Faz parecer que o povo italiano se basta apenas pelo o que acontece no futebol.
Bem, lembram-se do CalcioCaos? Ou da Calciopoli? Pois é, que envolvia Luciano Moggi da Juventus. O resultado final foram cortar a cabeça de Moggi do futebol, tirar dois títulos ganhos honestamente da Juventus e rebaixá-la para a segunda divisão. Todo esse alvoroço começou quando saiu a tona uma informação: o investimento gasto nos últimos 8 anos pela Internazionale. Era incrivelmente maior em relação ao Milan que papava tudo o quanto dava de canecos europeus e a Juventus que levava todo santo ano seu Scudetto pra casa. Esta situação de azarados ou péssimos administradores não mostrou ter solução na prática “investidor honesto”. Mesmo tendo o time mais caro, não dava resultado. Daí, a Gazzeta dello Sport começou uma série de reportagens provando que os jogadores da Juventus combinavam resultados em banco de apostas, que Moggi acertava todo o esquema inclusive com a arbitragem. Ficou minando a mídia com estas informações, sabendo que uma Copa do Mundo estava por vir (a da Alemanha, no caso), e que a cara da Federação Italiana teria de estar limpa antes do torneio.
Pelo sim ou pelo não, muitos jogadores apostavam nos jogos. Fabio Cannavaro ficou comprovado. Moggi fez fortunas com isso também. Mas isso não mudou em nada o desempenho da equipe ou dos juízes. Todos apostavam em outros jogos, de outras equipes, grana pesada, pra ganhar grana pesada, livre de impostos e bla bla bla. A multa foi dada, a Juventus se fodeo, e a Itália foi com um falsa cara limpa para o mundial. E por fim venceu ela mesma a Copa. Uma penca de jogadores do clube pediram para serem negociados, obviamente por preço de banana. Porém alguns, resolveram ficar por orgulho ao trabalho prestado. Pra quem leu o livro de Pavel Nedved, ou até mesmo o de Luciano Moggi, ou acompanhou todas as declarações dadas por Mauro Camoranesi, Giggi Buffon, Alessandro Del Piero, e até outros jogadores de outras equipes italianas, tem completa e real noção que fizeram uma mutreta para “os de sempre” pararem de ganhar. Foi uma ideia muito bem pensada da direção interista. No tempo certo, na época certa. Foi a última arma que eles tinham. E foi eficaz. Logicamente o outro rival a não ser a Juventus era o Milan. Porém, derrubar o próprio presidente da Itália não seria muito fácil. Sendo assim o Milan começaria o campeonato com um punhado de pontos negativos. Qualquer coisa como 4 ou 5 partidas não ganhas. O que faz muita diferença no final das contas.
O final das contas mesmo é que a Internazionale se peidou toda pra ganhar o Scudetto no ano posterior. Ficou escancarado gols não anulados ou no contrário, mal anulados que favoreciam a entidade nerazzurra, além de muitas penalidades marcadas baseadas nas regras do basquete. No segundo ano voltaram a se peidar, mas com um bom técnico fizeram suas maravilhas. Indo para o terceiro ano, quase todas as equipes italianas de menor porte começaram a ficar indignadas com as arbitragens que favoreciam a Inter. Fez se fumaça mas a Gazzeta dello Sport não deixou fazer fogo. O Tutto Sport começou apresentar ligações gravadas de integrantes da diretoria interista com o responsável da federação que decidia quem iria apitar cada jogo no campeonato. Ficou bem claro toda a paçoca. Ficou lógico o discurso a la Roberto Jeferson que Luciano Moggi adotou em seu livro. Ficou feio pra Inter os jogos “mal ganhos”. Continuou uma série de penalidades marcadas aos 48 do segundo tempo em prol da Inter. Daí o Moggi se proclamou pela última vez dizendo que assim que José Mourinho saísse do comando, a Internazionale poderia ser considerado uma equipe morta. Que iria morrer aos poucos, mas que continuariam os malabarismos das arbitragens. Onde o Milan não iria se posicionar como desfavorecido pois seu presidente tem ficha suja em outros mil lugares. O que resultou? A Internazionale penando na parte de baixo da tabela, ganhando ainda com gols ilegítimos.
A falta de força política juventina e a conivência do Milan as barbadas interistas, impedem a equipe neroazzurra de sofrer qualquer penalidade. O resto é o resto.

Eu ainda gosto do AC Milan. O Silvio Berlusconi é uma pessoa que eu admiro. Sim, admiro. Pois ele é presidente de um país onde ele lava todo seu dinheiro, dono de toda comunicação, tem acordo “brizolista” com a máfia (quem não sabe o que significa ser brizolista com uma instituição criminosa, por favor, vá estudar história), continuando, não nega pra ninguém que faz festas regadas com putas de todo o planeta, é viciado em Viagra, todos os velinhos e a igreja gostam dele, e os que não gostam dele reclamam, mas não fazem nada. É como se o Lalau fosse o presidente do Brasil por 30 anos a fio. É ridículo, mas é genialmente fantástico.
Como presidente do AC Milan o que eu posso dizer é que o titio Silvio é um astuto administrador. Nunca perdeu um centavo com qualquer contratação, pelo contrário, só ganhou. Viveu pegando restos de outros times ou jogadores que ainda não foram descobertos. Lembrando que abaixo do brasão do clube tem uma escrita: “IL club più titolato nel mondo”. Se você não entendeu, googleia, mané!
Todo mundo fala do R10 que não rendeu nada. Em campo não rendeu um cacete. Mas em venda de camiseta, em aumento de sócios na Indochina quando ele foi contratado, em arrecadação na pré-temporada, no aumento de receita publicitária que o clube ganhou depois que R10 fez um gol no Derby della Madonnina…iiii….o dentuço só deu lucro, e quando parou de dar, um abraço e boa sorte. Outros exemplos…Seedorf e Pirlo terem vindo de graça. Eles não foram vendidos, mas renderam muitos títulos. Kaká comprado a preço de galinha de granja e vendido como carne de faisão. Pato, que por mais que seja um reserva de luxo ou um titular inconstante, foi comprado por baixo preço em relação ao seu valor atual. Ibrahimovic ser comprado pela metade do seu valor. Cassano ter vindo de graça. E agora Kaká tendo a possibilidade de vir pela metade do preço de valorização atual, e não de valor de última venda. Acho que o último investimento “considerado caro” que Silvio fez foi a compra de Rui Manuel Cesar Costa, que já se pagou ha muito tempo. E a pior compra foi Digão. Mas sobre o Digão eu falo outro dia. É um cara bem legal. Mesmo. Mas já estou na quinta página e este post se transformou em uma fecundação, um ou quase nenhum espermatozóide chega no final.

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