A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM II

4 out

Depois de horas, dias, milênios sem escrever alguma coisa, volto mais capenga do que nunca tentando fazer alguma coisa que presta. Mesmo tendo certeza que nada prestará. Mas, igual.

DEGOLA LÍRICA

A poética toma conta (mais uma vez) da mídia brasileira. Não me recordo de uma temporada que eu ouvi tanta merda em relação a quem é bom, ruim, quem cairá ou subirá de produção. Mas, talvez eu estava desacostumado. Fiquei cerca de duas semanas longe de qualquer meio de comunicação, onde nem celular ou TV tinha. Tanto que a única pessoa que sabia qualquer notícia de futebol era um motorista de ônibus que passava duas vezes por dia nas imediações. Ele que informou-me que o Milan havia ganhado na UCL. E só.

Daí, desde que voltei a “civilização”, tentei ver todos os jogos possíveis mesmo sendo VTs. Li e ouvi tudo o quanto foi opinião dos metidos da imprensa. É incrível como estão dando mais importância a treinadores fracos que estão em times grandes, do que os grandes que estão a beira do rebaixamento. A degola lírica de alguns treinadores está em pauta.

Pouca gente parou para pensar que o desempenho de Dorival Junior em aproveitamento está sendo muito similar ao de Osmar Loss e de Falcão? Mas quem é que disse que o Cocóta é bom treinador. Nunca achei e até segunda ordem nunca será. Entretanto ninguém coloca o nome dele na roda. Não digo que ele merece ser demitido. Só estou dizendo que ele é pouca porcaria como qualquer Guilherme Macuglia qualquer.
Outro caso é Adilson Batista. O Capitão América NUNCA foi treinador. E a imprensa vem alegando que ele já foi um dos melhores treinadores do Brasil. Onde? Quando? Lembro quando pedia para alguns boleiros quais seriam os finalistas da última Libertadores. Uma frase sempre entrava na pauta: “Se o Adilson não estivesse no Santos, eles seriam favoritos para a competição.” Adilson saiu e o Santos foi campeão. Não é diretamente o fato que ele saiu que as coisas começaram acontecer, mas sim é que com ele é só na base do acaso. Ele por acaso foi até uma final da Libertadores com o Cruzeiro e tomou uma surra maior que o Boca deu no Grêmio na era Mano. Por sinal, posso usar este exemplo de QUEM É QUEM na verdade só observando times brasileiros que chegaram na final da competição continental. Renato Gaúcho que o diga. Tomou uma saraivada linda da LDU. Mas ainda tem gente que acha que o homem é grande coisa.

Falta treinador bom no país? Não sei. Acho que tem muita gente nova que é boa e não é vista. O que dá para notar é que time grande tem que gastar dinheiro para a torcida respeitar ao menos por 4 rodadas o novo treinador. Vejam o Cruzeiro. Chegou ao nível de chamar Joel Santana, que nem tiveram paciência com o homem. E daí meteram um Vagner Mancini. Quarto homem no comando. Um dos três questionáveis que estiveram na casamata da raposa. Mas, muito antes disso, alguém que dê realmente medo no elenco do time mineiro. Na minha porca opinião, é uma escrete para lutar por uma vaga para a Sul-Americana.

Mas os exemplos são vários e válidos. Sempre disse para os gremistas que na ponta do lápis o tricolor tinha um time bom. Não maravilhoso, mas muito melhor que mais da metade dos times da primeira divisão. Se foi o C.J. Roth que conseguiu ver isso, não sei. Ainda não está as mil maravilhas. Pois qualquer time que toma 4 x 0 tem algo a ser questionado. Mas aos poucos as coisas estão andando. Da velha forma Celsorothiana, mas vai.

O Atlético Paranaense talvez seja o time que mais investiu proporcionalmente em peladeiros caros que não surtiram nenhum efeito. Não deram tempo para nenhum treinador. E por fim colocam o velho delegado na casamata com seus sistemas que vale mais a urucubaca feita e a fé do que propriamente lógica tática. Lembrando, o sistema Antoniolopeziano ao Abelbraguiano não muda muito. É muita fé e pouca consistência. E sim, a fé eleva montanhas, mas também causam deslizamentos e avalanches.

O jockey do coxa é um bom exemplo de paciência. Fez uma bela Copa do Brasil, que perdeu mais pela experiência dos jogadores adversários do que potencial de plantel. Daí a vida seguiu e no Brasileirão as coisas não andavam bem. Tudo indicava que o cara iria para a degola, mas não. Ninguém imaginaria que tirar um goleiro que tinha cadeira cativa e um zagueiro faria tanta diferença. O Coritiba não tem grandes chances para uma Libertadores, mas é um time difícil de ser batido. A vitória nunca sai de graça. Normalmente é um time que faz no velho sistema “Oráculariano da padaria”, ataca em bolo e defende em massa.

Sendo assim, o que questionar? Normalmente fazemos uma análise em base de alguma coisa. Fazendo “em base de alguma coisa”, o Adilson é um bom treinador? Sinceramente, até que ele está se saindo muito melhor do que o esperado. Ele tem um time muito bom, alguma sorte, e deixa o time jogar. Ele até que não estragou tanto o SPFC. Então, bambys do meu Brasil, não questionem o trabalho do Adilson. O pressuposto é que ele é fraco. Se verem neste plano, fatalmente estarão no lucro.

MAS, TEM COISA PIOR QUE TREINADOR RUIM

Desde o começo do Brasileirão eu questionava aos ares até quando que o Flamengo iria aguentar. Me parecia um time que estava a beira de um lindo precipício. Que no menor vento despencaria. O sistema santista de atacar tanto que acaba ganhando uma hora iria cair. E quando cai, cai de quatro já com o rego sangrando. Um Atlético GO de procedência duvidosa com o Engraçado Gás Celeste, vulgo Helio dos Anjos na trincheira, em pleno Rio de Janeiro…uma surra linda. Foi só um time pequeno desesperado que entrou para atacar e não se defender. O mesmo funciona com o Santos. Quem ataca o Santos, toma gol, mas também faz. Tudo bem que o Muricy descartou o fato de ganhar Brasileirão faz tempo, mas o Luxa PRECISA catar uma vaga para a Libertadores. Coisa que antes era dada como certa, pois consideravam o Flamengo como um dos favoritos para levar o caneco. Agora o famoso “quem te viu e quem te vê” dá a luz. Caio Mirim Dente de Leite Juvenil Junior namora a vaga para a tão amada competição. Caio Junior, hein? Eu nem consigo entender o Loco Abreu ser titular, o Fábio Ferreira…vou entender o Caio Junior sendo destaque?

ACESSO MALIGNO

Como alguns sabem, acompanho jogos de quase todas as divisões do Brasil e algumas divisões inferiores européias. Gosto sempre de informar que a segunda divisão italiana tem o mesmo nível de qualidade e dificuldade do campeonato catarinense. E, que a segunda divisão inglesa é mais emocionante e disputada que uma Libertadores da America. Mas deixando isso de lado, tentei acompanhar alguns jogos das séries D e C do Brasileirão e quase que integralmente da série B. Vamos começar pelos sonhos maiores. 90% dos times que encabeçam o topo da tabela da segunda divisão estão lutando para ir para uma divisão onde serão surrados. Não possuem o mínimo de estrutura para ter um time competitivo. Tirando os tais times de empresários, que do nada conseguem um estádio, jogadores milionários (mas não uma torcida), o resto tem que fazer milagre com galinhas velhas do futebol. Logo, é um “subir para descer”. O nível dos grandes para os médios e pequenos no Brasil nunca esteve tão gritante. Por um lado é bom. Deixa o futebol nacional em um alto nível. O lado ruim é que vira campeonato dos times de sempre. Entre aspas, “europeização” do campeonato.

Quem dirá as divisões inferiores. Times que estão até “organizadinhos” que acabam se ferrando por politicagem ou “preferência” da arbitragem por times do eixo Rio-São Paulo. No fim das contas grande parte das equipes estão fadadas a fechar as portas ou se contentar com um calendário de 4 meses de trabalhos e uma folha de pagamento que não suba os 150 mil. Um que outro caso de empresário maluco querendo quitar as dividas do seu clube do coração e ver que nada passa de pagar a dolosa dívida. Não se consegue colher nada. Os “guris” bons já são vendidos com 14 anos. Eu não acho isso bom ou ruim, apenas considero um processo. O que vale lembrar é que os grandes, para serem grandes, tiveram que passar pelos pequenos.

O que é fato é que cada fez mais a justiça está por conta ou do acaso ou do pré-determinado, e não a velha justiça divina ou dos que lutam.

Lá pelas tantas vale mais a pena um time tentar consistência e um numero de sócios considerável para ter uma caixa regular e garantida em uma segunda divisão da vida, vejamos, por uns 4 anos, do que lá pelas tantas se classificar em quarto e no próximo ano tomar um laço e ver seu estádio sobrar para os fenos. Lógico, isso relevando os times menores. Mas ao meu ver, não tem nenhum de “maiores” na série B. Só os clássicos enchedores de saco. Que torram todas suas forças para subir e depois não tem planejamento para se manter. É um sistema muito de ficar torcendo que uma hora dê o cavalo azarão.
E está mais do que provado que não é mais era de azarões vencerem na Copa do Brasil. Time que vence é time com consistência e equilíbrio geral. Pode ser que tu tenhas ótimos boleiros no plantel principal, mas não tenha reposição. Uma equipe inferior que é mais equilibrada pode engolir a sua só por um planejamento mais moderado.

É tudo muito óbvio, é tudo muito claro, mas ninguém comenta.

A VIDA É MUITO PIOR DO QUE PARECE

Dei explicações com argumentação fotográfica técnica provando que Zlatan Ibrahimovic e Gerrard Piquè estavam a alguma distancia naquela polêmica foto. Mas agora ficou foda. Desisto, Ibra. Te fode sozinho. Costure suas pregas com seu cabelo de gueixa sozinho. Não sou contra amigos ou companheiros trocarem abraços ou darem os conhecidos beijos de lado que argentinos e italianos costumam dar. Mas isso já está fora de controle.

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